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    Validação do CVMOBXR para tarefas de membros superiores
    (2025) DIAS, Dandara Morgana Souza Nunes; JESUS, Giovanna Gamielle Sampaio de; SILVA, Mateus Souza; MIRANDA, José Garcia Vivas; GÓES, Ana Lúcia; GOES, Bruno Teixeira; QUIXADÁ, Ana Paula
    INTRODUÇÃO: As tarefas de membro superior são fundamentais para atividades de vida diária. Os sistemas de análise tridimensional do movimento são considerados o padrão-ouro para a análise quantitativa deste. Contudo, tais sistemas apresentam um alto custo, baixa imersão do indivíduo na tarefa realizada e dependência do conhecimento técnico para aplicação e interpretação dos dados. Os óculos de realidade virtual (Quest 3) possuem câmeras infravermelho que conseguem capturar o movimento durante o seu uso e possuem um baixo custo em comparação ao padrão-ouro de análise do movimento. Diante destes aspectos, foi desenvolvido um software de análise tridimensional dos dados cinemáticos capturados pelo Quest 3, o CvMobXR. Uma vez que este é um instrumento de medida novo, é necessário um processo de validação das suas medidas. OBJETIVO: Validar o CvMobXR como ferramenta de análise tridimensional do movimento humano. METODOLOGIA: O estudo é do tipo observacional, transversal e de acurácia. Foram recrutados 50 participantes. Estes sentaram no centro do laboratório, usando o Quest 3, com um controle e marcadores reflexivos na mão dominante. Foi projetada pelos óculos uma mesa virtual na qual estava disposta uma caixa e uma bola, em tamanhos proporcionais. A tarefa foi colocar a bola dentro da caixa. Foram realizadas 21 repetições, sendo 7 repetições para cada tamanho da bola. As propriedades cinemáticas do movimento foram medidas, simultaneamente, com o sistema de captura em vídeo tridimensional e o Quest 3. Foram utilizados os valores máximos de trajetória e total de todos os planos para validação através do método BlandAltman. RESULTADO: Foi encontrada forte correlação positiva evidenciada pelos coeficientes de correlação (R), com mediana R>0,98 em todos os eixos. Conforme o método Bland-Altman houve boa concordância entre os sistemas para valores de trajetória, amplitude e velocidade. Os valores médios se apresentam próximos a zero e dentro dos limites de concordância estabelecidos (IC: 95%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O CVMobXR é uma ferramenta válida e aplicável para mensurações cinemáticas nos planos X, Y e Z de movimento de membros superiores. As mensurações geradas pelo CvMobXR são concordantes ao padrão-ouro e podem ser utilizadas para a análise tridimensional do movimento de membros superiores.
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    Distúrbios musculoesqueléticos em profissionais da música: revisão de escopo
    (2025) DIAS NETO, Bernardo Manso; MENDES, Selena Márcia Dubois
    Introdução: Músicos profissionais frequentemente enfrentam desafios físicos que vão além da execução musical. A prática intensiva, com movimentos repetitivos e posturas mantidas por longos períodos, contribui para o desenvolvimento de distúrbios musculoesqueléticos (DME), impactando diretamente sua saúde e desempenho. Objetivo: Identificar o que a literatura apresenta de relevante sobre os DME em músicos profissionais, reconhecendo os fatores de risco, regiões corporais mais acometidas e os instrumentos musicais associados a essas lesões. Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo baseada em publicações indexadas nas bases de dados PubMed e SciELO. A seleção considerou estudos que abordam a prevalência, causas e fatores de risco dos DME em músicos profissionais. Resultados: Os DME mais frequentemente relatados incluem dor lombar, tendinopatia e síndrome do túnel do carpo. Tais lesões são particularmente comuns entre instrumentistas de violino, guitarrae piano. As regiões corporais acometidas foram coluna lombar, região cervical e os membros superiores. Fatores como os sobrecarga biomecânica, ausência de pausas, postura incorretaforam destacados como agravantes. Considerações Finais: Os achados reforçam a importância de medidas preventivas para preservar a saúde dos músicos. Estratégias como a educação postural, pausas programadas, acompanhamento fisioterapêutico e fortalecimento muscular são fundamentais para a promoção do bem-estar e a longevidade na carreira musical.
