Dissertações - PPMSH

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    Perspectivas e desafios na linha de cuidado para disfunção erétil no sus: estudo retrospectivo de revisão de prontuários
    (2025-09-11) MAMEDE, Tuffy Alex Rosa Silva; GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva; CARDOSO, Maria Clara Neves Pavie; JANUÀRIO, Priscila Godoy
    Introdução: A disfunção erétil é uma condição de saúde masculina com sensível impacto na qualidade de vida, relações interpessoais e saúde mental. Caracteriza-se pela dificuldade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção suficiente para a realização da penetração peniana. Sua prevalência em homens de 20 a 39 anos é de 5,1%, em contraste com 14,8% nas idades de 40 a 59 anos e 44% nas idades de 60 a 69 anos, nos Estados Unidos da América. No Brasil, a prevalência de oscila entre 45,1 a 53,5% na população masculina geral. Objetivo: O presente estudo retrospectivo tem como objetivo descrever a percepção de resposta ao tratamento, adesão e perfil sociodemográfico dos pacientes submetidos à linha de cuidado paradisfunção erétil em uma associação privada sem fins lucrativos, custeada pelo SUS. Método: Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo. A população caracterizou-se pelos pacientes atendidos no Instituto Patrícia Lordêlo, um centro especializado em cuidados ao assoalho pélvico. A amostra foi de conveniência, baseada nos dados de 168 prontuários de pacientes que foram atendidos no IPL, na linha de cuidado masculina para o tratamento da disfunção erétil, tendo a avaliação de admissão realizada entre março de 2022 e abril de 2025. Todos os participantes foram homens com queixa clínica de disfunção erétil, com idade mínima de 18 anos. Resultados: Observou-se que o perfil majoritário era de homens casados - 39,3%, aposentados 30,4%, e sedentários 28,0%, com média de idade de 63,6±9,3 anos. Dentre os não sedentários, a frequência semanal de prática de exercícios físicos mais comum era de duas a três vezes por semana - 9%, sendo mais relatada a caminhada 13,7%. A maioria dos participantes informou ter sido submetido à prostatectomia radical 64,9%, com média de 23,8±37,5 meses de intervalo entre o procedimento oncológico e a admissão no IPL. Histórico de radioterapia esteve presente em 12,5% dos participantes e 36,9% fazia uso diário de Tadalafila de 5mg. Foram realizadas em média 15,1±8,2 sessões de fisioterapia. Houve 71,4% de comparecimento na 1ª reavaliação. Houve percepção de melhora em 53% dos pacientes, sendo a resolução dos sintomas avaliada em 39,3±22,1%. A adesão até a primeira avaliação foi de 71,4%. Conclusão: A abordagem por meio das linhas de cuidado específicas para DE tem se mostrado uma estratégia promissora para os homens com devido à adesão e satisfação ao tratamento. A percepção de melhora é diretamente proporcional ao número de sessões de tratamento realizados. Homens com histórico de prostatectomia e aqueles que utilizam medicamento para tratamento da ereção apresentaram maior adesão ao tratamento, sendo que aqueles que iniciaram tratamento até seis meses após a cirurgia têm mais benefícios em 12 sessões. A satisfação com o serviço do IPL na linha de cuidado de DE corrobora a demanda de linhas de cuidado para essa disfunção, em prol da diminuição de custos com cirurgias e medicamentos para esta disfunção.
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    Prevalência de disfunção sistólica subclínica em arterite de takayasu e sua associação com atividade de doença
    (2025-07-14) FIGUEIRÔA, Maria de Lourdes Castro de Oliveira; SANTIAGO, Mittermayer Barreto; SÁ, Kátia Nunes; PINTO, Gustavo Luiz Behrens; DURAN, Camila da Silva Cendon
    Introdução: A disfunção erétil é uma condição de saúde masculina com sensível impacto na qualidade de vida, relações interpessoais e saúde mental. Caracteriza-se pela dificuldade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção suficiente para a realização da penetração peniana. Sua prevalência em homens de 20 a 39 anos é de 5,1%, em contraste com 14,8% nas idades de 40 a 59 anos e 44% nas idades de 60 a 69 anos, nos Estados Unidos da América. No Brasil, a prevalência de oscila entre 45,1 a 53,5% na população masculina geral. Objetivo: O presente estudo retrospectivo tem como objetivo descrever a percepção de resposta ao tratamento, adesão e perfil sociodemográfico dos pacientes submetidos à linha de cuidado paradisfunção erétil em uma associação privada sem fins lucrativos, custeada pelo SUS. Método: Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo. A população caracterizou-se pelos pacientes atendidos no Instituto Patrícia Lordêlo, um centro especializado em cuidados ao assoalho pélvico. A amostra foi de conveniência, baseada nos dados de 168 prontuários de pacientes que foram atendidos no IPL, na linha de cuidado masculina para o tratamento da disfunção erétil, tendo a avaliação de admissão realizada entre março de 2022 e abril de 2025. Todos os participantes foram homens com queixa clínica de disfunção erétil, com idade mínima de 18 anos. Resultados: Observou-se que o perfil majoritário era de homens casados - 39,3%, aposentados 30,4%, e sedentários 28,0%, com média de idade de 63,6±9,3 anos. Dentre os não sedentários, a frequência semanal de prática de exercícios físicos mais comum era de duas a três vezes por semana - 9%, sendo mais relatada a caminhada 13,7%. A maioria dos participantes informou ter sido submetido à prostatectomia radical 64,9%, com média de 23,8±37,5 meses de intervalo entre o procedimento oncológico e a admissão no IPL. Histórico de radioterapia esteve presente em 12,5% dos participantes e 36,9% fazia uso diário de Tadalafila de 5mg. Foram realizadas em média 15,1±8,2 sessões de fisioterapia. Houve 71,4% de comparecimento na 1ª reavaliação. Houve percepção de melhora em 53% dos pacientes, sendo a resolução dos sintomas avaliada em 39,3±22,1%. A adesão até a primeira avaliação foi de 71,4%. Conclusão: A abordagem por meio das linhas de cuidado específicas para DE tem se mostrado uma estratégia promissora para os homens com devido à adesão e satisfação ao tratamento. A percepção de melhora é diretamente proporcional ao número de sessões de tratamento realizados. Homens com histórico de prostatectomia e aqueles que utilizam medicamento para tratamento da ereção apresentaram maior adesão ao tratamento, sendo que aqueles que iniciaram tratamento até seis meses após a cirurgia têm mais benefícios em 12 sessões. A satisfação com o serviço do IPL na linha de cuidado de DE corrobora a demanda de linhas de cuidado para essa disfunção, em prol da diminuição de custos com cirurgias e medicamentos para esta disfunção.
