Prevalência de disfunção sistólica subclínica em arterite de takayasu e sua associação com atividade de doença

Resumo

Introdução: A disfunção erétil é uma condição de saúde masculina com sensível impacto na qualidade de vida, relações interpessoais e saúde mental. Caracteriza-se pela dificuldade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção suficiente para a realização da penetração peniana. Sua prevalência em homens de 20 a 39 anos é de 5,1%, em contraste com 14,8% nas idades de 40 a 59 anos e 44% nas idades de 60 a 69 anos, nos Estados Unidos da América. No Brasil, a prevalência de oscila entre 45,1 a 53,5% na população masculina geral. Objetivo: O presente estudo retrospectivo tem como objetivo descrever a percepção de resposta ao tratamento, adesão e perfil sociodemográfico dos pacientes submetidos à linha de cuidado paradisfunção erétil em uma associação privada sem fins lucrativos, custeada pelo SUS. Método: Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo. A população caracterizou-se pelos pacientes atendidos no Instituto Patrícia Lordêlo, um centro especializado em cuidados ao assoalho pélvico. A amostra foi de conveniência, baseada nos dados de 168 prontuários de pacientes que foram atendidos no IPL, na linha de cuidado masculina para o tratamento da disfunção erétil, tendo a avaliação de admissão realizada entre março de 2022 e abril de 2025. Todos os participantes foram homens com queixa clínica de disfunção erétil, com idade mínima de 18 anos. Resultados: Observou-se que o perfil majoritário era de homens casados - 39,3%, aposentados 30,4%, e sedentários 28,0%, com média de idade de 63,6±9,3 anos. Dentre os não sedentários, a frequência semanal de prática de exercícios físicos mais comum era de duas a três vezes por semana - 9%, sendo mais relatada a caminhada 13,7%. A maioria dos participantes informou ter sido submetido à prostatectomia radical 64,9%, com média de 23,8±37,5 meses de intervalo entre o procedimento oncológico e a admissão no IPL. Histórico de radioterapia esteve presente em 12,5% dos participantes e 36,9% fazia uso diário de Tadalafila de 5mg. Foram realizadas em média 15,1±8,2 sessões de fisioterapia. Houve 71,4% de comparecimento na 1ª reavaliação. Houve percepção de melhora em 53% dos pacientes, sendo a resolução dos sintomas avaliada em 39,3±22,1%. A adesão até a primeira avaliação foi de 71,4%. Conclusão: A abordagem por meio das linhas de cuidado específicas para DE tem se mostrado uma estratégia promissora para os homens com devido à adesão e satisfação ao tratamento. A percepção de melhora é diretamente proporcional ao número de sessões de tratamento realizados. Homens com histórico de prostatectomia e aqueles que utilizam medicamento para tratamento da ereção apresentaram maior adesão ao tratamento, sendo que aqueles que iniciaram tratamento até seis meses após a cirurgia têm mais benefícios em 12 sessões. A satisfação com o serviço do IPL na linha de cuidado de DE corrobora a demanda de linhas de cuidado para essa disfunção, em prol da diminuição de custos com cirurgias e medicamentos para esta disfunção.

Descrição

Palavras-chave

Arterite de Takayasu. Ecocardiografia. Deformação longitudinal global.

Citação