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    Conhecimento dos fisioterapeutas sobre a avaliação da força muscular do assoalho pélvico por palpação vaginal: estudo transversal
    (2025) SANTOS, Beatriz da Cruz dos; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva
    Introdução: O reconhecimento da Saúde da Mulher como especialidade pelo COFFITO em 2009 destacou a importância do fisioterapeuta na prevenção e no tratamento das disfunções pélvicas em todas as fases da vida da mulher. A Fisioterapia Uroginecológica concentra-se na função dos músculos do assoalho pélvico e na relação com disfunções miccionais, anorretais e sexuais, exigindo do fisioterapeuta conhecimento anatômico e cinesiológico para uma avaliação adequada. Esse conhecimento é essencial para orientar condutas eficazes e evitar erros que comprometam resultados clínicos. Apesar da relevância da área, ainda há escassez de estudos que investiguem a prática e o nível de conhecimento dos fisioterapeutas, reforçando a necessidade de pesquisas que investiguem o entendimento sobre a avaliação da força muscular do assoalho pélvico por palpação vaginal. Objetivo: Verificar o nível de conhecimento dos fisioterapeutas sobre a avaliação da força muscular do assoalho pélvico por palpação vaginal. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional e descritivo, realizado entre 2024 e 2025, aprovado com o CAAE 84277024.7.0000.5544. Participaram fisioterapeutas uroginecológicos que responderam a um questionário online, auto aplicado e elaborado pelos pesquisadores, composto por cinco sessões, sendo a última um teste de conhecimento. Os dados foram organizados e analisados no Excel, Word e JASP 0.95.3. Resultados: O resultado preliminar incluiu 12 fisioterapeutas, com idade mediana de 37 anos e tempo mediano de atuação de 135 meses na área, com a maioria possuindo pós-graduação. Todos realizavam avaliação dos músculos do assoalho pélvico rotineiramente, utilizando com frequência o Oxford (100%) e o New PERFECT (91,7%). Todos avaliavam o tônus, verificavam apneia e observavam o relaxamento dos MMII. A palpação digital é frequentemente com a polpa digital voltada para baixo (83,3%) e avaliações em pacientes virgens ou que recusam a palpação vaginal são realizadas por 50%, empregando estratégias alternativas. A pontuação final no teste de conhecimento variou com nota mínima de 7,8 e máxima de 10 pontos; referente ao desempenho por questão, verificou-se que a pergunta sobre anatomia apresentou o menor índice de acertos (41,7%). No entanto, os dados apresentaram bom desempenho de conhecimento de modo geral. Conclusão: Os fisioterapeutas apresentam conhecimento adequado sobre a avaliação da força muscular do assoalho pélvico por palpação vaginal. A experiência profissional e a formação complementar contribuíram para a execução adequada da avaliação. Contudo, foi identificada uma lacuna pontual relacionada ao conhecimento anatômico e uso de estratégias alternativas. Conclui-se que, embora o conhecimento geral seja adequado, é fundamental promover educação continuada e maior aprofundamento teóricoprático sobre a anatomia pélvica e as técnicas de avaliação.
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    Terapia combinada de radiofrequência não ablativa e dilatador vaginal no transtorno de dor genito-pélvica/penetração: série de casos
    (2025) AMARAL, Laryssa Carvalho; MAMEDE, Tuffy Alex Rosa Silva; SANTOS, Carina Oliveira dos; GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordelo; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva
    Introdução: O transtorno de dor gênito-pélvica/penetração (TDGPP) caracteriza-se por dor persistente ou recorrente relacionada à penetração vaginal, tensão da musculatura do assoalho pélvico (AP), medo antecipatório da dor e prejuízos na função sexual e na qualidade de vida (QV). A radiofrequência não ablativa (RFNA) tem sido utilizada como recurso para aumentar a temperatura tecidual, favorecer relaxamento muscular e modular a dor. Já o dilatador vaginal atua na dessensibilização progressiva e no treinamento de tolerância à penetração. Ambas as abordagens apresentam benefícios isolados, porém o uso combinado ainda é escasso na literatura. Objetivo: Descrever os desfechos clínicos relacionados a dor durante a penetração, função sexual, QV sexual e percepção de estresse, além da segurança e a satisfação relacionadas à terapia combinada de RFNA e dilatador vaginal em mulheres com DGPP. Metodologia: Trata-se de uma série de seis casos que incluiu mulheres entre 18 e 45 anos, com diagnóstico de DGPP e em relacionamento estável há pelo menos seis meses. O protocolo de intervenção consistiu em 8 sessões semanais de RFNA aplicada na região perineal, combinadas ao uso progressivo de dilatadores vaginais. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: Escala Visual Numérica (EVN), Índice de Função Sexual Feminina (FSFI), Questionário de Qualidade de Vida Sexual – Feminino (SQoL-F), Escala de Percepção de Estresse de 10 itens (EPS-10), Escala Likert de cinco pontos e registro de efeitos adversos. A análise dos dados foi descritiva. Resultados: Observou-se redução da dor durante a penetração em cinco participantes. Todas aumentaram seus escores no FSFI, e quatro apresentaram melhora na QV sexual. Houve progressão no tamanho do dilatador vaginal para todas as mulheres. A percepção de estresse apresentou resposta heterogênea. Não foram registrados efeitos adversos, e todas relataram satisfação com o protocolo. Conclusão: Sugere-se que a terapia combinada pode reduzir a dor durante a penetração, melhorar a função sexual e QV sexual, além de parecer segura e bem tolerada pelas participantes. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os achados.
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    Qualidade do sono e dor em estudantes da área de saúde de uma instituição privada: estudo transversal
    (2025) OLIVEIRA, Ulysses Gabriel Veiga Cardoso de; ARAUJO, Cintia Pinheiro Silveira
    Introdução: Estudantes da área da saúde frequentemente enfrentam desafios relacionados à falta de tempo e à exaustão, fatores que contribuem para distúrbios do sono. A má qualidade do sono tem sido associada ao aumento da sensibilidade à dor e prejuízos funcionais, o que configura um problema de saúde pública, agravado pela crescente epidemia de privação de sono decorrente do estilo de vida moderno. Objetivo: Descrever a qualidade do sono de graduandos da área da saúde de uma instituição particular e verificar se há associação com a presença de dor crônica. Métodos: Estudo observacional, de corte transversal, com amostra calculada de 366 graduandos da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica. Até o momento, foram entrevistados 120 participantes selecionados aleatoriamente e estratificados por curso, que responderam a um formulário anamnésico (variáveis sociodemográficas e clínicas) e ao Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh. Os dados foram descritos por medidas de tendência central e dispersão ou por frequências absolutas e percentuais. Para comparações entre grupos, utilizou-se os testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, e as associações entre variáveis categóricas foram avaliadas pelo Qui-quadrado de Pearson ou Fisher, adotando-se significância de 5% (CAAE: 79426024.9.0000.5544). Resultados: A maioria dos estudantes (66,7%) apresentou má qualidade do sono. Não houve associação significativa entre tipo de dor (sem dor, aguda ou crônica) e qualidade do sono (p = 0,919). Observou-se tendência linear entre insuficiência de sono e menor renda familiar, além de associação com o semestre: estudantes do 4º ao 6º apresentaram 4,1 vezes mais chances de sono insuficiente (OR = 4,11; IC95%: 1,48–11,41; p = 0,007) em comparação aos do 1º ao 3º. Conclusão: A má qualidade do sono e dor crônica mostraram-se altamente prevalentes e associadas a fatores acadêmicos e socioeconômicos, reforçando a necessidade de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde do sono e ao manejo da dor nessa população.