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    Sintomas ansiosos e/ou depressivos em homens com disfunção erétil
    (2025-07-04) SILVA, José Diego Santos e; GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo; FERREIRA, Roseny; NASCIMENTO, Ubton José Argolo; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva; MAGALHÃES, Suzane Bandeira de
    Introdução: A disfunção erétil (DE) é definida como uma inabilidade persistente para obter ou manter uma ereção peniana suficiente para conseguir uma satisfação na performance sexual. Ressaltando que o ciclo de resposta sexual envolve as fases de: desejo, excitação, orgasmo e resolução, a DE compreende uma condição que envolve aspectos físicos e psíquicos que independe da capacidade de resposta sexual. Esta condição afeta de 50 a 70% dos homens acima de 50 anos. Objetivo: Analisar a presença de sintomas ansiosos e/ou depressivos em homens com disfunção erétil na chegada para tratamento fisioterapêutico em um serviço de saúde especializado. Método: Trata-se de um estudo de corte transversal onde serão incluídos homens com idade entre 30 e 80 anos com escore do Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) entre 6 e 25. Serão excluídos homens com história de doença neurológica e ou psiquiátrica, bem como, aqueles que são portadores de malformações anatômicas na região genital. Índice Internacional de Função Erétil (IIFE), Questionário de Qualidade de Ereção (QQE), SF-36 e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (EHAD). Resultados: O público encontrado apresenta uma idade média de 63,5 anos e a mediana do IIEF foi de 9. A maioria dos participantes apresentaram o resultado do IIEF de moderado a severo, totalizando 71,8% da mostra. A mediana do escore de ansiedade foi de 5 (3-8) sendo que 22,4 % da amostra apresentou sintomas de ansiedade. O escore da escala dos sintomas de depressão foi uma mediana de 5 (2,5-7) e a frequência de participantes com esses sintomas foi de 15,3%. Juntamos os desfechos para a presença do desfecho combinado, presença de um ou dos dois sintomas avaliados (depressão e ansiedade) encontrando-se uma frequência de 29,4% Destaca-se uma associação entre a presença dos sintomas com um menor escore do SF total. Para todas as outras variáveis não foi possível verificar associação.Conclusão: Esta pesquisa demonstrou uma frequência de sintomas ansiosos e depressivos que se aproxima de pesquisas realizadas em outras regiões do mundo, porém não encontrou associação significativa entre sintomas ansiosos e/ou depressivos com nenhuma das variáveis sócio-demográficas, nem com severidade da DE.
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    Aplicação da ressonância magnética cardíaca na cardiopatia reumática crônica: um estudo de corte transversal
    (2026) BITENCOURT, Joana Barreto; RITT, Luiz Eduardo Fontelles; TORREÃO, Jorge Andion; FERNANDES, Rafael Modesto; CHALHUB, Ricardo Ávila; MELO, Rodrigo Morel Vieira de
    Introdução: A Cardiopatia reumática crônica (CRC) é a forma mais grave da febre reumática, acometendo principalmente as válvulas cardíacas, podendo deixar sequelas e levar a óbito. A ressonância magnética cardíaca (RMC) tem estabelecida capacidade de caracterizar o tecido miocárdico na identificação de fibrose miocárdica assim como em detectar disfunções valvares e quantificá-las com acurácia e precisão satisfatória. Objetivo: Investigar e caracterizar a presença da fibrose miocárdica em pacientes portadores de CRC com a técnica de realce tardio miocárdico pela RMC e correlacionar os achados com critérios prognósticos. Métodos: Pacientes maiores de 18 anos portadores de CRC atendidos no ambulatório de valvopatia do Hospital Santa Izabel (Salvador- Bahia) tiveram história clínica colhida e foram submetidos ao exame de ressonância magnética cardíaca com sequências dedicadas para avaliação miocárdica e valvar. Foram considerados portadores de CRC quando apresentavam história clínica de febre reumática (critérios de Jones) e achados ecocardiográficos característicos de envolvimento reumático valvar crônico. Foi avaliado a presença e o padrão de distribuição do realce tardio miocárdico (RTM), os volumes cavitários, função ventricular e acometimento valvar. Dados clínicos e demográficos foram comparados entre os grupos com e sem fibrose. Os achados da RMC foram comparados ao ecocardiograma (ECO). Considerado estatisticamente significante p < 0,05. Resultados: Foram estudados 28 pacientes com CRC com idade média de 41 ±13 anos. RTM foi detectado em 16 (57,1%) pacientes, sendo mais frequente nos indivíduos com idade mais avançada e com fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida. O padrão de acometimento valvar mitral e aórtico pela RMC e ECO foram moderadamente concordantes, a estenose mitral apresentou concordância substancial entre os métodos. Conclusão: Em uma população de pacientes com CRC, fibrose miocárdica foi prevalente, sendo o padrão de realce tardio mesocárdico o mais predominante e as parede inferosseptal e inferolateral médio-basal as mais acometidas. Ademais, a avaliação da função valvar mitral e aórtica apresentou boa concordância entre os achados da RMC e do ECO.
