Dissertações - PPMSH
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/9718
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Item Perspectivas e desafios na linha de cuidado para disfunção erétil no sus: estudo retrospectivo de revisão de prontuários(2025-09-11) MAMEDE, Tuffy Alex Rosa Silva; GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva; CARDOSO, Maria Clara Neves Pavie; JANUÀRIO, Priscila GodoyIntrodução: A disfunção erétil é uma condição de saúde masculina com sensível impacto na qualidade de vida, relações interpessoais e saúde mental. Caracteriza-se pela dificuldade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção suficiente para a realização da penetração peniana. Sua prevalência em homens de 20 a 39 anos é de 5,1%, em contraste com 14,8% nas idades de 40 a 59 anos e 44% nas idades de 60 a 69 anos, nos Estados Unidos da América. No Brasil, a prevalência de oscila entre 45,1 a 53,5% na população masculina geral. Objetivo: O presente estudo retrospectivo tem como objetivo descrever a percepção de resposta ao tratamento, adesão e perfil sociodemográfico dos pacientes submetidos à linha de cuidado paradisfunção erétil em uma associação privada sem fins lucrativos, custeada pelo SUS. Método: Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo. A população caracterizou-se pelos pacientes atendidos no Instituto Patrícia Lordêlo, um centro especializado em cuidados ao assoalho pélvico. A amostra foi de conveniência, baseada nos dados de 168 prontuários de pacientes que foram atendidos no IPL, na linha de cuidado masculina para o tratamento da disfunção erétil, tendo a avaliação de admissão realizada entre março de 2022 e abril de 2025. Todos os participantes foram homens com queixa clínica de disfunção erétil, com idade mínima de 18 anos. Resultados: Observou-se que o perfil majoritário era de homens casados - 39,3%, aposentados 30,4%, e sedentários 28,0%, com média de idade de 63,6±9,3 anos. Dentre os não sedentários, a frequência semanal de prática de exercícios físicos mais comum era de duas a três vezes por semana - 9%, sendo mais relatada a caminhada 13,7%. A maioria dos participantes informou ter sido submetido à prostatectomia radical 64,9%, com média de 23,8±37,5 meses de intervalo entre o procedimento oncológico e a admissão no IPL. Histórico de radioterapia esteve presente em 12,5% dos participantes e 36,9% fazia uso diário de Tadalafila de 5mg. Foram realizadas em média 15,1±8,2 sessões de fisioterapia. Houve 71,4% de comparecimento na 1ª reavaliação. Houve percepção de melhora em 53% dos pacientes, sendo a resolução dos sintomas avaliada em 39,3±22,1%. A adesão até a primeira avaliação foi de 71,4%. Conclusão: A abordagem por meio das linhas de cuidado específicas para DE tem se mostrado uma estratégia promissora para os homens com devido à adesão e satisfação ao tratamento. A percepção de melhora é diretamente proporcional ao número de sessões de tratamento realizados. Homens com histórico de prostatectomia e aqueles que utilizam medicamento para tratamento da ereção apresentaram maior adesão ao tratamento, sendo que aqueles que iniciaram tratamento até seis meses após a cirurgia têm mais benefícios em 12 sessões. A satisfação com o serviço do IPL na linha de cuidado de DE corrobora a demanda de linhas de cuidado para essa disfunção, em prol da diminuição de custos com cirurgias e medicamentos para esta disfunção.Item Prevalência de disfunção sistólica subclínica em arterite de takayasu e sua associação com atividade de doença(2025-07-14) FIGUEIRÔA, Maria de Lourdes Castro de Oliveira; SANTIAGO, Mittermayer Barreto; SÁ, Kátia Nunes; PINTO, Gustavo Luiz Behrens; DURAN, Camila da Silva CendonIntrodução: A disfunção erétil é uma condição de saúde masculina com sensível impacto na qualidade de vida, relações interpessoais e saúde mental. Caracteriza-se pela dificuldade persistente ou recorrente de obter ou manter uma ereção suficiente para a realização da penetração peniana. Sua prevalência em homens de 20 a 39 anos é de 5,1%, em contraste com 14,8% nas idades de 40 a 59 anos e 44% nas idades de 60 a 69 anos, nos Estados Unidos da América. No Brasil, a prevalência de oscila entre 45,1 a 53,5% na população masculina geral. Objetivo: O presente estudo retrospectivo tem como objetivo descrever a