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    Avaliação da entropia de corredores utilizando sensores inerciais: uma revisão sistemática
    (2025) COSTA, Daiane Moura; GOES, Bruno Teixeira; QUIXADÁ, Ana Paula
    Introdução: A corrida é um esporte muito praticado mundialmente com uma prevalência de lesões de 36,5%. As lesões têm sido vistas como um fenômeno complexo, sendo necessário ferramentas adequadas de avaliação como a entropia. O movimento da corrida pode ser medido com sensores inerciais e o sinal analisado com a entropia, porém a variação metodológica dos estudos dificulta comparabilidade e aplicação. Objetivo: Investigar a utilização de sensores inerciais na avaliação da entropia em corredores. Métodos: Revisão Sistemática, incluindo estudos transversais e observacionais prospectivos de confiabilidade, que abordam a análise de entropia na corrida com sensores inerciais em adultos corredores. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Web of Science, Scopus, Embase e no site connectedpapers.com. As variáveis coletadas foram as características do estudo incluindo os autores, ano de publicação, amostra, desenho de estudo; objetivos; métodos utilizados, superfície da corrida, instrumento utilizado, posicionamento do sensor, variável medida, tipo de entropia, parâmetros da análise da entropia e resultados da análise da entropia. O risco de viés foi feito pela Ferramenta de Avaliação Crítica do JBI- Joanna Briggs Institute para Estudos Transversais Analíticos. Resultados: Dos 425 artigos encontrados no total, foram incluídos 8 artigos de acordo com os critérios de elegibilidade, sendo 7 estudos transversais e 1 estudo observacional prospectivo de confiabilidade. A maioria incluiu homens e mulheres corredores com idade igual ou acima de 18 anos. Os estudos apresentaram protocolos heterogêneos, devido aos objetivos variados. A maioria realizou corrida na esteira, outras superfícies incluíram campo gramado, pista de atletismo e ao ar livre. O instrumento utilizado para a avaliação da entropia foram sensores inerciais, com posicionamentos variados predominando em lombar e pelve. A aceleração foi a variável mais analisada, nos eixos vertical, mediolateral e anteroposterior. A entropia amostral predominou e os parâmetros mais relatados foram m=2 e r=0,2. O comportamento da entropia (aumento ou redução) variou entre as condições estudadas. A maioria dos estudos apresentou qualidade metodológica moderada. Conclusão: Predomina-se a heterogeneidade dentre os estudos incluídos em como a entropia é medida no contexto da corrida, principalmente no posicionamento corporal dos sensores e definições de parâmetros, além de itens não relatados.
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    Educação em saúde na qualidade de vida de pessoas com doenças venosas crônicas: revisão de escopo
    (2025) FARIAS, Tânia Mara Pires; SANTOS, Carina Oliveira; RIBEIRO, Rachel Trinchão Schneiberg Kalid
    Introdução: As Doenças Venosas Crônicas (DVC) representam um problema de saúde pública que interfere na mobilidade, autonomia e qualidade de vida das pessoas, estima-se que 70% da população brasileira terá algum grau da doença ao longo da vida. A educação em saúde é um conjunto de ações de autocuidado e autogestão, para o fortalecimento do conhecimento e da adesão ao tratamento, promovendo autonomia e bem-estar. Objetivo: Mapear as evidências da educação em saúde na qualidade de vida de pessoas com doenças venosas crônicas (DVC). Metodologia: Trata-se de uma revisão de escopo, que reuniu estudos nacionais e internacionais sobre intervenções educativas voltadas para estratégias de autocuidado, adesão à terapia compressiva e promoção da qualidade de vida. Resultados: Foram identificados 33 estudos, dos quais 6 atenderam aos critérios de inclusão. As evidências indicaram que a educação em saúde melhora o conhecimento sobre as ferramentas do autocuidado e autogestão, favorecendo o engajamento no tratamento e contribui para a cicatrização e o bem-estar. Observou-se que programas educativos estruturados, conduzidos por profissionais de saúde, reduzem sintomas, fortalecem a autonomia e a adesão ao tratamento. Ainda assim, alguns estudos relataram dificuldades na manutenção do autocuidado a longo prazo, evidenciando a necessidade de reforço contínuo e estratégias de educação em saúde personalizada e individualizada. Conclusão: A educação em saúde é um conjunto de ações que aumenta a possibilidade de melhorar a qualidade de vida e promover autonomia em pessoas com Doenças Venosas Crônicas (DVC).