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    Competências na abordagem da criança vítima de queimadura na graduação em medicina
    (2025-06-26) NEY, André Luís Chukr Mafra; MENEZES, Marta Silva; SILVA, Mary Gomes; ALELUIA, Iêda Maria Barbosa; MENDONÇA, Dilton Rodrigues; BARROS, Rinaldo Antunes
    "Introdução: O atendimento a crianças vítimas de queimaduras representa um desafio clínico significativo, especialmente diante da constatação de que muitos profissionais de saúde, em especial médicos generalistas, não recebem formação adequada para o manejo inicial desses pacientes. Essa lacuna compromete a qualidade do atendimento e o prognóstico dos casos pediátricos de queimaduras. Objetivo: Propor uma estratégia educacional para o desenvolvimento de competências específicas na abordagem de crianças vítimas de queimaduras, visando sua inserção na matriz curricular do curso de Medicina. Métodos: Trata-se de um estudo misto. Quantitativo: observacional, tipo corte transversal descritivo e com abordagem qualitativa, exploratório e analítico. Houve aplicação de questionários estruturados a docentes das áreas de clínica médica, pediatria e cirurgia de uma escola de medicina. As respostas foram analisadas por meio da técnica de análise temática, visando identificar competências essenciais, abordagens pedagógicas e a percepção sobre a importância do tema. Resultados: A análise das respostas permitiu a elaboração de um plano de ensino com base em metodologias ativas, simulações clínicas e prática supervisionada. Foram destacados como conteúdos essenciais: classificação e tipos de queimaduras, avaliação da extensão e gravidade, manejo da dor, exames complementares e orientação familiar. Conclusões: A inclusão estruturada do tema queimaduras pediátricas no currículo médico contribui significativamente para a formação de profissionais mais qualificados, preparados para o atendimento inicial eficaz e humanizado de crianças queimadas. Recomenda-se a validação da estratégia por
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    Avaliação funcional em pacientes com covid longa - testes funcionais versus o teste cardiopulmonar de exercício: uma revisão sistemática
    (2025-10-03) FERNANDES, Eduardo Lisbôa; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; DIAS, Cristiane Maria Carvalho Costa; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho; LACERDA, Filipe Ferrari Ribeiro de; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho
    Introdução: A COVID longa tem sido reconhecida como uma síndrome pós-viral com impacto funcional significativo, caracterizada por sintomas persistentes como fadiga, dispneia e intolerância ao esforço. No entanto, permanece incerta a concordância entre testes de campo e medidas obtidas pelo teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), considerado padrão-ouro para avaliação da capacidade funcional. Objetivo: Avaliar a associação entre os resultados de testes funcionais de campo e os parâmetros obtidos no TCPE em indivíduos com COVID longa. Metodologia: A pergunta estruturada seguiu o modelo PECO: Pacientes adultos com COVID longa (P), submetidos a testes funcionais de campo (E), comparados a parâmetros obtidos no TCPE (C), com desfecho relacionado à capacidade funcional e desempenho aeróbico (O). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase e LILACS, sem restrição de idioma, a partir do ano de 2021 até setembro de 2024. A seleção e extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. Os desfechos avaliados incluíram VO₂ pico/máx, resultado dos testes funcionais (como a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 minutos - TC6M) e escores em escalas clínicas. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta ROBINS-I. O protocolo foi registrado no PROSPERO sob o número CRD42024594043. Resultados: Quatorze estudos foram incluídos, totalizando 1.308 pacientes com diagnóstico de COVID longa. A faixa etária das amostras variou de 39 a 61 anos, com predominância do sexo feminino em 11 dos 14 estudos. O TC6M foi o mais utilizado, presente em 12 estudos. O Teste de Sentar e Levantar de 1 minuto e de 30 segundos (TSL1 e TSL30), o Teste da Escada (TE) e o Short Physical Performance Battery (SPPB) foram utilizados em menor frequência. O VO₂ pico/máx variou entre 17,8 e 31,6 mL/kg/min, enquanto o TC6M variou de 320 metros à 641 metros. Em três estudos, observou-se correlação positiva com coeficiente de correlação r variando de 0,34 a 0,628 entre VO₂ pico/máx e distância no TC6M. A avaliação do risco de viés, classificou 11 estudos com risco sério e 3 com risco moderado, sendo os domínios de confusão e seleção os mais frequentemente comprometidos. Conclusão: Os testes funcionais (em especial o TC6M) demonstraram potencial como ferramenta alternativa ao TCPE na avaliação da COVID longa, embora com evidências limitadas pela heterogeneidade e pelo alto risco de viés.
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    Instrumentos para a avaliação da dor em crianças e adolescentes com doença falciforme: uma revisão de escopo
    (2025-11-18) PITHON, Laís Oliveira; SÁ, Katia Nunes; GOES, Bruno Teixeira; PINHEIRO, Eulália Silva dos Santos; BAPTISTA, Abrahão Fontes; RABELO, Diego Ribeiro
    Introdução: A dor na doença falciforme (DF) é uma característica marcante desde a infância, com alta prevalência do tipo neuropática. A dor crônica é um fenômeno complexo que pode gerar impacto na vida das pessoas e requer uma avaliação multidimensional e interprofissional acurada, contemplando aspectos biopsicossociais. No entanto, a falta de uniformidade no uso dos instrumentos de avaliação para crianças e adolescentes com DF pode contribuir para tratamento excessivo ou insuficiente. Objetivo: Mapear as características dos instrumentos para avaliação da dor auto-relatados em crianças e adolescentes com DF e identificar ferramentas específicas para a população que permitam o rastreio da dor neuropática. Material e métodos: A revisão foi conduzida utilizando a estratégia Population, Concept e Context (PCC) para revisões de escopo e seguiu as recomendações do Guideline Preferred Reporting Item for Systematic Reviews and Meta-Analysis extension for Scoping Reviews. A busca foi realizada por dois pesquisadores independentes nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Um terceiro pesquisador foi consultado nos casos de divergência. A seleção se deu por títulos, resumos e leitura do texto na íntegra. Os dados extraídos foram autoria, ano, desenho do estudo, características da amostra e do instrumento de avaliação, além das evidências de propriedades clínicas e psicométricas de medidas. Resultados: Foram identificados 54 estudos, dos quais 18 foram incluídos nas análises. Das 18 ferramentas, foram identificadas cinco escalas de intensidade da dor, três escalas de faces, sendo três específicas para pessoas com DF e nove com versão em português. As dimensões mais avaliadas foram: saúde física, mental, emocional, social, aspectos funcionais e qualidade de vida. Em relação à dor, as variáveis mais comuns foram intensidade, localização, tipo de dor, qualidade da dor e impacto funcional. Conclusão:O estudo evidencia a presença de três ferramentas específicas (IPESCA, PedsQL™SCD, SCPBI-Y) e a ausência de um instrumento específico para a triagem da dor neuropática em crianças e adolescentes com DF.
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    Positividade de alcoolemia e exames toxicológicos em necrópsias de auto de resistência em Salvador-Ba
    (2025-07-04) SANTOS, Daniela Maria Oliveira Cruz dos; LIMA, Bruno Gil de C.; BARRETO FILHO, Raul Coelho; SCHINDLER, Sandra Serapião; APÓSTOLOS, Robson Augusto Andrade Cardoso dos
    O Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.