percepção de resposta ao tratamento, adesão e perfil sociodemográfico dos pacientes submetidos à linha de cuidado paradisfunção erétil em uma associação privada sem fins lucrativos, custeada pelo SUS. Método: Trata-se de um estudo observacional de caráter retrospectivo. A população caracterizou-se pelos pacientes atendidos no Instituto Patrícia Lordêlo, um centro especializado em cuidados ao assoalho pélvico. A amostra foi de conveniência, baseada nos dados de 168 prontuários de pacientes que foram atendidos no IPL, na linha de cuidado masculina para o tratamento da disfunção erétil, tendo a avaliação de admissão realizada entre março de 2022 e abril de 2025. Todos os participantes foram homens com queixa clínica de disfunção erétil, com idade mínima de 18 anos. Resultados: Observou-se que o perfil majoritário era de homens casados - 39,3%, aposentados 30,4%, e sedentários 28,0%, com média de idade de 63,6±9,3 anos. Dentre os não sedentários, a frequência semanal de prática de exercícios físicos mais comum era de duas a três vezes por semana - 9%, sendo mais relatada a caminhada 13,7%. A maioria dos participantes informou ter sido submetido à prostatectomia radical 64,9%, com média de 23,8±37,5 meses de intervalo entre o procedimento oncológico e a admissão no IPL. Histórico de radioterapia esteve presente em 12,5% dos participantes e 36,9% fazia uso diário de Tadalafila de 5mg. Foram realizadas em média 15,1±8,2 sessões de fisioterapia. Houve 71,4% de comparecimento na 1ª reavaliação. Houve percepção de melhora em 53% dos pacientes, sendo a resolução dos sintomas avaliada em 39,3±22,1%. A adesão até a primeira avaliação foi de 71,4%. Conclusão: A abordagem por meio das linhas de cuidado específicas para DE tem se mostrado uma estratégia promissora para os homens com devido à adesão e satisfação ao tratamento. A percepção de melhora é diretamente proporcional ao número de sessões de tratamento realizados. Homens com histórico de prostatectomia e aqueles que utilizam medicamento para tratamento da ereção apresentaram maior adesão ao tratamento, sendo que aqueles que iniciaram tratamento até seis meses após a cirurgia têm mais benefícios em 12 sessões. A satisfação com o serviço do IPL na linha de cuidado de DE corrobora a demanda de linhas de cuidado para essa disfunção, em prol da diminuição de custos com cirurgias e medicamentos para esta disfunção.Item Sintomas ansiosos e/ou depressivos em homens com disfunção erétil(2025-07-04) SILVA, José Diego Santos e; GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo; FERREIRA, Roseny; NASCIMENTO, Ubton José Argolo; MAMEDE, Carlos André Gomes Silva; MAGALHÃES, Suzane Bandeira deIntrodução: A disfunção erétil (DE) é definida como uma inabilidade persistente para obter ou manter uma ereção peniana suficiente para conseguir uma satisfação na performance sexual. Ressaltando que o ciclo de resposta sexual envolve as fases de: desejo, excitação, orgasmo e resolução, a DE compreende uma condição que envolve aspectos físicos e psíquicos que independe da capacidade de resposta sexual. Esta condição afeta de 50 a 70% dos homens acima de 50 anos. Objetivo: Analisar a presença de sintomas ansiosos e/ou depressivos em homens com disfunção erétil na chegada para tratamento fisioterapêutico em um serviço de saúde especializado. Método: Trata-se de um estudo de corte transversal onde serão incluídos homens com idade entre 30 e 80 anos com escore do Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) entre 6 e 25. Serão excluídos homens com história de doença neurológica e ou psiquiátrica, bem como, aqueles que são portadores de malformações anatômicas na região genital. Índice Internacional de Função Erétil (IIFE), Questionário de Qualidade de Ereção (QQE), SF-36 e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (EHAD). Resultados: O público encontrado apresenta uma idade média de 63,5 anos e a mediana do IIEF foi de 9. A maioria dos participantes apresentaram o resultado do IIEF de moderado a severo, totalizando 71,8% da mostra. A mediana do escore de ansiedade foi de 5 (3-8) sendo que 22,4 % da amostra apresentou sintomas de ansiedade. O escore da escala dos sintomas de depressão foi uma mediana de 5 (2,5-7) e a frequência de participantes com esses sintomas foi de 15,3%. Juntamos os desfechos