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    Comparação do treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado em mulheres com incontinência urinária de esforço: revisão sistemática
    (2025) JESUS, Lorena Almeida de; REIS, Sabrina da Silva dos; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva
    Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) que é definida como a perda involuntária de urina quando a pressão na bexiga excede a pressão uretral, na ausência de contração do músculo detrusor. O treinamento muscular do assolho pélvico (TMAP) pode ser realizado de forma supervisionado contando com a presença do fisioterapeuta para auxiliar e orientar na execução dos exercícios, ou de forma não supervisionada, realizada em domicílio com base nas instruções repassadas. Objetivo: Comparar o treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado para o tratamento da incontinência urinária de esforço em mulheres. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática produzida de acordo com o PRISMA. Os artigos foram coletados nas bases de dados: Pubmed, PEDro e BVS. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que descrevem a comparação entre exercícios supervisionados e não supervisionados em mulheres com IUE. Foram excluídos estudos duplicados que vinculam com outros tipos de incontinência urinária ou outras patologias do assoalho pélvico (AP). As variáveis analisadas foram: ano, autor, idioma, local de publicação, instrumentos utilizados, população, quantidade, idade, tempo, prescrição de exercício supervisionado, prescrição de exercício não supervisionado, intervenção supervisionado, intervenção não supervisionado, periodização e resultados. Para avaliar a qualidade metodológica dos estudos foi utilizado a escalas PEDro e a ROB 2. Resultados: A amostra avaliada incluiu seis estudos, totalizando 282 mulheres com IUE. A Escala de Oxford foi o principal instrumento de avaliação de força muscular do AP, acompanhada de questionários como o ICIQ-SF, I-QOL, UDI-6, IIQ-7, PFBQ e o teste do absorvente. As prescrições variaram em frequência e número de contrações. A maioria das intervenções supervisionadas ocorreu em ambiente ambulatorial. As principais limitações metodológicas incluíram ausência de cegamento e falhas no controle de variáveis. Conclusão: Tanto o TMAP supervisionado quanto o não supervisionado podem ser eficazes no controle da IUE, mas a presença e a orientação contínua do fisioterapeuta favorecem o desempenho muscular e o comprometimento terapêutico. Portanto, o TMAP supervisionado deve ser considerado a modalidade de escolha para mulheres com IUE, especialmente na fase inicial do tratamento, podendo ser complementado posteriormente com exercícios domiciliares de manutenção.
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    Tratamento do linfedema com ondas de choque: revisão de escopo
    (2025) SOUZA, Angélica Diamantaras Tavares de; LEMOS, Giovana Bergheme Franciscon de
    Introdução: O linfedema é uma condição crônica causada pela disfunção do sistema linfático, caracterizando-se pelo acúmulo de linfa nos tecidos, o que provoca edema, fibrose e comprometimento funcional. A terapia por ondas de choque vem sendo estudada pelo seu potencial de modular a fibrose, favorecer a drenagem linfática e promover benefícios clínicos observados em diferentes estudos. Objetivo: Verificar o efeito da terapia por ondas de choque no linfedema. Métodos: Revisão de Escopo realizada nas bases de dados PubMed, Lilacs, BVS e Cochrane Library, no período de fevereiro 2024 a agosto 2025. De acordo com os critérios de elegibilidade, foram incluídos pacientes com linfedema primário e/ou secundário em membros superiores e/ou inferiores com uso da terapia por ondas de choque durante o tratamento. Resultados: Foram identificados 48 artigos, a amostra final foi composta por 6 ensaios clínicos. A terapia por ondas de choque promoveu redução do volume, circunferência e fibrose cutânea, além de melhora funcional e da qualidade de vida. Mostrou-se uma opção terapêutica segura, atuando de forma complementar à terapia descongestiva complexa no manejo do linfedema. Conclusão: A ESWT (Extracorporeal Shock wave therapy) indica o potencial da intervenção complementar à CDT (Complex decongestive therapy) no tratamento do linfedema.
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    Perfil clínico e nível de mobilidade de pacientes na alta da uti após revascularização do miocárdio: estudo transversal retrospectivo
    (2025) ANDRADE, Júlia Soares; CARVALHO, Patrícia Alcântara Dorval de; MOURA, Marcela Araújo
    INTRODUÇÃO: A Doença Arterial Coronariana (DAC) é uma das principais causas de morte no Brasil, e a revascularização do miocárdio é uma intervenção essencial para melhorar o prognóstico. Fatores clínicos e funcionais no pósoperatório influenciam diretamente na recuperação. Identificar a relação entre perfil clínico e status funcional é importante para direcionar condutas de reabilitação e aprimorar o cuidado após a cirurgia cardíaca. OBJETIVO: Verificar a associação entre o perfil clínico e o nível de mobilidade de pacientes na alta da UTI após revascularização do miocárdio. METODOLOGIA: Estudo observacional transversal retrospectivo, descritivo, realizado com dados clínicos e funcionais obtidos de prontuários eletrônicos de 66 pacientes com idade ≥ 18 anos, submetidos revascularização do miocárdio entre janeiro e dezembro de 2023. Todos foram admitidos pela equipe de fisioterapia e acompanhados no pós-operatório imediato. Variáveis sociodemográficas, clínicas e funcionais foram registradas. análise descritiva e analítica, utilizou-se o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 14.0. Foram excluidos prontuários com dados incompletos. RESULTADOS: A amostra apresentou média de idade de 62,3 anos, com predominância do sexo masculino (57,6%). As comorbidades mais frequentes foram hipertensão arterial (84,8%), dislipidemia (53,0%) e diabetes mellitus (50,0%) seguidas por obesidade (19,7%) e tabagismo (19,7%). O escore de mobilidade (IMS) mediano na alta foi 8, indicando boa recuperação funcional. Não houve associação significativa entre o IMS e variáveis clínicas isoladas, exceto complicações pós-operatórias, que apresentaram associação negativa discreta com a mobilidade (p=0,021). CONCLUSÃO: Complicações pós-operatórias impactaram negativamente o status funcional dos pacientes. Outras variáveis clínicas analisadas isoladamente não mostraram associação significativa com a funcionalidade. Estes achados ressaltam a importância de estratégias de prevenção e manejo de complicações durante o pós-operatório para otimizar a recuperação funcional e orientar a reabilitação fisioterapêutica.