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    Percepção visual subjetiva e de dor em pacientes submetidos a cirurgia de catarata sob anestesia tópica: um estudo transversal
    (2025-09-05) CARNEIRO, Franklin Oliveira Leão; CAMELIER, Aquiles Assunção; MARBACK, Eduardo Ferrari; PINHEIRO, Regina Helena Rathsam; VILLAS-BÔAS, Flavia da Silva; BARROS, Joao Jose Borges de
    O Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.
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    Evolução dos partos e desfechos perinatais após a indução de parto com misoprostol vaginal: um estudo transversal
    (2025-01-31) LESSA, Licemary Guimarães; LIMA, Bruno Gil de C.; OLIVEIRA, Rone Peterson C.; BRITTO, Renata Lopes; MACHADO, Marcia Sacramento Cunha
    Introdução: A Organização Mundial de Saúde define indução do parto como “o processo de estimulação artificial do útero para iniciar o trabalho de parto”. Objetivo: Comparar a evolução dos partos e desfechos perinatais em gestantes que foram submetidas a indução com misoprostol em trabalho de parto espontâneo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional e retrospectivo, com análise de dados obtidos na Maternidade Climério de Oliveira, por meio de prontuários. A coleta foi realizada no período de janeiro a outubro de 2019. Resultados: Foram incluídas 323 gestantes, das quais 41,7% foram induzidas com misoprostol. Entre as gestantes que passaram pela indução protocolar com misoprostol, o tempo médio observado foi de 16,12 horas durante o período de indução e nas gestantes em trabalho de parto espontâneo, foi de 6,27 horas até o parto. A média de duração da estadia hospitalar foi maior para as gestantes que passaram pela indução. Conclusão: Os partos submetidos à indução não apresentaram aumento significativo de desfechos negativos no cuidado ao parto, em comparação aos partos espontâneos.
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    Concordância entre cirurgiões e anestesiologistas sobre as abordagens anestésicas nas cirurgias urogenitais pediátricas: Um estudo observacional
    (2025-05-19) SOUSA, Diego Abel Leite; BARROSO JÚNIOR, Ubirajara de Oliveira; OLIVEIRA, Antônio Carlos Cerqueira; SANTOS, Paulo Sérgio Santana dos; BARROS, Rinaldo Antunes
    INTRODUÇÃO: As cirurgias urogenitais pediátricas estão entre as mais realizadas no mundo, e ainda não existe ampla concordância sobre as técnicas anestésicas para a sua realização. Apesar de evidências sobre diversos efeitos adversos e possíveis efeitos neurotóxicos da anestesia geral, ainda existem opiniões diversas entre especialistas. As práticas parecem sinalizar que anestesiologistas e urologistas possam não estar em plena concordância quanto a escolha da técnica anestésica para seus pacientes. OBJETIVOS: Observar a concordância entre urologistas e anestesiologistas, atuantes no território brasileiro, quanto às técnicas anestésicas de preferência para as cirurgias urogenitais pediátricas. Adicionalmente, descrever a satisfação atual com a prática anestésica e a utilização da ultrassonografia como método auxiliar da anestesia regional desses pacientes. MÉTODO: Estudo de corte transversal, com abordagem de todos os anestesiologistas e urologistas atuantes e inscritos nas respectivas sociedades nacionais de classe. Foram coletados dados relacionados ao perfil profissional da amostra, preferências por anestesia geral ou regional, opiniões a respeito da anestesia para a cirurgia uropediátrica genital, satisfação pessoal e uso da ultrassonografia como auxílio à técnica. A análise estatística utilizou-se dos testes de Qui-quadrado e exato de Fisher, além da regressão logística para controle de variáveis confundidoras. RESULTADOS: O banco de dados foi composto de 428 participantes. Após análise multivariada, ser urologista(p=0,01), não estar atualizado no tema (p=0,03) e não possuir titulação acadêmica (p=0,02) foram fatores significativos para a preferência pela anestesia geral nesses pacientes. Urologistas preferiram bloqueios mais superficiais para cirurgias distais, e anestesia geral isolada para cirurgias mais proximais, ao passo que anestesiologistas preferiram técnicas mais invasivas para cirurgias distais e bloqueio caudal nas cirurgias proximais. A maior parte dos urologistas (56,2%) encontra-se satisfeita com a prática atual, contra 43,7% dos anestesiologistas (p=0,039). CONCLUSÃO: As discrepâncias entre os profissionais estudados podem estar relacionadas a falhas de treinamento e comunicação entre as especialidades. É possível que a variabilidade de atitudes médicas e satisfação encontradas possa ser mais bem ajustada com práticas de educação continuada e comunicação mais eficaz.
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    Sistema renina angiotensina aldosterona em mulheres que utilizam e não utilizam contraceptivo hormonal injetável trimestral
    (2025-04-14) OLIVEIRA, Alice Miranda de; PETTO, Jefferson; LIMA, Bruno Gil de Carvalho; GARDENGHI, Giulliano; CORREIA, Helena França
    Introdução: Estudos apontam que o uso do contraceptivo oral combinado está associado ao aumento da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) devido a presença do etinilestradiol em sua composição. No entanto, a influência das progestinas injetáveis no SRAA ainda carece de investigação. Objetivo: Testar a hipótese de que o contraceptivo hormonal injetável trimestral, composto por acetato de medroxiprogesterona, aumenta a atividade do sistema renina angiotensina aldosterona. Método: Estudo observacional de corte transversal, composto por 62 mulheres com idade entre 18 e 30 anos, eutróficas, irregularmente ativas, em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona) há pelo menos 6 meses ou que não fizessem uso de nenhum tipo de contraceptivo hormonal há pelo menos 6 meses. A amostra foi dividida em: Grupo contraceptivo hormonal injetável (GCHI) com n=23 e Grupo sem contraceptivo hormonal injetável (GSCHI) com n=39. No primeiro momento as voluntárias foram submetidas a um exame físico e responderam um questionário padrão. Posteriormente foram encaminhadas para coleta sanguínea das variáveis laboratoriais: atividade e concentração da renina plasmática, enzima conversora da angiotensina 1 (ECA 1) e aldosterona. Os dados foram analisados pelo Teste t student bidirecional, com significância < 0,05. Resultados: O GCHI apresentou valores médios de atividade da renina plasmática menores do que o GSCHI, respectivamente 0,4 ± 0,17 vs 1 ± 0,6 (p= <0,01). Os valores médios da concentração da renina plasmática, ECA 1 e aldosterona não diferiram entre os grupos (respectivamente, p= 0,21; 0,66; 0,09). Conclusão: Mulheres em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral não apresentam maior atividade do SRAA que suas congêneres que não utilizam esse fármaco.