para a presença do desfecho combinado, presença de um ou dos dois sintomas avaliados (depressão e ansiedade) encontrando-se uma frequência de 29,4% Destaca-se uma associação entre a presença dos sintomas com um menor escore do SF total. Para todas as outras variáveis não foi possível verificar associação.Conclusão: Esta pesquisa demonstrou uma frequência de sintomas ansiosos e depressivos que se aproxima de pesquisas realizadas em outras regiões do mundo, porém não encontrou associação significativa entre sintomas ansiosos e/ou depressivos com nenhuma das variáveis sócio-demográficas, nem com severidade da DE.Item Aplicação da ressonância magnética cardíaca na cardiopatia reumática crônica: um estudo de corte transversal(2026) BITENCOURT, Joana Barreto; RITT, Luiz Eduardo Fontelles; TORREÃO, Jorge Andion; FERNANDES, Rafael Modesto; CHALHUB, Ricardo Ávila; MELO, Rodrigo Morel Vieira deIntrodução: A Cardiopatia reumática crônica (CRC) é a forma mais grave da febre reumática, acometendo principalmente as válvulas cardíacas, podendo deixar sequelas e levar a óbito. A ressonância magnética cardíaca (RMC) tem estabelecida capacidade de caracterizar o tecido miocárdico na identificação de fibrose miocárdica assim como em detectar disfunções valvares e quantificá-las com acurácia e precisão satisfatória. Objetivo: Investigar e caracterizar a presença da fibrose miocárdica em pacientes portadores de CRC com a técnica de realce tardio miocárdico pela RMC e correlacionar os achados com critérios prognósticos. Métodos: Pacientes maiores de 18 anos portadores de CRC atendidos no ambulatório de valvopatia do Hospital Santa Izabel (Salvador- Bahia) tiveram história clínica colhida e foram submetidos ao exame de ressonância magnética cardíaca com sequências dedicadas para avaliação miocárdica e valvar. Foram considerados portadores de CRC quando apresentavam história clínica de febre reumática (critérios de Jones) e achados ecocardiográficos característicos de envolvimento reumático valvar crônico. Foi avaliado a presença e o padrão de distribuição do realce tardio miocárdico (RTM), os volumes cavitários, função ventricular e acometimento valvar. Dados clínicos e demográficos foram comparados entre os grupos com e sem fibrose. Os achados da RMC foram comparados ao ecocardiograma (ECO). Considerado estatisticamente significante p < 0,05. Resultados: Foram estudados 28 pacientes com CRC com idade média de 41 ±13 anos. RTM foi detectado em 16 (57,1%) pacientes, sendo mais frequente nos indivíduos com idade mais avançada e com fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida. O padrão de acometimento valvar mitral e aórtico pela RMC e ECO foram moderadamente concordantes, a estenose mitral apresentou concordância substancial entre os métodos. Conclusão: Em uma população de pacientes com CRC, fibrose miocárdica foi prevalente, sendo o padrão de realce tardio mesocárdico o mais predominante e as parede inferosseptal e inferolateral médio-basal as mais acometidas. Ademais, a avaliação da função valvar mitral e aórtica apresentou boa concordância entre os achados da RMC e do ECO.Item Competências na abordagem da criança vítima de queimadura na graduação em medicina(2025-06-26) NEY, André Luís Chukr Mafra; MENEZES, Marta Silva; SILVA, Mary Gomes; ALELUIA, Iêda Maria Barbosa; MENDONÇA, Dilton Rodrigues; BARROS, Rinaldo Antunes"Introdução: O atendimento a crianças vítimas de queimaduras representa um desafio clínico significativo, especialmente diante da constatação de que muitos profissionais de saúde, em especial médicos generalistas, não recebem formação adequada para o manejo inicial desses pacientes. Essa lacuna compromete a qualidade do atendimento e o prognóstico dos casos pediátricos de queimaduras. Objetivo: Propor uma estratégia educacional para o desenvolvimento de competências específicas na abordagem de crianças vítimas de queimaduras, visando sua inserção na matriz curricular do curso de Medicina. Métodos: Trata-se de um estudo misto. Quantitativo: observacional, tipo corte transversal descritivo e com abordagem qualitativa, exploratório e analítico. Houve aplicação de questionários estruturados a docentes das áreas de clínica médica, pediatria e cirurgia de uma escola de medicina. As respostas foram analisadas por meio da