Telessaúde no seguimento de lactentes prematuros: revisão integrativa
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Resumo
Introdução: A telessaúde tem se mostrado uma estratégia promissora no acompanhamento de lactentes prematuros, favorecendo a continuidade do cuidado e o acesso a serviços especializados. No Brasil, essa prática é respaldada por políticas públicas e programas como o Telessaúde Brasil Redes e a Estratégia de Saúde Digital (2020–2028). Considerando que os prematuros constituem um grupo de alto risco e necessitam de acompanhamento multiprofissional contínuo, a telessaúde surge como um recurso capaz de integrar equipes, reduzir desigualdades regionais e apoiar as famílias no período pós-alta hospitalar. O objetivo: analisar o impacto da telessaúde no acompanhamento ambulatorial de lactentes prematuros, com foco na satisfação familiar. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme as recomendações do PRISMA. As buscas foram realizadas entre fevereiro e março de 2025 nas bases PubMed, EMBASE, ScienceDirect, LILACS e SciELO, utilizando descritores dos vocabulários MeSH e DeCS. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos de coorte publicados entre 2012 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem o uso da telessaúde no acompanhamento de lactentes prematuros. A análise dos dados ocorreu de forma narrativa e comparativa. Resultados: Dos 137 estudos identificados, 22 atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados indicaram que a telessaúde teve impacto positivo no acompanhamento, com aumento da adesão entre 90% e 95%, redução das reinternações hospitalares entre 30% e 50% e maior satisfação das famílias. Também foi observada redução média de 25% nos custos assistenciais e melhora no desenvolvimento infantil, especialmente quando utilizadas intervenções híbridas, com a combinação de atendimentos presenciais e virtuais, uso de aplicativos interativos, teleconsultas regulares e orientações educativas remotas. Conclusão: A telessaúde configura-se como uma estratégia efetiva e promissora no seguimento de lactentes prematuros, ampliando o acesso a serviços especializados, fortalecendo o vínculo entre equipe e família e contribuindo para a continuidade do cuidado. Os resultados evidenciam benefícios clínicos, econômicos e sociais, consolidando a telessaúde como ferramenta relevante para o acompanhamento pós-alta neonatal. Sua ampliação depende, contudo, de infraestrutura tecnológica adequada, formação profissional contínua e políticas públicas que garantam equidade de acesso e qualidade na assistência remota.
Descrição
Palavras-chave
Telessaúde, Prematuridade, Lactente, Seguimento ambulatorial