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    O efeito da endometrite crônica na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade do embrião em ciclos de fertilização in vitro: um estudo de caso-controle
    (2025-05-09) SANTANA, Jamille Ribeiro de; BRITO, Milena Bastos; CECCHINO, Gustavo Nardini; FERNANDES, Atson Carlos de Souza; COSTA, Gustavo Nunes de Oliveira; SILVA, Taynná El Cury
    Introdução: A Endometrite Crônica (EC) é uma doença inflamatória persistente no endométrio, causada por agentes bacterianos ou corpos estranhos, como dispositivos intrauterinos. Essa condição produz uma alteração edematosa na camada superficial do endométrio, prejudica a receptividade endometrial e pode resultar em infertilidade, falhas recorrentes de implantação e/ou perdas gestacionais. Objetivo: investigar se a presença de EC influencia na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade embrionária em pacientes submetidas à fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de caso-controle pareado, que incluiu 70 pacientes entre 28 e 46 anos de idade, submetidas a ciclos de FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoide no período entre abril de 2018 e setembro de 2023, e à biópsia endometrial com teste molecular para detecção de EC. As pacientes foram divididas em dois grupos: presença de EC (caso; n=35) e ausência de EC (controle; n=35). Os oócitos, zigotos e embriões foram classificados de acordo com o Consenso de Istambul e o Sistema de classificação de blastocistos de Gardner. Os embriões do terceiro dia (D3) foram classificados em boa ou baixa qualidade, conforme o Consenso da ASEBIR (Asociación para el Estudio de la Biología de la Reproducción). A qualidade dos blastocistos foi categorizada pelo sistema simplificado de pontuação de embriões SART. Resultados: Foram coletados 472 oócitos no grupo sem EC e 435 oócitos no grupo com EC (p = 0,343). A maturação dos oócitos em metáfase II foi de 73% no grupo de mulheres sem EC e 72% no grupo de mulheres com EC (p = 0,544). As taxas de fertilização foram de 83% e 81% (p = 0,767), respectivamente. A proporção de embriões no D3 nos dois grupos foi idêntica (99%; p = 0,158). Desses embriões de D3, 81% do grupo sem EC apresentaram boa qualidade, enquanto isto aconteceu em 74% no grupo com EC (p = 0,227). A taxa de blastocistos formados (5º e 6º dia) foi de 60% no grupo sem EC e 53% no grupo com EC (p = 0,040). Entre os blastocistos formados, 42% de boa qualidade no grupo controle versus 40% no grupo casos (p = 0,535), enquanto 48% versus 47% apresentaram qualidade moderada (p = 0,995), e 9% e 12% qualidade ruim (p = 0,607), respectivamente. Conclusão: a EC demonstrou não comprometer a maturação oocitária nem a ualidade e o desenvolvimento embrionário no contexto de FIV com ICSI.
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    Impacto da valvoplastia pulmonar por balão em pacientes portadores de estenose pulmonar valvar em hospital terciário de Salvador – Bahia
    (2025-06-11) AROUCA, Aline do Aido Varanda; LADEIA, Ana Marice Teixeira; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; CÂMARA, Edmundo José Nassri; RONDON, Atila Victal
    Introdução: A estenose valvar pulmonar (EPV) é uma cardiopatia congênita caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo na via de saída do ventrículo direito, representando 8-10% das malformações cardíacas congênitas. A valvoplastia pulmonar por balão (VPB) é consagrada como terapia de primeira linha para esta condição, porém seus efeitos sobre a função ventricular direita não são completamente elucidados. Objetivo: Descrever o comportamento da função ventricular direita e variáveis valvares após valvoplastia pulmonar percutânea por balão em pacientes pediátricos portadores de estenose valvar pulmonar em um serviço de referência no nordeste brasileiro. Métodos: Estudo longitudinal observacional retrospectivo do tipo antes e depois incluindo 39 pacientes submetidos à VPB entre 2013 e 2023. Foram avaliadas variáveis ecocardiográficas da função ventricular direita (área fracional, onda S' do anel tricúspide, TAPSE), gradientes transvalvares pulmonares (médio, máximo e pico a pico) e repercussões sobre as valvas pulmonares e tricúspide nos períodos pré e pós-procedimento. Resultados: Observou-se predomínio do sexo feminino (56,4%), com mediana de idade de 1 ano. A função ventricular direita manteve-se preservada após o procedimento, sem alterações estatisticamente significativas nos parâmetros convencionais (p=1,00), embora tenha sido observada tendência de redução na avaliação longitudinal (r=-0,3). Os gradientes transvalvares tiveram redução significativa (gradiente pico a pico: -46,05 mmHg; p<0,0001; ²=0,8024). Houve aumento significativo na prevalência de insuficiência pulmonar pós-procedimento (p<0,0001), porém sem associação com a magnitude da queda do gradiente. Não foram observadas alterações significativas na função tricúspide ou na hipertrofia ventricular direita no período valiado. Conclusão: A valvoplastia pulmonar por balão esteve associada a redução dos gradientes transvalvares,, sem alteração da função ventricular direita no período imediato. O desenvolvimento de insuficiência pulmonar representou consequência frequente, porém independente da magnitude do efeito hemodinâmico. O remodelamento ventricular completo possivelmente requer período mais prolongado, justificando a ausência de alterações significativas na hipertrofia ventricular direita e na função tricúspide no seguimento inicial.