técnica de análise temática, visando identificar competências essenciais, abordagens pedagógicas e a percepção sobre a importância do tema. Resultados: A análise das respostas permitiu a elaboração de um plano de ensino com base em metodologias ativas, simulações clínicas e prática supervisionada. Foram destacados como conteúdos essenciais: classificação e tipos de queimaduras, avaliação da extensão e gravidade, manejo da dor, exames complementares e orientação familiar. Conclusões: A inclusão estruturada do tema queimaduras pediátricas no currículo médico contribui significativamente para a formação de profissionais mais qualificados, preparados para o atendimento inicial eficaz e humanizado de crianças queimadas. Recomenda-se a validação da estratégia porItem Avaliação funcional em pacientes com covid longa - testes funcionais versus o teste cardiopulmonar de exercício: uma revisão sistemática(2025-10-03) FERNANDES, Eduardo Lisbôa; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; DIAS, Cristiane Maria Carvalho Costa; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho; LACERDA, Filipe Ferrari Ribeiro de; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de CarvalhoIntrodução: A COVID longa tem sido reconhecida como uma síndrome pós-viral com impacto funcional significativo, caracterizada por sintomas persistentes como fadiga, dispneia e intolerância ao esforço. No entanto, permanece incerta a concordância entre testes de campo e medidas obtidas pelo teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), considerado padrão-ouro para avaliação da capacidade funcional. Objetivo: Avaliar a associação entre os resultados de testes funcionais de campo e os parâmetros obtidos no TCPE em indivíduos com COVID longa. Metodologia: A pergunta estruturada seguiu o modelo PECO: Pacientes adultos com COVID longa (P), submetidos a testes funcionais de campo (E), comparados a parâmetros obtidos no TCPE (C), com desfecho relacionado à capacidade funcional e desempenho aeróbico (O). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase e LILACS, sem restrição de idioma, a partir do ano de 2021 até setembro de 2024. A seleção e extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. Os desfechos avaliados incluíram VO₂ pico/máx, resultado dos testes funcionais (como a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 minutos - TC6M) e escores em escalas clínicas. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta ROBINS-I. O protocolo foi registrado no PROSPERO sob o número CRD42024594043. Resultados: Quatorze estudos foram incluídos, totalizando 1.308 pacientes com diagnóstico de COVID longa. A faixa etária das amostras variou de 39 a 61 anos, com predominância do sexo feminino em 11 dos 14 estudos. O TC6M foi o mais utilizado, presente em 12 estudos. O Teste de Sentar e Levantar de 1 minuto e de 30 segundos (TSL1 e TSL30), o Teste da Escada (TE) e o Short Physical Performance Battery (SPPB) foram utilizados em menor frequência. O VO₂ pico/máx variou entre 17,8 e 31,6 mL/kg/min, enquanto o TC6M variou de 320 metros à 641 metros. Em três estudos, observou-se correlação positiva com coeficiente de correlação r variando de 0,34 a 0,628 entre VO₂ pico/máx e distância no TC6M. A avaliação do risco de viés, classificou 11 estudos com risco sério e 3 com risco moderado, sendo os domínios de confusão e seleção os mais frequentemente comprometidos. Conclusão: Os testes funcionais (em especial o TC6M) demonstraram potencial como ferramenta alternativa ao TCPE na avaliação da COVID longa, embora com evidências limitadas pela heterogeneidade e pelo alto risco de viés.Item Instrumentos para a avaliação da dor em crianças e adolescentes com doença falciforme: uma revisão de escopo(2025-11-18) PITHON, Laís Oliveira; SÁ, Katia Nunes; GOES, Bruno Teixeira; PINHEIRO, Eulália Silva dos Santos; BAPTISTA, Abrahão Fontes; RABELO, Diego RibeiroIntrodução: A dor na doença falciforme (DF) é uma característica marcante desde a infância, com alta prevalência do tipo neuropática. A dor crônica é um fenômeno complexo que pode gerar impacto na vida das pessoas e requer uma avaliação multidimensional e interprofissional acurada, contemplando aspectos biopsicossociais. No entanto, a falta de uniformidade no uso dos instrumentos de avaliação para crianças e