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    Perfil de dor em praticantes de taekwondo: estudo transversal
    (2025) COSTA, Eduardo Carvalho Barbosa; AMARAL, Carlos Eduardo; BOA SORTE, Sofia; GOES, Bruno Teixeira
    Introdução: o Taekwondo é uma arte marcial criada na Coreia do Sul que utiliza técnicas dinâmicas para executar combinações de chutes e socos. A prática exige agilidade, força, velocidade, equilíbrio, flexibilidade e coordenação, essenciais para o bom desempenho. Por priorizar o contato direto, expõe os atletas a diferentes lesões esportivas que podem causar dor, fator limitante da performance. Entre os praticantes, a dor é mais prevalente em entorses e distensões, especialmente nos membros inferiores. Objetivo: delinear o perfil de dor em praticantes de Taekwondo. Metodologia: estudo observacional, descritivo e transversal, com amostra não probabilística composta por alunos de academias de Taekwondo da Bahia. O convite ocorreu pelo método “bola de neve”, e os dados sociodemográficos, esportivos e sobre dor foram coletados por formulário online, incluindo o Inventário Breve de Dor (IBD). As informações foram analisadas descritivamente com o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), sendo apresentadas como número absoluto, percentual, média e desvio padrão. Resultados: participaram 52 praticantes federados, maioria do sexo masculino, com 37 (71%). A média de idade foi 30,4 ± 11,7 anos. O tempo de prática predominante foi ≥ 5 anos em 33 (63%) e até 6 meses em 8 (15%). Quanto à graduação, 17 (33%) eram faixas pretas e os demais coloridas (67%). A frequência mais comum de treinos foi três vezes por semana para 26 (50%). Em relação à duração, 22 (42,3%) treinavam até 1 hora diária. Trinta e nove (75%) relataram dor, sendo 34 (65%) crônica. A média foi 3,67 ± 2,63. Vinte (33,9%) realizavam tratamento, principalmente fisioterapêutico (20,3%). A dor ocorreu em múltiplas regiões em 33 (63,5%), principalmente joelhos, dorso-lombar, posterior de coxa e tornozelo. Conclusão: praticantes de Taekwondo apresentam alta prevalência de dor crônica nos membros inferiores, impactando atividades gerais e reforçando a importância de estratégias preventivas e acompanhamento fisioterapêutico.
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    Fisioterapia aquática em mulheres com fibromialgia: revisão de escopo
    (2025) MORAIS, Ângela de Jesus; BRANDÃO, Patrícia Martins Carvalho
    INTRODUÇÃO: A Fibromialgia é uma condição crônica do sistema musculoesquelético caracterizada por dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono e impacto negativo na qualidade de vida. A doença afeta principalmente, mulheres com mais de 50 anos e com sobrepeso ou obesidade. Apesar da prevalência crescente, o diagnóstico e o tratamento da Fibromialgia ainda representam desafios. Nesse contexto, a Fisioterapia Aquática se destaca como uma abordagem terapêutica neste desfecho clínico. OBJETIVO: Identificar os programas da Fisioterapia Aquática abordados na Fibromialgia. METODOLOGIA: Revisão de escopo, realizadas buscas nas bases PubMed, SciELO, LILACS, ScienceDirect e PEDro até 31 de agosto de 2025, utilizando descritores MeSH/DeCS. Foram incluídos ensaios clínicos, estudos observacionais e revisões sistemáticas, publicados até agosto de 2025, em inglês, português e espanhol, que abordaram o tratamento da fibromialgia em mulheres por meio da fisioterapia aquática e estavam disponíveis gratuitamente na íntegra. RESULTADOS: Foram identificados 94 artigos, dos quais 5 atenderam aos critérios de elegibilidade. Todos os estudos foram realizados com mulheres com Fibromialgia e apontaram benefícios da Fisioterapia Aquática, como redução da dor, fadiga, ansiedade e sintomas depressivos, além de melhora da qualidade de vida, do sono e da capacidade funcional. CONCLUSÃO: A Fisioterapia Aquática demonstrou ser beneficiosa no tratamento de mulheres com fibromialgia, proporcionando redução da dor, fadiga e rigidez muscular, além de melhorar a capacidade funcional, a qualidade de vida e o sono. Contudo, ainda são necessários estudos que padronizem os protocolos de intervenção para orientar melhor a prática clínica.
