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Análise das internações e gastos públicos com fraturas de fêmur em pessoas idosas na Bahia: impactos, perspectivas e prevenção
(2025) ALMEIDA, Luccas Gama de Sousa e; JAMBEIRO, Jorge Eduardo de Schoucair
INTRODUÇÃO: O envelhecimento populacional tem se consolidado como fenômeno global e crescente, implicando desafios significativos para os sistemas de saúde, especialmente quanto à vulnerabilidade de idosos a quedas e suas consequências, como as fraturas de fêmur. OBJETIVO: analisar as internações e os gastos públicos decorrentes de fraturas de fêmur em pessoas idosas na Bahia, no período de 2013 a 2023, identificando o perfil epidemiológico dos pacientes e os impactos econômicos para o Sistema único de Saúde. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, ecológico, retrospectivo, descritivo, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/DATASUS). Foram incluídos registros de internações de pacientes com 60 anos ou mais, categorizados por sexo, faixa etária e raça/cor. RESULTADOS: Ocorreram 29.723 internações no período, apontando para o predomínio de casos impactando pessoas do sexo feminino (65,7%) e da faixa etária de 80 anos ou mais, grupo que apresentou risco de 7,8 vezes maior de internação e 34,6 vezes maior de óbito em relação a idosos de 60 a 69 anos. O custo total das internações foi de R$79.018.780,85, representando 2,5% dos gastos hospitalares com idosos no estado, com média de permanência hospitalar de 9,3 dias e taxa de mortalidade de 4,54%. CONCLUSÃO: as fraturas de fêmur configuram um relevante problema de saúde pública, com repercussões clínicas, econômicas e sociais expressivas. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção de quedas, à promoção da saúde óssea e ao fortalecimento da atenção primária, bem como de estratégias de reorganização e ampliação do acesso a serviços ortopédicos, a fim de reduzir internações, custos e mortalidade, promovendo maior qualidade de vida e autonomia à população baiana.
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Internações por queimaduras e corrosões em crianças e adolescentes no sistema único de saúde em Salvador-Bahia. 2013-2024
(2025) HORA, Lucas Matias; CAMPOS, José Humberto Oliveira
Introdução: As queimaduras representam um importante problema de saúde pública, com elevada morbimortalidade, especialmente entre crianças. A compreensão do perfil epidemiológico dessas lesões é fundamental para a formulação de estratégias preventivas e para a otimização dos recursos do sistema de saúde. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico das internações hospitalares por queimaduras no município de Salvador, Bahia, entre os anos de 2013 e 2024, com ênfase na faixa etária pediátrica e nos custos relacionados ao tratamento. Metodologia: Estudo descritivo retrospectivo, baseado na análise de dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Foram coletadas informações referentes ao número de internações, distribuição por faixa etária, taxa de letalidade e custos hospitalares durante o período analisado. Resultados: A faixa etária mais acometida foi a de 1 a 4 anos, com 2.322 internações. Crianças com menos de 1 ano apresentaram uma taxa de letalidade de 0,70% (2 óbitos em 286 internações), evidenciando maior vulnerabilidade. Observou-se uma tendência de aumento no número de internações e nos custos hospitalares ao longo dos anos, especialmente em 2023. O valor total gasto com internações por queimaduras no período foi de R$ 7.543.630,27. Conclusão: Os dados evidenciam que a faixa etária mais acometida por queimaduras é de 1 a 4 anos, com predominância no sexo masculino. Adolescentes de 15 a 19 anos apresentaram a maior taxa de letalidade, enquanto menores de 1 ano e a faixa de 1 a 4 anos apresentaram taxas mais baixas. Observou-se ainda variação no número de internações, no tempo médio de permanência hospitalar e nos custos ao longo do período estudado, especialmente em 2023, refletindo a magnitude do impacto das queimaduras em crianças e adolescentes no município de Salvador.
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Prevalência da deficiência de G6PD na população brasileira: uma revisão sistemática
(2025) SANTOS, Lucas Fernandes; SANTIAGO, Mittermayer Barreto
Introdução: A deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) é caracterizada por uma mutação nos genes decodificadores das enzimas responsáveis pela desoxidação celular, essa alteração leva as hemácias a possuírem uma maior sensibilidade ao estresse oxidativo, o que permite um risco elevado de ocorrer anemia hemolítica em pacientes em uso de fava, certas medicações e outros fatores oxidativos. Objetivos: O atual estudo buscou primeiramente estimar a prevalência da G6PD na população brasileira por meio da revisão de artigos que avaliaram a presença da doença, além disso, também foram avaliadas as suas mutações, variabilidade de acordo com o sexo e o método empregado em cada estudo. Metodologia: Para a metodologia do estudo, foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados Cochrane, Pubmed e BVS em busca de artigos que apresentaram a prevalência da G6PD no contexto brasileiro. Resultados: Neste estudo foram identificados 19 artigos, onde foi encontrada uma prevalência geral da deficiência de G6PD de 6,4% na população brasileira, sendo uma prevalência de 4,95% em homens e 3,27% entre os artigos que avaliavam o sexo. Conclusão: A presente revisão permite concluir que a prevalência de deficiência de G6PD na população brasileira é alta e se assemelha àquela observada em outras regiões com histórico de escravidão e tráfico negreiro.
