Comparação do treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado em mulheres com incontinência urinária de esforço: revisão sistemática
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Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) que é definida como a perda involuntária de urina quando a pressão na bexiga excede a pressão uretral, na ausência de contração do músculo detrusor. O treinamento muscular do assolho pélvico (TMAP) pode ser realizado de forma supervisionado contando com a presença do fisioterapeuta para auxiliar e orientar na execução dos exercícios, ou de forma não supervisionada, realizada em domicílio com base nas instruções repassadas. Objetivo: Comparar o treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado para o tratamento da incontinência urinária de esforço em mulheres. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática produzida de acordo com o PRISMA. Os artigos foram coletados nas bases de dados: Pubmed, PEDro e BVS. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que descrevem a comparação entre exercícios supervisionados e não supervisionados em mulheres com IUE. Foram excluídos estudos duplicados que vinculam com outros tipos de incontinência urinária ou outras patologias do assoalho pélvico (AP). As variáveis analisadas foram: ano, autor, idioma, local de publicação, instrumentos utilizados, população, quantidade, idade, tempo, prescrição de exercício supervisionado, prescrição de exercício não supervisionado, intervenção supervisionado, intervenção não supervisionado, periodização e resultados. Para avaliar a qualidade metodológica dos estudos foi utilizado a escalas PEDro e a ROB 2. Resultados: A amostra avaliada incluiu seis estudos, totalizando 282 mulheres com IUE. A Escala de Oxford foi o principal instrumento de avaliação de força muscular do AP, acompanhada de questionários como o ICIQ-SF, I-QOL, UDI-6, IIQ-7, PFBQ e o teste do absorvente. As prescrições variaram em frequência e número de contrações. A maioria das intervenções supervisionadas ocorreu em ambiente ambulatorial. As principais limitações metodológicas incluíram ausência de cegamento e falhas no controle de variáveis. Conclusão: Tanto o TMAP supervisionado quanto o não supervisionado podem ser eficazes no controle da IUE, mas a presença e a orientação contínua do fisioterapeuta favorecem o desempenho muscular e o comprometimento terapêutico. Portanto, o TMAP supervisionado deve ser considerado a modalidade de escolha para mulheres com IUE, especialmente na fase inicial do tratamento, podendo ser complementado posteriormente com exercícios domiciliares de manutenção.
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Palavras-chave
Treinamento dos músculos do assoalho pélvico, Assoalho pélvico, Supervisionado, Exercício em casa, Incontinência urinária de esforço, Mulheres