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Distribuição dos óbitos por neoplasia maligna do encéfalo no rio de janeiro no período de 2018 a 2023
(2025) MERLINO, Fernanda Ribeiro; NUNES, Victor Luiz Correia
As neoplasias malignas do encéfalo configuram um importante problema de saúde pública devido à alta letalidade e ao impacto crescente nas taxas de mortalidade associadas ao envelhecimento populacional. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição dos óbitos por neoplasia maligna do encéfalo (CID-10 C71) no estado do Rio de Janeiro, no período de 2018 a 2023. Trata-se de um estudo descritivo, de base populacional, realizado a partir de dados secundários obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do DATASUS. Foram avaliadas as taxas de mortalidade, número absoluto de óbitos e distribuição por sexo e região de saúde. Identificou-se variação temporal e regional na mortalidade, com maior concentração de óbitos na Região Metropolitana I e pico no ano de 2023. Observou-se discreta predominância feminina e ausência de tendência linear significativa, sugerindo influência de fatores locais como desigualdade de acesso à saúde e impacto da pandemia de COVID-19 nos registros. Conclui-se que a mortalidade por neoplasia encefálica no Rio de Janeiro reflete disparidades regionais e estruturais, reforçando a necessidade de aprimorar os sistemas de informação e fortalecer a atenção oncológica no estado.
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Desafios do exercício da medicina no ambiente hospitalar - efeitos na qualidade de vida, bem-estar e desempenho: uma revisão de escopo
(2025) RODRIGUES, Fernanda Leite; SESTELO, Maristela Rodrigues
Introdução: A qualidade de vida dos médicos que atuam em ambientes hospitalares tem sido comprometida por fatores estressores inerentes à profissão, como longas jornadas, sobrecarga assistencial e demandas emocionais intensas. Tais condições favorecem o surgimento de distúrbios físicos e mentais, como estresse ocupacional e Síndrome de Burnout, impactando negativamente o bem-estar e o desempenho profissional. Diante desse cenário, torna-se essencial compreender os desafios enfrentados por esses profissionais e suas repercussões na prática médica e na saúde ocupacional. Objetivo: Identificar, na literatura científica, o estado do conhecimento sobre os desafios do exercício da medicina no ambiente hospitalar e seus efeitos na qualidade de vida, bem-estar e desempenho dos médicos. Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e o checklist PRISMA-ScR. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase, LILACS e SciELO, contemplando estudos publicados entre 2019 e 2025, estruturadas de acordo com a estratégia PCC (População, Conceito e Contexto). Resultados: Foram incluídos 16 estudos, em sua maioria de abordagem quantitativa. Identificou-se uma alta prevalência de Burnout, com taxas variando entre 73,5% e 100%, especialmente entre médicos residentes. Os principais fatores associados foram organizacionais (jornadas extenuantes, sobrecarga de trabalho), interpessoais (conflitos e falta de apoio) e pessoais (idade e fase de formação). A pandemia de COVID-19 agravou significativamente esses impactos. Conclusão: O esgotamento profissional mostra-se um fenômeno multifatorial e recorrente na medicina hospitalar, atingindo principalmente médicos em início de carreira. A predominância de estudos transversais limita a compreensão da causalidade, evidenciando a necessidade de pesquisas longitudinais e de métodos mistos para orientar intervenções efetivas voltadas à promoção do bem-estar e à preservação da saúde dos profissionais médicos.
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Uso de telas na primeira infância: percepção de pediatras
(2025) OLIVEIRA, Fernanda Almeida da Silva de Sá; CALASANS, Maria Thaís de Andrade
Introdução: Atualmente, observa-se um aumento no uso de telas na infância, fazendo com que crianças cada vez mais novas tenham acesso a dispositivos eletrônicos. Desse modo, os pediatras assumem um papel fundamental na orientação das famílias em relação ao uso prolongado de dispositivos eletrônicos e sobre as possíveis repercussões no desenvolvimento infantil. Objetivo: Compreender a percepção dos pediatras acerca do uso prolongado de telas na primeira infância. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, realizado com oito pediatras, recrutados através da estratégia bola de neve (Snowball). Os dados foram coletados através de entrevistas, norteadas por um roteiro semiestruturado. A análise dos dados foi realizada através da análise de conteúdo de Bardin. Resultados: Foram estabelecidas seis categorias: Alterações comportamentais observadas pelos pediatras; Mudanças fisiológicas; Dificuldades relacionadas ao tempo de tela; Os pais frente ao uso de telas pelas crianças; Orientações aos pais e Percepções quanto ao uso de tela a longo prazo. Os pediatras percebem que crianças expostas a um tempo prolongado de tela tem uma maior tendência a apresentar um comportamento irritável e isolamento social, comprometimento do sono e do ciclo circadiano, prejuízo no aprendizado e concentração. Todos os participantes declararam que tentam fazer sugestões aos pais sobre o conteúdo consumido e/ou apresentam estratégias para redução do uso. Percebem ainda que os pais utilizam as telas como uma ferramenta para “acalmar” a criança. Os profissionais relataram o uso prolongado de telas pode ser um fator confundidor para TEA e aumento dos índices de transtornos mentais. Considerações finais: Os pediatras têm a percepção que o uso prolongado de telas na primeira infância é prejudicial ao desenvolvimento nessa faixa etária, principalmente para a aprendizagem, comportamento e sono. Ademais, foi relatado que os pais tendem a utilizar a tela como ferramenta para acalmar/entreter as crianças.