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    Fisioterapia no cuidado de pessoas com diabetes mellitus tipo ii na atenção primária à saúde: revisão integrativa
    (2025) ROCHA, Ailane dos Santos; BRASIL, Antonio Maurício Rodrigues
    Introdução O Diabetes Mellitus tipo II (DM-II) é uma condição crônica que tem se tornado cada vez mais comum e traz impactos significativos para a saúde e o dia a dia das pessoas. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o fisioterapeuta tem papel importante tanto na prevenção de complicações quanto na recuperação da funcionalidade e na promoção de hábitos mais saudáveis, atuando junto a outros profissionais da equipe de saúde. Objetivo: Compreender a atuação da Fisioterapia no cuidado de pessoas com DM-II no contexto da APS. Metodologia: A revisão integrativa foi realizada nas bases PubMed, Cochrane, SciELO e PeDro, utilizando descritores MeSH e DeCS com operadores booleanos. Foram incluídos estudos primários, ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais e pesquisas de intervenção desenvolvidas com pessoas com Diabetes Mellitus tipo II acompanhadas na Atenção Primária à Saúde. Excluíram-se artigos de revisão, relatos de caso, estudos sem foco na APS e aqueles que não abordassem intervenções fisioterapêuticas. A seleção envolveu triagem por título e resumo, seguida de leitura na íntegra e aplicação dos critérios metodológicos estabelecidos. Resultados: Ao todo, foram encontrados 232 estudos, dos quais apenas 8 atenderam aos critérios de inclusão. Esses estudos apresentaram diferentes estratégias de intervenção voltadas ao cuidado de pessoas com Diabetes Mellitus tipo II. Entre elas, destacam-se os exercícios realizados com supervisão, as atividades complementares em casa, os programas de fortalecimento e alongamento muscular, os treinos resistidos voltados para idosos e as ações educativas desenvolvidas de forma individual ou em grupo. Os principais desfechos observados envolveram melhora da força muscular, aumento da amplitude de movimento e ganhos na qualidade de vida, enquanto os aspectos clínicos foram menos explorados nas pesquisas. Os desfechos mais avaliados incluíram força muscular, amplitude de movimento e qualidade de vida, enquanto parâmetros clínicos receberam menor atenção. Em 75% dos estudos, apresentaram aumento da força e da mobilidade; 62% relataram melhora na funcionalidade e percepção de bem-estar; e cerca de 38% apresentaram tendência de evolução nos indicadores clínicos. Conclusão: De forma geral, os achados reforçam que a Fisioterapia é essencial no acompanhamento de pessoas com DM-II na Atenção Primária à Saúde. A combinação de exercícios supervisionados, fortalecimento, alongamento e educação em saúde contribui não apenas para ganhos físicos e funcionais, mas também para uma melhor qualidade de vida, evidenciando a importância de um cuidado contínuo e integrado entre os profissionais da equipe multiprofissional.
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    Telessaúde no seguimento de lactentes prematuros: revisão integrativa
    (2025) FERREIRA, Luana Cruz; FAIÇAL, Adriana Virgínia Barros
    Introdução: A telessaúde tem se mostrado uma estratégia promissora no acompanhamento de lactentes prematuros, favorecendo a continuidade do cuidado e o acesso a serviços especializados. No Brasil, essa prática é respaldada por políticas públicas e programas como o Telessaúde Brasil Redes e a Estratégia de Saúde Digital (2020–2028). Considerando que os prematuros constituem um grupo de alto risco e necessitam de acompanhamento multiprofissional contínuo, a telessaúde surge como um recurso capaz de integrar equipes, reduzir desigualdades regionais e apoiar as famílias no período pós-alta hospitalar. O objetivo: analisar o impacto da telessaúde no acompanhamento ambulatorial de lactentes prematuros, com foco na satisfação familiar. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do PRISMA. As buscas foram realizadas entre fevereiro e março de 2025 nas bases PubMed, EMBASE, ScienceDirect, LILACS e SciELO, utilizando descritores dos vocabulários MeSH e DeCS. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte publicados entre 2012 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem o uso da telessaúde no acompanhamento de lactentes prematuros. A análise dos dados ocorreu de forma narrativa e comparativa. Resultados: Dos 137 estudos identificados, 22 atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados indicaram que a telessaúde teve impacto positivo no acompanhamento, com aumento da adesão entre 90% e 95%, redução das reinternações hospitalares entre 30% e 50% e maior satisfação das famílias. Também foi observada redução média de 25% nos custos assistenciais e melhora no desenvolvimento infantil, especialmente quando utilizadas intervenções híbridas, com a combinação de atendimentos presenciais e virtuais, uso de aplicativos interativos, teleconsultas regulares e orientações educativas remotas. Conclusão: A telessaúde configura-se como uma estratégia efetiva e promissora no seguimento de lactentes prematuros, ampliando o acesso a serviços especializados, fortalecendo o vínculo entre equipe e família e contribuindo para a continuidade do cuidado. Os resultados evidenciam benefícios clínicos, econômicos e sociais, consolidando a telessaúde como ferramenta relevante para o acompanhamento pós-alta neonatal. Sua ampliação depende, contudo, de infraestrutura tecnológica adequada, formação profissional contínua e políticas públicas que garantam equidade de acesso e qualidade na assistência remota.
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    Práticas da fisioterapia aquática no treino do equilíbrio em idosos: revisão de escopo
    (2025) DANTAS, Carolina Negreiros; BRANDÃO, Patrícia Martins Carvalho
    INTRODUÇÃO: O envelhecimento é um processo natural associado a alterações fisiológicas e funcionais que comprometem a autonomia e o equilíbrio corporal. A perda do equilíbrio aumenta o risco de quedas, um dos principais fatores de morbidade e mortalidade entre idosos. Nesse contexto, a Fisioterapia Aquática tem sido incorporada como estratégia terapêutica eficaz, por favorecer o fortalecimento muscular, o controle postural e a mobilidade funcional em ambiente seguro e de baixo impacto OBJETIVO: mapear as práticas e os efeitos da fisioterapia aquática no treino de equilíbrio em idosos. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de escopo, traçada através de ensaios clínicos publicados nas bases de dados Scielo, Pubmed, Portal BVS, Cochranelibrary e PEDRO, iniciada em 4 de novembro de 2024 até setembro de 2025. Foram incluídos artigos publicados nas línguas portuguesa e inglesa com os seguintes descritores: fisioterapia aquática, hidroterapia, exercícios aquáticos, idosos e equilíbrio. Os critérios de inclusão consideraram ensaios clínicos e pacientes com faixa etária igual ou acima de 60 anos utilizando a Fisioterapia Aquática como intervenção. RESULTADOS: Após a identificação de 1.581 artigos, aplicação de filtros, exclusão por duplicidade e critérios de elegibilidade, 10 estudos foram incorporados a revisão. Após análise dos dados, os programas, em sua maioria, mais utilizados foram aquecimento, fortalecimento, alongamento, exercícios ativos e o método Ai Chi, que indicaram, em seus desfechos, medidas positivas no equilíbrio estático e dinâmico. CONCLUSÃO: As práticas de fisioterapia aquática constitue em estratégias eficazes e seguras para o treino de equilíbrio em idosos e promove melhorias significativas na estabilidade postural, mobilidade funcional e prevenção de risco de quedas.
