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Análise dos padrões da manometria anorretal de alta resolução em crianças e adolescentes com sintomas urinários do trato urinário inferior associados ou não com constipação funcional
(2025) SARMENTO, Maria Tereza de Sá; ABREU, Glícia Estevam de; BARROSO JÚNIOR, Ubirajara
Introdução: A disfunção do trato urinário inferior (DTUI), causada por uma anormalidade no funcionamento do trato urinário inferior, e a constipação funcional, coexistem na disfunção vésico-intestinal (DVI). A manometria anorretal de alta-resolução (MAAR) avalia a função dos músculos do ânus e do reto, verificando suas pressões e a coordenação necessária ao controle fecal e processo de evacuação, podendo identificar problemas relacionados à evacuação e a presença de dissinergia pélvica. Objetivo: Descrever os parâmetros encontrados na MAAR em crianças e adolescentes com sintomas urinários associados ou não com constipação. Métodos: Foi realizado um estudo transversal, entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025, com crianças e adolescentes assistidas no Centro de Distúrbios Miccionais da Infância (CEDIMI) com diagnóstico de enurese monossintmática, DTUI ou DVI. Resultados: Foram analisados os parâmetros manométricos de 33 pacientes com sintomas urinários, sendo que 9 tinham diagnóstico de enurese monossintomática, 12 com diagnóstico de DTUI sem constipação e 12 com DVI. Considerando toda a amostra (n=33), a dissinergia do tipo 1 foi a mais prevalente, sendo mais evidente os grupos com DTUI sem constipação e DVI. Na comparação dos parâmetros manométricos entre crianças com DTUI e aquelas com DVI, observou-se que a pressão de repouso apresentou valores mais baixos no grupo DVI (p=0,03). Em relação a amostra pediátrica sem sintomas urinários ou fecais de Banasiuk et al (2018), foi observado medianas de escores padronizados de pressão de contração voluntária inferiores e volume para RIRA superiores. Conclusão: O estudo evidencia a importância da MAAR como ferramenta diagnóstica complementar na população pediátrica, podendo auxiliar na estratificação de pacientes e na definição de estratégias terapêuticas mais direcionadas, contribuindo para um manejo multimodal mais eficaz de crianças e adolescentes com DTUI e DVI
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O cuidador familiar de idosos com demência: entre o cuidado e a sobrecarga
(2025) CARVALHO, Maria Luiza Simões de; ALELUIA, Iêda Maria Barbosa
Introdução: A demência, um Transtorno Neurocognitivo (TNC), compromete funções como memória e raciocínio, afetando majoritariamente idosos. Diante da limitação de assistência institucional, o cuidado desses idosos geralmente recai sobre seus familiares, que assumem tarefas desde atividades diárias até a gestão emocional, muitas vezes sem suporte ou remuneração. Assim, o avanço da doença traz um impacto significativo na vida desses cuidadores, alterando suas rotinas, relações pessoais e, em muitos casos, condições financeiras. Muitos abandonam seus empregos para se dedicarem integralmente ao cuidado, enfrentando sobrecarga física, emocional e social, o que acarreta custos indiretos relacionados à saúde, pois esses cuidadores muitas vezes acabam negligenciando seu próprio bem-estar. Considerando o envelhecimento populacional e o aumento da prevalência da demência, é essencial compreender as condições enfrentadas pelos cuidadores familiares a fim de subsidiar políticas públicas e estratégias de suporte que promovam práticas de cuidado mais integrais a essa população. Objetivos: O objetivo primário deste estudo foi analisar a sobrecarga física e mental enfrentada por cuidadores familiares de idosos com demência. Como objetivos secundários, buscou-se identificar as demandas de cuidado e autocuidado desses cuidadores, compreender o “luto simbólico” frequentemente relatado por eles, investigar os aspectos positivos e negativos relacionados ao papel do cuidador e examinar os fatores envolvidos na normalização da condição de cuidador no ambiente familiar, com ênfase no papel feminino. Metodologia: Esse estudo apresenta uma abordagem mista, com métodos qualitativos e quantitativos, e desenho observacional tipo descritivo. Os participantes, cuidadores familiares de idosos com demência de Salvador-BA, foram recrutados por amostragem "bola de neve". Foram utilizados o Inventário de Sobrecarga de Zarit (ZBI), aplicado presencialmente ou online, para análise quantitativa de sobrecarga e variáveis demográficas, e entrevistas semiestruturadas para explorar qualitativamente as experiências e os desafios desses cuidadores. A análise qualitativa foi realizada com base na Análise de Conteúdo de Bardin, enquanto a análise quantitativa foi realizada através do Excel (versão 2016). Resultados: Este estudo contou com 11 cuidadores familiares de idosos com demência. O perfil sociodemográfico revelou uma predominância do gênero feminino (81,8%), com idade média de 57 anos, sendo a maioria filhos(as) (81,8%). O tempo médio de cuidado foi de 8 anos. A avaliação da sobrecarga, por meio do ZBI, apontou uma pontuação média de 61,1, indicando níveis predominantemente elevados. Da análise de conteúdo emergiram, em maior número de unidades de registro, as seguintes categorias: os “Recursos de enfrentamento e resiliência”, as questões de “Sobrecarga e Suporte Familiar”, e as “Reflexões sobre perdas e vínculos”. Conclusão: O cuidado familiar ao idoso com demência é uma experiência complexa, marcada por uma sobrecarga multifacetada (física, emocional e social), mas que coexiste com importantes recursos de enfrentamento e resiliência. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas e intervenções de saúde que ofereçam suporte estrutural e emocional aos cuidadores, visando não apenas reduzir a sobrecarga, mas também fortalecer suas estratégias de resiliência para um cuidado equitativo e sustentável.