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    Perfil epidemiológico dos casos de tentativa de suicídio por intoxicação exógena em adolescentes nas regiões brasileiras no período 2018 a 2023: estudo ecológico
    (2025-05-22) BULHÕES, Juliana Dorea Pereira de; ANDRADE, Bruno Bezerril de; DUARTE, Beatriz Barreto; SILVA, Luciana Rodrigues; AGUIAR, Wania Marcia de; LIMA, Bruno Gil de Carvalho
    "Introdução: O suicídio é uma das principais causas de morte entre adolescentes no mundo todo, com tentativas de suicídio sendo fortes preditores de suicídios consumados. O envenenamento exógeno é um dos métodos mais frequentemente usados, mas no Brasil existe uma limitação nas pesquisas epidemiológicas em larga escala abordando essa questão. Objetivo: Descrever as características socioepidemiológicas, tendências temporais e disparidades regionais e delinear o impacto da pandemia de COVID-19 nas tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros de 2018 a 2023. Métodos: Este estudo ecológico de base populacional analisou o perfil epidemiológico e as tendências temporais das tentativas de suicídio por envenenamento exógeno relatadas entre adolescentes no Brasil. Os casos foram analisados por características demográficas, agentes tóxicos, atendimento recebido e distribuição geográfica nas regiões brasileiras. Cenário: Dados nacionais sobre pacientes notificados com tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes de 10 a 19 anos, coletados nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Participantes: Este estudo ecológico de base populacional analisou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) sobre tentativas de suicídio por envenenamento exógeno notificadas entre adolescentes de 10 a 19 anos de 2018 a 2023. Exposição: Tentativas de suicídio por envenenamento exógeno conforme registrado no banco de dados do SINAN. Resultados: O desfecho primário foi a incidência de tentativas de suicídio relatadas por envenenamento exógeno. Estatísticas descritivas resumiram os dados, e tendências temporais foram analisadas usando a Decomposição de Tendências Sazonais baseada em LOESS (STL) e o teste de Mann-Kendall e aplicada análise de séries temporais interrompidas (ITSA) para mensurar o impacto da COVID-19 nas notificações. Taxas de incidência cumulativas por 100.000 habitantes foram calculadas para comparações regionais. Entre 142.251 casos analisados, a maioria ocorreu em mulheres (81,2% no grupo de 10 a 14 anos; 89,6% no grupo de 15 a 19 anos). Os agentes tóxicos mais frequentemente relatados foram medicamentos (87,0% em 10 a 14 anos; 84,4% em 15 a 19 anos), e a maioria das exposições ocorreu em casa (89,8%). Um pico de casos foi observado em 2019, seguido por um declínio em 2020 durante a pandemia de COVID-19, com uma tendência crescente a partir de 2021. A análise de tendências mostrou um aumento significativo nas tentativas de suicídio na maioria das regiões e em ambas as faixas etárias, com um aumento particularmente pronunciado no grupo de 10 a 14 anos. A análise do ITSA mostrou a subnotificação na pandemia de COVID-19. Conclusão: A alta carga de tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros destaca a necessidade de políticas de saúde mental fortalecidas, farmacovigilância aprimorada e estratégias de prevenção direcionadas. A COVID-19 impactou negativamente o sistema de notificação e o número de notificações. As disparidades regionais significativas e a incidência crescente entre adolescentes mais jovens ressaltam a urgência de expandir os serviços de saúde mental e restringir o acesso a agentes tóxicos para mitigar o risco de suicídio nessa população vulnerável.
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    Viabilidade e segurança da radiofrequência não ablativa, terapia de ondas de choque radiais e terapias combinadas no manejo da disfunção erétil
    (2023) Carlos André Gomes Silva Mamede
    Introdução: A Radiofrequência Não Ablativa (RFNA) promove calor por ondas eletromagnéticas. A Terapia por Ondas de Choque Radiais (TOCR) consiste na emissão de ondas acústicas com alta pressão. Acredita-se que a combinação destes recursos pode induzir a liberação do fator de crescimento endotelial, a síntese de óxido nítrico e a proliferação de antígeno de célula nuclear. Objetivo: O presente trabalho objetiva testar a segurança e a viabilidade da radiofrequência, ondas de choque e terapias combinadas no tratamento da disfunção erétil. Material e Métodos: Trata-se de resultados preliminares de um ensaio clínico randomizado com formação de três grupos: Grupo Radiofrequência Não Ablativa (GRF), Grupo Terapia por Ondas de Choque (GTOC) e Grupo Terapia Combinada (GTC). Após a assinatura do TCLE, o paciente foi avaliado por um pesquisador treinado e respondeu um questionário de dados sociodemográficos e anamnese básica e preencheu questionários autoaplicáveis: Índice Internacional de Função Erétil (IIFE) e Questionário de Qualidade de Ereção (QEQ). Após aplicação dos questionários, foi realizada a Ultrassonografia com Doppler de Pênis (UDDP) por um médico radiologista experiente. O exame foi realizado no pênis dos pacientes e os parâmetros utilizados no UDDP para fornecer um diagnóstico vascular geral incluem a Velocidade Sistólica de Pico (VSP), Velocidade Diastólica Final (VDF), Índice Resistivo (RI) e diâmetro da artéria cavernosa, todas as medidas foram coletadas tanto do corpo cavernoso direito quanto esquerdo. As medidas da UDDP foram realizadas após a aplicação de uma injeção indutora. No GRF foi realizado a aplicação da radiofrequência com o aparelho Neartek da fabricante Ibramed a uma temperatura de 39ºC por dois minutos. No GTOC foi utilizado o THORK Shock Wave da fabricante Ibramed com os seguintes parâmetros: frequência de 12Hz, energia de 180mJ e 2.000 disparos em cada lado do pênis. Já os participantes alocados no GTC os dois procedimentos foram executados em um mesmo atendimento. Nos três grupos, os participantes foram submetidos a 12 sessões, duas vezes por semana. Resultados: Durante o estudo, 23 pacientes foram acompanhados sem perdas no seguimento e nem relatos de dor ou desconforto. Dentre eles, 9 estavam no grupo GRF, 6 no grupo GTOC e 8 no grupo GTC. A pesquisa não mostrou diferença estatística entre essas três opções de tratamento na resposta hemodinâmica, na qualidade da ereção e na função erétil. Conclusão: Este estudo mostrou que a RFNA, TOCR e Terapias Combinadas são técnicas viáveis e seguras por não haver relatos de efeitos adversos ou algum tipo de incômodo, dor ou desconforto.