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    Perfil sociodemográfico e clínico de pacientes submetidos à revascularização do miocárdio: comparação entre dados internacionais e um hospital de Salvador-BA
    (2025) SILVA, Raissa Santos; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho; MOURA, Marcela Araujo de
    Introdução: A doença arterial coronariana (DAC) é a principal causa de óbito mundial, sendo uma das patologias de maior impacto clínico e financeiro no Brasil, e sua incidência tem aumentado progressivamente nos últimos anos. A cirurgia cardíaca de revascularização do miocárdio (CRM), é uma intervenção bastante utilizada para patologias arteriais coronarianas e tem como o objetivo melhorar o prognostico da doença e proporcionar uma melhora na qualidade de vida. Contudo, as técnicas da CRM, possui possíveis complicações pós-operatórias, essas complicações podem ser atribuídas a diversos fatores, alguns principais fatores que causam esse impacto na funcionalidade. Objetivo: Descrever o perfil sociodemográfico e clínico de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca no mundo e em um hospital especializado em SalvadorBA. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo, descritivo, realizado com dados clínicos e funcionais obtidos do registro eletrônico de saúde. Resultados: A análise comparativa entre 150 pacientes atendidos em Salvador-BA e 2.108 pacientes de centros internacionais mostrou semelhança quanto à distribuição por sexo e idade. Pacientes de Salvador apresentaram maior prevalência de hipertensão, diabetes (tipos 1 e 2), obesidade, dislipidemia e doença pulmonar. Palavras-chave: doença arterial coronariana, perfil sociodemográfico e clínico, comorbidades, cirurgia de revascularização.
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    Exercícios fisioterapêuticos no tratamento da espondilolistese: revisão de escopo
    (2025) PEIXOTO, Maria Cândida; QUIXADÁ, Ana Paula; PITHON, Laís Oliveira
    INTRODUÇÃO: A espondilolistese é uma alteração estrutural da coluna vertebral caracterizada pelo deslizamento anterior de uma vértebra sobre outra, geralmente em decorrência de alterações estruturais do arco vertebral, como a espondilólise. Essa condição acomete, com maior frequência, os segmentos L4–L5 e L5–S1, nessa área da coluna atuam forças mecânicas mais intensas que empurram uma vértebra sobre a outra, favorecendo o deslizamento vertebral. OBJETIVO: Mapear e caracterizar os exercícios fisioterapêuticos empregados em pacientes com espondilolistese lombar, identificando tipos de condutas, articulações e músculos envolvidos, carga de treinamento e periodicidade (repetições e séries). MÉTODOS: A revisão foi conduzida utilizando a estratégia PCC para revisões de escopo e seguiu as recomendações do Guideline Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). A busca foi realizada por dois pesquisadores independentes nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Um terceiro pesquisador foi consultado nos casos de divergência. A seleção se deu por títulos, resumos e leitura do texto na íntegra. Como critério de elegibilidade, foram incluídos diferentes desenhos metodológicos (observacionais e ensaios clínicos), que abordam o tema e que estejam disponíveis na íntegra. RESULTADOS: Nos estudos analisados foram identificadas diferentes intervenções cinesioterapêuticas. Entre elas, destacam- se o fortalecimento dos músculos abdominais profundos, multífidos lombares e musculatura postural axial, exercícios de estabilização lombopélvica e alongamentos específicos de isquiotibiais e iliopsoas. Os desfechos mais avaliados incluíram a funcionalidade, controle motor e flexibilidade, qualidade de vida (mensurada pelo SF-36) e intensidade da dor. CONCLUSÃO: Evidenciou que os exercícios terapêuticos de estabilização lombopélvica e fortalecimento do tronco são eficazes na reabilitação espondilolistese, promovendo redução da dor e melhora funcional. Entretanto, a heterogeneidade dos protocolos evidencia a necessidade de padronização metodológica.