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Efeito da dieta na cognição de indivíduos com demência: uma revisão sistemática
(2025) OLIVEIRA, Maria Fernanda Feltrin de; LADEIA, Ana Marice Teixeira
Introdução: Demências são síndromes clínicas caracterizadas pela deterioração das funções cerebrais superiores sem rebaixamento do nível de consciência. Nesse contexto, a dieta surge como uma possibilidade de fator influenciador da cognição em pacientes com demências em diversos ensaios clínicos. Objetivos: Avaliar a influência da dieta sobre a função cognitiva dos pacientes com demências. Métodos: Uma revisão sistemática de literatura foi desenvolvida em concordância com o PRISMA 2020 e sob o número de registro PROSPERO CRD42025623108. A busca bibliográfica foi conduzida utilizando as bases de dados MEDLINE/Pubmed, Scielo, Cochrane e LILACS. Resultados: A busca resultou em 383 artigos e 5 estudos foram incluídos na revisão. Todos os estudos incluídos foram ensaios clínicos randomizados duplo-cegos controlados e, neles, Souvenaid, o extrato de Spirulina maxima e o pó de mirtilo mostraram, com significância estatística, efetividade na melhora objetiva da cognição em pessoas com demência. Souvenaid mostrou em 24 meses 35% menos piora (P=0,005) no escore Clinical Dementia Rating - Sum of Boxes (CDR-SB), 65% de redução do declínio cognitivo (P = 0.014) no NTB 5 item-composite e 76% de redução do declínio cognitivo no domínio memória do NTB (P = 0.008). Em 24 meses, mostrou ainda 45% menos piora nos parâmetros do CDR-SB. Extrato de Spirulina maxima provocou melhora nos domínios de aprendizado visual (P=0,007) e memória visual de trabalho (P=0,024) e o pó de mirtilo provocou diminuição de sintomas cognitivos no dia a dia (P<0,05), medido pelo Dysexecutive Questionnaire. Chama a atenção a variação nos tamanhos amostrais dos estudos incluídos. Discussão: Os estudos encontraram melhores resultados cognitivos em pacientes em estágios mais precoces de desenvolvimento da síndrome demencial. Ademais, os achados desta revisão sistemática concordam com dados da literatura pré-existente acerca do tema, exceto para o caso do extrato de Spirulina maxima, que apresenta evidências menos volumosas. Conclusão: A mudança dos hábitos alimentares, especificamente com o uso de Souvenaid, pó de mirtilo ou Spirulina maxima, pode ter um efeito positivo sobre a cognição em indivíduos com demência e, dessa forma, a dieta pode atuar como coadjuvante ao tratamento medicamentoso.
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Acurácia de dois testes diagnósticos na classificação da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): uma comparação entre as escalas GOLD e mMRC.