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Decisões finais favoráveis à incorporação de fármacos ao sus em demandas com parecer inicial desfavorável da CONITEC
(2025) MENEZES, Felipe Santos Cordeiro de; CORREIA, Luís Cláudio Lemos; SANTOS, João Victor Almeida dos
Introdução: A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) é responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões de incorporação de tecnologias, considerando evidências científicas, custoefetividade e impacto orçamentário. A Conitec gera duas recomendações sequenciais (inicial e final), separadas pela consulta pública. Mudanças de decisão podem ocorrer com base na premissa de que o segundo posicionamento representa um aprimoramento do primeiro, baseado em novas informações ou argumentos. Objetivo: Descrever a frequência das decisões finais favoráveis à incorporação de fármacos ao SUS em demandas com parecer inicial desfavorável pela Conitec, considerando a série histórica de 12 anos entre 2012 e 2023. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo desenvolvido a partir da análise documental dos Relatórios Técnicos de Recomendação disponíveis nos sites oficiais da Conitec. Foram incluídas todas as demandas farmacológicas homologadas no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2023, totalizando 526 processos decisórios. As variáveis coletadas incluíram nome da demanda, ano da decisão final, tipo de demandante, decisão inicial, decisão final e ocorrência de mudança decisória, inseridas na plataforma REDCap e analisados com o software Stata 17. Resultados: Dos 526 relatórios analisados, 312 (59%) apresentaram decisão inicial desfavorável, dentre os quais 71 apresentaram mudança de decisão para favorável, correspondendo a uma probabilidade de 23%. Em contraste, das 214 demandas inicialmente favoráveis, apenas 3 (1,4%) apresentaram mudança para desfavorável. Nos primeiros quatro anos da Conitec, a frequência da mudança para favorável foi rara (6,5%), aumentando para 30% entre 2016 e 2019, e mantendo-se em 30% entre 2020 e 2023. As demandas oriundas da indústria farmacêutica apresentaram maior probabilidade de mudança decisória para favorável a incorporação (24%) em comparação às provenientes de órgãos governamentais (15%). Conclusão: Nos últimos 8 anos da Conitec, a probabilidade de uma decisão inicialmente desfavorável reverter para favorável ocorreu em uma frequência relevante, despertando a necessidade de se avaliar em estudos futuros se mudanças são justificadas por um racional apropriado.
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Análise de prevalência da síndrome do instestino irritável em estudantes de uma faculdade particular em Salvador/BA
(2025) PEREIRA, Éric Cavalcante Barbosa; QUEIROZ, Luiz Alberto
Introdução: A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio funcional crônico do trato gastrointestinal, caracterizado por dor abdominal recorrente associada a alterações no hábito intestinal. Estudos internacionais indicam prevalência entre 5% e 10% na população geral, com associação a fatores psicológicos, como estresse, ansiedade e depressão, altamente prevalentes em estudantes de Medicina. No Brasil, a literatura sobre a prevalência da SII nesse grupo é escassa, justificando a realização do presente estudo. O objetivo foi avaliar a prevalência de sintomas sugestivos de SII entre estudantes de Medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP). Métodos: Trata-se de um estudo observacional, conduzido na EBMSP com estudantes da graduação de medicina do 1º ao 12º período do curso que possuíssem mais de 18 anos de idade. Para a obtenção dos dados, foi realizada a aplicação do questionário “The Bowel Disease Questionnaire”, que teve a resposta de cada um dos participantes avaliada por um dos pesquisadores. A análise estatística utilizou o cálculo da prevalência, além do teste de qui-quadrado e o teste exato de Fisher, considerando p < 0,05 como significativo. Resultados: Participaram 152 estudantes, 67,1% eram do sexo feminino. A prevalência global de sintomas sugestivos de SII foi de 16,4%. Entre as mulheres, a prevalência foi de 25,9%, e entre os homens, 8,8%, sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,141). Em relação ao período do curso, também não houve diferença significativa (p = 0,133). Conclusão: Conclui-se que a SII apresenta prevalência considerável entre estudantes de Medicina da EBMSP e não foi identificada relação entre a prevalência e o sexo ou o período da graduação sendo cursado.