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    Drenagem linfática manual no manejo do lipedema: uma revisão de escopo
    (2025) SANTANA, Pollyana Mota; LEMOS, Giovana Bergheme Franciscon de
    INTRODUÇÃO: O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo simétrico e anormal de tecido adiposo nas extremidades, acometendo principalmente mulheres. Apesar de frequentemente ser confundido com a obesidade e linfedema, apresenta especificidades clínicas, como dor, sensibilidade aumentada e ausência de resposta a dietas convencionais. O manejo clínico requer abordagem multidisciplinar, com destaque para as intervenções não invasivas, entre elas a drenagem linfática manual (DLM), descrita na literatura para o tratamento de condições como o linfedema, porém ainda pouco estudada no manejo do lipedema. OBJETIVO: Mapear as evidências científicas sobre os efeitos da DLM no manejo do lipedema. METODOLOGIA: A revisão de escopo foi produzida de acordo com o PRISMAScR e da JBI methodology for scoping reviews. Os critérios de inclusão foram: População: Mulheres com lipedema; Conceito: Drenagem linfática manual; Contexto: Manejo clínico. As bases de dados utilizadas foram: SciELO, BVS/LILACS, PubMed/Medline e Google Acadêmico, utilizando descritores controlados, termos livres e artigos identificados por busca manual. Foram incluídos artigos publicados em português e inglês que investigaram os desfechos da drenagem linfática manual no manejo do lipedema, em mulheres, na fase adulta. RESULTADOS: Foram encontrados 69 artigos nas bases de dados selecionadas e na busca manual, dos quais 8 artigos atenderam aos critérios de elegibilidade e foram selecionados como amostra final. Os estudos encontrados são, em sua maioria, descritivos ou pilotos. Apesar da ausência de ensaios clínicos, a DLM demonstrou efeitos positivos sobre sintomas como dor, edema, fadiga, sensação de peso e aspectos cutâneos, além de apresentar maior efetividade quando associada a terapias complementares, como compressão, fitoterápicos e exercícios de baixo impacto, reforçando seu potencial como estratégia relevante no manejo do lipedema. CONCLUSÃO: A drenagem linfática manual mostra-se uma intervenção e estratégia não invasiva promissora para o manejo do lipedema, podendo ser utilizada isoladamente ou combinada a outros recursos terapêuticos. No entanto, as evidências disponíveis ainda são limitadas e heterogêneas, reforçando a necessidade de estudos mais robustos que fundamentem sua aplicação clínica e orientem a prática fisioterapêutica.
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    Educação em saúde e infecções sexualmente transmissíveis na gestação em adolescentes e mulheres jovens adultas: revisão integrativa
    (2025) REIS, Maria Luísa Garibalde Barreto; MENDES, Selena Márcia Dubois
    As infecções sexualmente transmissíveis são um problema de saúde pública, especialmente entre adolescentes e mulheres jovens, causando complicações, dentro do contexto obstétrico, no pré e pós-parto. A falta de acesso à educação sexual, a iniciação sexual precoce e o estigma social relacionado a questões de saúde sexual são fatores que dificultam tanto o acesso ao conhecimento quanto ao tratamento, bem como a busca por métodos contraceptivos. Estes fatores contribuem para um cenário de manutenção da iniciação sexual precoce e sem proteção/métodos contraceptivos, que podem influenciar nas IST’s e gravidez indesejada. Objetivo: identificar as estratégias de educação em saúde voltadas para a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis durante a gestação de adolescentes e mulheres jovem adultas. Metodologia: revisão integrativa cujos critérios de inclusão foram os estudos que abordavam gestantes adolescentes ou jovens adultas, com a condição clínica de IST’s. As bases de dados utilizadas foram SciELO; Pubmed; BVS e Scopus. Resultado: Foram incluídos 18 artigos. As estratégias de saúde voltadas para adolescentes e mulheres jovens adultas foram: educação sexual nas escolas; educação em saúde no pré-natal, atividades educativas para adolescentes; campanhas de prevenção / informação pública, educação em saúde baseada em aconselhamento, intervenções por meio de programas estruturados. Foi também identificado que a educação em saúde vem sendo realizada de forma incipiente e ineficaz resultando em um processo de vulnerabilização e exposição a doenças sexualmente transmissíveis gerando desfechos negativos. Considerações Finais: Há uma lacuna na prática de educação em saúde prevista enquanto uma das atividades de responsabilidade das equipes de saúde. Resultando na perpetuação de um processo de desinformação no que se refere à educação sexual da população, impactando diretamente na saúde reprodutiva de mulheres jovens adultas.
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    Educação em saúde no cuidado à pessoa com doença rara: revisão integrativa
    (2025) BARRETO, Maria Eduarda Borges de Sá; FAIÇAL, Adriana Virgínia Barros
    Introdução: As Doenças Raras (DR) afetam aproximadamente 65 pessoas a cada 100 mil e demandam atenção especializada e cuidados contínuos, principalmente quando se refere à Educação em saúde. A escassez de estudos disponíveis, informações confiáveis e de profissionais capacitados torna o processo educativo um conjunto de ações para o empoderamento dos pacientes e familiares. As ações educativas é um cuidado essencial à pessoa com Doença Rara por favorecer o acesso a informações de qualidade e o desenvolvimento da autonomia dessa população. Objetivo: Identificar as estratégias de educação em saúde para pessoas com DR no contexto assistencial. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram incluídas revisões, estudos qualitativos e ensaio clínico randomizados. Incluídos estudos que estivessem disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol e que abordassem ações educativas em todos os níveis de atenção em saúde voltadas para a população com DR. Foram excluídos estudos que não abordassem DR e estudos publicados fora do recorte temporal previamente definido. Resultados: Foram analisados 11 artigos científicos cujos conteúdos abordavam sobre a educação em saúde, desafios enfrentados na jornada da pessoa com DR e suas famílias, dentre os quais o diagnóstico tardio, o desenvolvimento de materiais educativos, a escassez de informações acessíveis e a falta de preparo dos profissionais de saúde. Os estudos destacaram a importância da educação em saúde como ferramenta para o empoderamento dos pacientes, especialmente quando associada à reabilitação. As estratégias utilizadas incluíram cartilhas, vídeos, rodas de conversa, aplicativos e materiais lúdicos, promovendo melhora na funcionalidade, na qualidade de vida e no autocuidado. Conclusão: A educação em saúde se mostrou uma ferramenta efetiva para promover o empoderamento de pacientes e familiares, dessa forma facilitando o autocuidado e fortalecendo a adesão aos tratamentos. Entretanto, há lacunas significativas relacionadas a educação em saúde na população com DR e são necessários mais estudos que abordem essa temática.