(2025) MACHADO, Maria Eduarda Teixeira Fernandes; CAMELIER, Aquiles Assunção
Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) configura-se como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, inflamação crônica das vias respiratórias e impacto expressivo na qualidade de vida. Sua magnitude epidemiológica e o custo social associado reforçam a necessidade de aprimorar os métodos de avaliação clínica e funcional, especialmente no que se refere à mensuração de sintomas e à estratificação dos pacientes. Nesse contexto, instrumentos como o COPD Assessment Test (CAT) e a escala Modified Medical Research Council (mMRC) são amplamente empregados, embora ainda existam divergências quanto à equivalência entre seus pontos de corte. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo identificar, a partir da escala mMRC, o ponto de corte mais adequado para a escala CAT, utilizando a área sob a curva ROC (Receiver Operating Characteristic). De forma específica, buscou-se avaliar a concordância entre os instrumentos considerando os pontos de corte tradicionais (mMRC ≥2 e CAT ≥10) e um novo limiar proposto, além de analisar o impacto dessas variações na classificação dos pacientes segundo o sistema GOLD-ABE. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, analítico, baseado em dados secundários provenientes de um banco de dados de 167 pacientes com diagnóstico prévio de DPOC, acompanhados em um centro de referência em Pneumologia do Estado da Bahia e avaliados em um Laboratório de Fisiologia do Exercício de uma universidade estadual. Foram incluídos indivíduos com idade ≥40 anos, estáveis clinicamente e diagnosticados conforme as diretrizes GOLD. As informações coletadas incluíram variáveis sociodemográficas, clínicas, funcionais e de sintomas obtidas por meio dos questionários CAT e mMRC, ambos validados para o português do Brasil. A análise estatística foi realizada no software SPSS (versão 30.0), empregando-se testes paramétricos e não paramétricos, além da curva ROC para determinação do ponto de corte ótimo do CAT, considerando significância estatística de p < 0,05. Resultados: A curva ROC demonstrou excelente capacidade discriminativa do CAT em relação à mMRC (AUC = 0,819; IC95%: 0,753–0,875; p < 0,0001), identificando o ponto de corte CAT = 14 como o de melhor desempenho, com sensibilidade de 73,96% e especificidade de 76,06%. A adoção desse novo ponto reduziu a superestimação de pacientes classificados como sintomáticos, resultando em reclassificação mais equilibrada entre os grupos GOLD. Conclusão Conclui-se que o ponto de corte CAT >14 apresenta melhor acurácia para predizer dispneia significativa (mMRC ≥2), sugerindo maior coerência entre os instrumentos e aprimorando a estratificação sintomática de pacientes com DPOC. Os achados reforçam a importância de revisões críticas nos critérios utilizados pelas diretrizes internacionais, contribuindo para uma abordagem mais precisa e individualizada no manejo clínico da doença.
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Comparação da glicemia de 1 hora e de 2 horas no teste oral de tolerância à glicose no diagnóstico das disglicemias em mulheres com excesso de peso
(2025) ARAÚJO, Maria Eduarda de Lima; LIMA, Maria de Lourdes
Introdução: O diabetes é uma doença metabólica crônica, ocorrendo quando há excesso de glicose no sangue, que, a longo prazo, leva a consideráveis prejuízos para todo o corpo, sendo o tipo 2 associado à obesidade. O diagnóstico do diabetes é laboratorial, seja através da glicemia de jejum ou do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TTGO). Recentemente, algumas sociedades incluíram a glicemia de 1 hora no TOTG como parâmetro diagnóstico do DM. Considerando a crescente prevalência mundial da doença e a necessidade de diagnóstico precoce, a pesquisa busca avaliar se a aferição em 1 hora em mulheres com excesso de peso pode oferecer maior sensibilidade e praticidade sem perda de acurácia. Objetivo: O trabalho teve como objetivo comparar os resultados das glicemias de 1h e 2h no TTGO no diagnóstico de pré-diabetes e diabetes em mulheres com excesso de peso, descrevendo as frequências diagnósticas e as características clínicas e laboratoriais das pacientes com resultados concordantes e discordantes. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e analítico, realizado no Ambulatório de Estudo do Peso em Excesso (PEPE) do Ambulatório Docente Assistencial da Bahiana (ADAB), em Salvador, Bahia. Foram revisados prontuários de 113 mulheres com mais de 18 anos atendidas entre 2009 e 2024, sem diagnóstico prévio de diabetes. As informações foram coletadas a partir de dados clínicos, antropométricos e laboratoriais, e analisadas estatisticamente pelo programa SPSS. Resultados: Os resultados demonstraram que a frequência de diagnóstico de pré-diabetes e diabetes foi maior quando utilizada a glicemia de 1 hora (38,1% e 10,6%, respectivamente) em comparação à de 2 horas (34,5% e 5,3%). A concordância diagnóstica entre os dois momentos do teste foi moderada para pré-diabetes - os dois momentos do teste diagnosticaram, juntos, 27 indivíduos (23,9%), com coeficiente Kappa de 0,465 e p = 0,000 - e desprezível para diabetes - simultaneamente, os dois momentos do teste diagnosticaram 2 indivíduos (1,8%), com coeficiente Kappa de 0,163 e p = 0,063. Embora 52 pacientes tenham apresentado valores dentro da faixa de normalidade tanto no tempo de 1 hora quanto no de 2 horas, 11 desses indivíduos apresentaram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) acima de 5,7%. Pacientes com discordância entre os tempos (n=28) apresentaram maior idade, glicemia de jejum, glicemias de 1h e 2h e hemoglobina glicada, além de maior prevalência de dislipidemia e pré-diabetes prévia. Conclusão: Conclui-se que a glicemia de 1h no TTGO apresentou maior sensibilidade e frequência diagnóstica para pré-diabetes e diabetes em comparação à de 2h, mostrando-se um método superior para a população estudada. Além disso, esse parâmetro pode aprimorar o rastreamento e o diagnóstico precoce, contribuir para a prevenção de complicações e otimizar o tempo e a eficiência no atendimento em saúde.