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    Transtornos psiquiátricos em pacientes em hemodiálise crônica em clínica na Bahia: a influência da pandemia
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) LANDIM, Daniela de Queiroz Moura; CRUZ, Constança Margarida Sampaio
    A Doença Renal Crônica é um relevante problema na saúde pública no Brasil, com elevada prevalência e alta morbimortalidade. Por diversos fatores ligados à doença e ao seu tratamento, existe uma alta taxa de distúrbios psiquiátricos associados à essa doença. Nos últimos anos o mundo enfrentou uma realidade sem precedentes, com o isolamento social como medida protetora de vida para a nova pandemia do COVID-19. Evidências sugerem que esse isolamento possa ter aumentado a prevalência, antes já elevada, dos distúrbios psiquiátricos nos pacientes renais crônicos. Admite-se que o diagnóstico precoce e preciso dos transtornos psiquiátricos em unidades de diálise possa contribuir na elaboração de estratégias de tratamento, diminuindo a morbidade e mortalidade causadas pelos transtornos. Objetivo: Determinar a prevalência de distúrbios psiquiátricos em pacientes em hemodiálise crônica, durante a pandemia de COVID-19, avaliando uma possível associação do diagnóstico de COVID-19 e de algumas variáveis clínicas e sociodemográficas com a ocorrência desses transtornos psiquiátricos. Metodologia: Estudo de corte transversal realizado em uma clínica de nefrologia na Bahia, entre março e julho de 2023. A amostra foi de 119 pacientes escolhidos por randomização simples. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e clínicas associadas à ocorrência de transtornos psiquiátricos em pacientes com Doença Renal Crônica. Os pacientes foram avaliados pelo Mini International Neuropsychiatric Interview (M.I.N.I.), entrevista padronizada de diagnóstico de transtornos psiquiátricos, de fácil e rápida aplicabilidade, validada internacionalmente. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (57,1%) e morava em área urbana (83,2%). Quarenta e oito pacientes (40,3%) tinham menos do que 3 anos em hemodiálise. A quantidade de pacientes que tiveram COVID-19 (48,7%) e que não tiveram (51,3%) foi semelhante na amostra. Apenas 34,5% dos pacientes tinham Kt/V menor do que 1,2. Sessenta e dois pacientes (52,1%) apresentaram pelo menos um transtorno psiquiátrico. Os mais comuns foram Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) (42%) e Episódio Depressivo Maior (EDM) (18,5%). Não houve associação do diagnóstico de COVID19 com qualquer distúrbio psiquiátrico. Entre os 58 pacientes que tiveram COVID-19, os homens tiveram uma chance menor de desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,30; IC 95% [0,10-0,91]) e de desenvolver, especificamente, TAG (OR=0,28; IC 95% [0,09-0,84]). Dentre esses pacientes, os que tinham < 3 anos em tratamento dialítico tiveram mais distúrbios psiquiátricos diagnosticados (58,1%; p=0,017) e os pacientes com > 5 anos de tratamento tiveram uma chance significantemente menor do que os outros pacientes em desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,17; IC 95% [0,05-0,61]) e de desenvolver TAG (OR=0,10; IC 95% [0,02-0,39]). Conclusões: A prevalência global de transtornos psiquiátricos é alta, de 52,1%, e os transtornos mais comuns foram TAG e EDM. O diagnóstico de COVID-19 não mostrou associação positiva com qualquer distúrbio psiquiátrico. Entre os pacientes que tiveram COVID-19, as mulheres tiveram mais distúrbio psiquiátrico, assim como, especificamente, tiveram mais TAG e os pacientes que tinham mais do que 5 anos de tratamento tiveram uma chance significantemente menor de desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,17; IC 95% [0,05-0,61]) ou TAG (OR=0,10; IC 95% [0,02-0,39]).
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    Análise comparativa da eficácia de intervenções para indiviuos com o transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática com metanálise
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) ARAUJO, Ivan de Sousa; PONDÉ, Milena Pereira
    Contexto. A gravidade dos sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta considerável variabilidade entre os indivíduos, assim como as habilidades de funcionamento adaptativo e a quantidade de suporte necessário nas atividades diárias, que podem variar de níveis mínimos a substanciais. Em função dessas variações, este estudo tem como objetivo avaliar, por meio de uma revisão sistemática com o uso de uma ferramenta de meta-análise em rede, a hierarquia das intervenções não farmacológicas utilizadas no tratamento do TEA, visando identificar qual das intervenções terapêuticas apresenta maior eficácia no tratamento desse transtorno. Adicionalmente, foram comparadas as intervenções com base na quantidade de horas semanais, a fim de determinar se o aumento na carga horária impacta a efetividade do tratamento. Métodos. Foi conduzida uma revisão sistemática com meta-análise em rede, seguindo o protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). As bases de dados MEDLINE e PsycINFO foram utilizadas para a triagem dos estudos, além do acesso ao ClinicalTrials.gov para identificar ensaios clínicos não publicados. A pesquisa foi realizada em outubro de 2023, sem restrições de idioma ou data de publicação. Foram utilizados os descritores "ASD", "autism", "autism spectrum disorder" em combinação com os nomes das psicoterapias incluídas. Duas meta-análises em rede foram conduzidas: uma comparando a eficácia das psicoterapias e outra comparando intervenções de diferentes cargas horárias semanais. Também foi realizada uma meta-regressão para avaliar a sensibilidade das análises. O risco de viés foi avaliado com base no Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions. O software R com o pacote "gemtc" foi utilizado para cálculos de meta-análise em rede e criação de gráficos. O estudo foi registrado no PROSPERO sob o código ID42023440965. Resultados. Foram identificados 135 ensaios clínicos, dos quais 75 foram considerados elegíveis. No total, os artigos publicados entre 2009 e 2023 envolveram 1127 pacientes, comparando seis intervenções psicoterapêuticas com o tratamento usual (TAU) ou entre si. A maioria dos pacientes era do sexo masculino. Os resultados mostraram que a PRT mostrou-se como intervenção de melhor resultado (-3,9, IC 95% -6,6, -1,1), enquanto a terapia ABA tradicional teve os piores resultados (2,2, IC 95% -0,38, 4,6). Em relação às horas de terapia, nenhum grupo obteve melhora significativa quando comparado ao TAU. A carga de 25 horas semanais apresentou discreto benefício (-1,1, IC 95% -4,4, 2,2), mas sem diferença estatisticamente significativa. Conclusão. A PRT mostrou-se como intervenção com melhor em comparação com o TAU (- 3,9, IC 95% -6,6, -1,1). A terapia ABA tradicional apresentou os piores resultados (2,2, IC 95% -0,38, 4,6). O aumento da carga horária das terapias (por exemplo, 25 horas semanais) não resultou em melhora significativa da eficácia, sendo necessário estudos mais robustos contribuir para o conhecimento desta temática.