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Impactos do uso de canabidiol em pacientes pediátricos com epilepsia refratária – uma revisão sistemática
(2025) SILVA, João Vitor Freitas; MIRANDA, Marlene Barreto Santos
Introdução: A epilepsia refratária em pacientes pediátricos representa um desafio clínico significativo, com impactos profundos no desenvolvimento neuropsicomotor e na qualidade de vida. O canabidiol (CBD) emergiu como uma alternativa terapêutica promissora para casos resistentes aos tratamentos convencionais. Objetivo: Avaliar os impactos do uso de canabidiol sobre a frequência e intensidade das crises epilépticas e o perfil de segurança em pacientes pediátricos com epilepsia refratária, com base em evidências de ensaios clínicos randomizados. Metodologia: Foi conduzida uma revisão sistemática da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed, Scielo e Cochrane Library. Foram incluídos quatro ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo que investigaram o uso de CBD em crianças e adolescentes com epilepsia refratária, principalmente as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut. Resultados: Foram identificados 19 estudos, resultando em 4 após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os estudos analisados demonstraram de forma consistente que o CBD, como terapia adjuvante em doses de 10 a 20 mg/kg/dia, promoveu uma redução estatisticamente significativa na frequência de crises convulsivas em comparação com o placebo. O perfil de segurança foi considerado aceitável, sendo os efeitos adversos mais comuns sonolência, diarreia e perda de apetite, geralmente de intensidade leve a moderada. Embora não avaliado por instrumentos formais, houve relatos de melhora subjetiva no desenvolvimento neuropsicomotor e na interação social. Conclusão: As evidências confirmam que o canabidiol pode ser considerado uma opção terapêutica eficaz e segura para a redução de crises em pacientes pediátricos com epilepsias graves e refratárias, representando um avanço importante no manejo clínico desta população. Contudo, pesquisas futuras são imperativas para avaliar a segurança e a eficácia do canabidiol a longo prazo, elucidar seus plenos mecanismos de ação, identificar biomarcadores de resposta e medir seu impacto sobre o neurodesenvolvimento e a qualidade de vida, consolidando sua aplicação clínica.
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Impacto dos indicadores sociais na mortalidade hospitalar por neoplasias do sistema nervoso central em pacientes pediátricos no sistema único de saúde no Brasil de 2013 – 2023
(2025) OLIVEIRA, João Vitor Alkmin Ferraz de; VIEIRA, Eduardo Varjão
Introdução: Os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) são a segunda maior incidência e a principal causa de mortalidade entre os cânceres na população pediátrica. Apesar da relevância, existem lacunas no conhecimento sobre o perfil epidemiológico e a assistência a esses pacientes no país, especialmente em relação ao impacto dos indicadores sociais na taxa de mortalidade hospitalar desses pacientes atendidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos: Analisar as internações e os óbitos hospitalares por neoplasias malignas do SNC em crianças e adolescentes (0 a 19 anos) atendidos pelo SUS no Brasil, no período de 2013 a 2023, correlacionando as taxas de mortalidade hospitalar com indicadores socioeconômicos regionais (Índice de Gini, IDHM e PIB). Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e temporal com dados de morbidade e mortalidade hospitalar do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS - DATASUS) e indicadores sociais para o período de 2013 a 2023. Foi calculada a correlação de Spearman (ρ) entre a taxa de mortalidade hospitalar e o Índice de Gini, o IDHM e o PIB das cinco macrorregiões brasileiras. Resultados: Foram registradas 43.760 internações e 2.340 óbitos hospitalares por neoplasias do SNC. As regiões Norte e Nordeste, com os piores indicadores sociais, apresentaram as menores taxas de internação e as maiores taxas de mortalidade hospitalar. Em contraste, as regiões Sul e Sudeste registraram maior incidência e menor mortalidade. O teste de correlação de Spearman revelou uma correlação positiva moderada com o Índice de Gini (ρ =0.678) e uma correlação inversa forte com o IDHM (ρ =-0.590), com valores de p<0.05. O PIB apresentou uma correlação positiva moderada (ρ =-0.401), porém estatisticamente limítrofe (p=0,057). Conclusão: As desigualdades regionais no Brasil se refletem nos desfechos oncológicos pediátricos, indicando que a equidade social (Gini e IDHM) é um preditor mais robusto de mortalidade do que a riqueza regional (PIB). As baixas taxas de internação em regiões mais vulneráveis sugerem subnotificação e barreiras de acesso, enquanto as altas taxas de mortalidade revelam iniquidades na qualidade e na oportunidade do cuidado especializado.