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    Impacto do perfil alimentar no microbioma de gestantes com tuberculose latente
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) DOURADO, Ana Paula Costa Faria; ANDRADE, Bruno de Bezerril; PEREIRA, Mariana Araújo
    Introdução: A tuberculose latente (TBL) em gestantes pode trazer riscos adicionais paraa mãe e o feto. O microbioma intestinal, influenciado pelo perfil alimentar, desempenha um papel crucial na saúde imunológica e geral. A literatura existente ainda é escassa quanto à influência específica da dieta no microbioma de gestantes com TBL, evidenciando uma lacuna significativa no conhecimento. Métodos: Este estudo de coorte longitudinal (PRACHITi) foi realizado entre 2016 e 2019 no Hospital Sassoon,Índia. Foram coletados dados clínicos, epidemiológicos, laboratoriais, dietéticos e amostras de fezes para análise do microbioma de 129 gestantes com TBL. As análises estatísticas incluíram visualizações com mapas de calor e tabelas de características populacionais, utilizando o software R. Resultados: As participantes foram classificadas em três grupos dietéticos: dieta balanceada (n=32), dieta rica em carboidratos (n=45) e dieta rica em proteínas (n=52). Não houve diferenças significativas em variáveis como idade, uso de tabaco, estado nutricional e anemia entre os grupos. A análise do microbioma revelou que dietas balanceadas e ricas em proteínas apresentaram uma abundância de Firmicutes e Bacteroidetes, enquanto dietas ricas em carboidratos mostraram predominância de Actinobactérias. Em dietas balanceadas, foi observada a presença de bactérias benéficas como Bifidobactérias, Prevotellaceae, Ruminococcaceae e Lachnospiraceae, associadas a funções vitais como fermentação de carboidratos complexos, produção de ácidos graxos de cadeia curta e respostas imunes. Por outro lado, dietas ricas em carboidratos apresentaram uma menor diversidade microbiana e perfis potencialmente prejudiciais. Gestantes com dieta balanceada apresentaram bebês com peso adequado ao nascer de forma estatisticamente significante, se comparado aos outros grupos, p=0.05 Conclusão: Os resultados demonstraram que uma dieta balanceada está associada a uma maior diversidade microbiana e perfis benéficos, enquanto dietas ricas em carboidratos podem ser prejudiciais. Assim, intervenções dietéticas personalizadas são essenciais no manejo de gestantes com TBL, promovendo uma alimentação saudável que pode melhorar a saúde materna e neonatal. Conclui-se que o perfil alimentar é crucial na modulação domicrobioma intestinal e na promoção da saúde materno-infantil, destacando a importância de orientações nutricionais específicas no cuidado pré-natal para essa população.
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    Coorte histórica do transplante renal pediátrico em Salvador, Bahia: características clínicas e preditores de desfecho
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) LORDELO, Marina da Rocha; ANDRADE, Bruno Bezerril de; DUARTE, Beatriz Barreto
    Introdução: O transplante renal é a terapia de substituição renal de eleição para crianças portadoras de doença renal crônica avançada. No mundo e no Brasil, o transplante é praticado de forma desigual entre regiões; na Bahia, o único centro pediátrico localiza-se em Salvador e atende todos os pacientes abaixo de 18 anos, desde 2009. Perfil clínico e resultados desse serviço não haviam sido descritos até o momento. Objetivo: descrever perfil clínico dos transplantes renais pediátricos do estado da Bahia e seus desfechos, além de explorar possíveis preditores de sobrevida. Métodos: coorte retrospectiva dos transplantes renais pediátricos realizados entre 2013 e 2022, no Hospital Ana Nery, em Salvador, com seguimento mínimo de 1 ano e máximo de 10 anos. Dados referentes ao receptor, ao doador, à cirurgia e ao internamento do transplante foram capturados em prontuários e no Sistema Nacional de Transplante. Os desfechos primários foram perda de enxerto e óbito do paciente. Eventos relativos a complicações no seguimento, principalmente infecções virais e outras causando internamento, também foram registrados, ao longo do seguimento. Resultados: foram incluídos 101 transplantes relativos a 95 pacientes. Não houve predominância de sexo, a maior parte dos receptores era negra, com idade mediana de 12 anos. Malformações de aparelho urinário foram a etiologia mais comum. A maior parte dos pacientes estava em hemodiálise no momento do transplante, com tempo mediano de diálise de 16 meses precedendo o procedimento. A maioria dos transplantes ocorreu com doador falecido padrão – jovem e causas externas motivando o óbito. Função retardada de enxerto ocorreu em pouco mais da metade dos transplantes. 18/101 transplantes faliram de forma primária (menos de 90 dias). A taxa de sobrevida do paciente em 1 ano foi de 96%, 96%, 89,1% e 89,1% respectivamente com 1 ano, 3 anos, 5 anos e 10 anos. A taxa de sobrevida global de enxerto foi de 80,2%, 76,9%, 66,8% e 45,8% respectivamente com 1 ano, 3 anos, 5 anos e 10 anos. Infecção por CMV ocorreu de forma frequente (quase 50%) no primeiro ano, com queda da frequência nos anos seguintes. Infecção por polioma vírus foi menos frequente, mas com importância ao longo de todo o tempo de seguimento. Infecções outras, motivando internamento, tiveram frequência semelhante a CMV no primeiro ano, com queda na frequência nos anos seguintes. A análise multivariada de preditores de desfecho revelou que ocorrência de função retardada de enxerto foi fator de risco para sobrevida de enxerto em 5 anos e que diálise peritoneal antecedendo o transplante foi fator de risco para sobrevida do paciente em 10 anos. Maior peso do receptor foi considerado protetor para sobrevida do paciente. Conclusão: transplante renal pediátrico é tratamento exequível regionalmente, com bons desfechos, embora pouco inferior que à literatura. Função retardada de enxerto é evento frequente dentre os transplantados e é fator de risco para pior sobrevida do enxerto.