adolescentes com DF pode contribuir para tratamento excessivo ou insuficiente. Objetivo: Mapear as características dos instrumentos para avaliação da dor auto-relatados em crianças e adolescentes com DF e identificar ferramentas específicas para a população que permitam o rastreio da dor neuropática. Material e métodos: A revisão foi conduzida utilizando a estratégia Population, Concept e Context (PCC) para revisões de escopo e seguiu as recomendações do Guideline Preferred Reporting Item for Systematic Reviews and Meta-Analysis extension for Scoping Reviews. A busca foi realizada por dois pesquisadores independentes nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Um terceiro pesquisador foi consultado nos casos de divergência. A seleção se deu por títulos, resumos e leitura do texto na íntegra. Os dados extraídos foram autoria, ano, desenho do estudo, características da amostra e do instrumento de avaliação, além das evidências de propriedades clínicas e psicométricas de medidas. Resultados: Foram identificados 54 estudos, dos quais 18 foram incluídos nas análises. Das 18 ferramentas, foram identificadas cinco escalas de intensidade da dor, três escalas de faces, sendo três específicas para pessoas com DF e nove com versão em português. As dimensões mais avaliadas foram: saúde física, mental, emocional, social, aspectos funcionais e qualidade de vida. Em relação à dor, as variáveis mais comuns foram intensidade, localização, tipo de dor, qualidade da dor e impacto funcional. Conclusão:O estudo evidencia a presença de três ferramentas específicas (IPESCA, PedsQL™SCD, SCPBI-Y) e a ausência de um instrumento específico para a triagem da dor neuropática em crianças e adolescentes com DF.Item Positividade de alcoolemia e exames toxicológicos em necrópsias de auto de resistência em Salvador-Ba(2025-07-04) SANTOS, Daniela Maria Oliveira Cruz dos; LIMA, Bruno Gil de C.; BARRETO FILHO, Raul Coelho; SCHINDLER, Sandra Serapião; APÓSTOLOS, Robson Augusto Andrade Cardoso dosO Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.Item Percepção visual subjetiva e de dor em pacientes submetidos a cirurgia de catarata sob anestesia tópica: um estudo transversal(2025-09-05) CARNEIRO, Franklin Oliveira Leão; CAMELIER, Aquiles Assunção; MARBACK, Eduardo Ferrari; PINHEIRO, Regina Helena Rathsam; VILLAS-BÔAS, Flavia da Silva; BARROS, Joao Jose Borges deO Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.Item Evolução dos partos e desfechos perinatais após a indução de parto com misoprostol vaginal: um estudo transversal(2025-01-31) LESSA, Licemary Guimarães; LIMA, Bruno Gil de C.; OLIVEIRA, Rone Peterson C.; BRITTO, Renata Lopes; MACHADO, Marcia Sacramento CunhaIntrodução: A Organização Mundial de Saúde define indução do parto como “o processo de estimulação artificial do útero para iniciar o trabalho de parto”. Objetivo: Comparar a evolução dos partos e desfechos perinatais em gestantes que foram submetidas a indução com misoprostol em trabalho de parto espontâneo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional e retrospectivo, com análise de dados obtidos na Maternidade Climério de Oliveira, por meio de prontuários. A coleta foi realizada no período de janeiro a outubro de 2019. Resultados: Foram incluídas 323 gestantes, das quais 41,7% foram induzidas com misoprostol. Entre as gestantes que passaram pela indução protocolar com misoprostol, o tempo médio observado foi de 16,12 horas durante o período de indução e nas gestantes em trabalho de parto espontâneo, foi de 6,27 horas até o parto. A média de duração da estadia hospitalar foi maior para as gestantes que passaram pela indução. Conclusão: Os partos submetidos à indução não apresentaram aumento significativo de desfechos negativos no cuidado ao parto, em comparação aos partos espontâneos.Item Uma década de mudanças na diálise peritoneal no Brasil: desafios e perspectivas no sistema público do Brasil(2025-01-28) MOURA NETO, José Andrade; CRUZ, Constança Margarida Sampaio; ANDRADE, Luís Gustavo Modelli de; QUEIROZ, Luiz Alberto Cravo Pinto de; SILVA, Cassiano Augusto Braga José Carolino Divino Filho; SOUZA, Edison Régio de Moraes; ALMEIDA, Antonio Raimundo Pinto de; DIVINO FILHO, José Carolino"Introdução: A Constituição Brasileira define a saúde como um direito universal e um dever do Estado. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso gratuito a cuidados integrais, incluindo terapias renais substitutivas (TRS), como diálise e transplante renal, para todos os brasileiros. Objetivo: Analisar as tendências de uso da diálise peritoneal (DP) no sistema público de saúde brasileiro ao longo de um período de 10 anos, examinando mudanças geográficas, demográficas e clínicas. Métodos: Utilizando dados do DATASUS e uma metodologia inovadora para avaliar pacientes em TRS, examinamos tendências na utilização de DP e características dos pacientes entre 2014 e 2023, incorporando informações do Censo de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Resultados: O uso de DP diminuiu de 6,5% em 2014 para 4,3% em 2023. As reduções foram mais acentuadas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o uso aumentou no Centro-Oeste e diminuiu no Sudeste e Sul entre 2016 e 2023. A proporção de centros que oferecem DP caiu de 51,6% em 2014 para 37,9% em 2023. A idade dos pacientes e a proporção de indivíduos pardos ou negros em DP aumentaram, enquanto os níveis séricos de hemoglobina, paratormônio e fósforo permaneceram estáveis ao longo do tempo. Conclusões: Este estudo oferece insights para gestores de políticas públicas, com o objetivo de apoiar a DP e abordar necessidades de financiamento e treinamento, promovendo acesso equitativo às TRS no sistema público de saúde brasileiro."Item Implantação de um programa de gestão com foco em educação permanente em unidades de terapia intensiva(2025-01-23) OLIVEIRA JUNIOR, Lúcio Couto de; MENEZES, Marta Silva; BARROS, Rinaldo Antunes; LIMA FILHO, Humberto Castro; SILVA, Mary Gomes; MACEDO, Pedro Hamilton Guimarães; RAMOS, João Gabriel Rosa; CORREIA, Luís Cláudio Lemos"INTRODUÇÃO: As boas práticas de gestão hospitalar devem buscar eficiência na execução da atividade-fim e harmonia entre a área técnica e a gerencial. No Brasil, surgem desafios organizacionais, gerenciais e estruturais para manter uma equipe multidisciplinar de terapia intensiva motivada e atualizada cientificamente, garantindo a manutenção de um padrão de qualidade na assistência que impacte positivamente nos desfechos clínicos dos pacientes. Diante do exposto, tornam-se necessárias ações modificadoras do cenário em que é prestada a assistência ao doente crítico, principalmente em ambientes de recursos limitados. OBJETIVO: Testar a implementação de processos sistematizados de intervenção, com foco em educação permanente em serviço, em unidades de terapia intensiva, de um hospital público de referência da segunda maior cidade da Bahia (BA). METODOLOGIA: foi realizado um estudo observacional, tipo corte transversal analítico, com dois recortes temporais, de indicadores obtidos nas unidades de terapia intensiva existentes em Hospital Público do interior da Bahia referente aos anos de 2017 e 2019. As variáveis estudadas foram coletadas em etapas através do software de gestão EPIMED MONITOR: ETAPA 1: mensuradas as variáveis tempo de morte, permanência e reinternação na UTI a partir dos indicadores dos 12 meses de 2017. (época em que a execução do pacote de gestão não era feita da forma sistematizada). ETAPA 2: mensuradas as variáveis morte, tempo de permanência e reinternação nas UTIs a partir dos indicadores dos 12 meses de 2019, dois anos após o início da aplicação dos processos sistematizados de intervenção na gestão em execução nas UTI do hospital. ETAPA 3: após finalizada a coleta dos dados mensurados, foi estabelecida relação comparativa entre as variáveis mensuradas antes e depois da intervenção sistematizada com a aplicação da análise estatística. As variáveis numéricas foram verificadas pelos testes t independente (distribuição paramétrica), mann–whitney (distribuição não paramétrica) e kologomorov Smirnov (normalidade). As variáveis categóricas foram verificadas pelo teste qui-quadrado enquanto as dicotômicas pelo teste exato de Fischer. RESULTADOS: A frequência de óbito nas UTIs foi de 30,4% e no hospital foi de 44,1%. A mediana do tempo de permanecia nas UTIs foi de 5 dias e no hospital foi de 19 dias. Na análise inferencial da comparação dos indicadores/variáveis com os grupos de participantes no ano de 2017 com o ano de 2019, ocorreu um maior número de reinternação no período de 2017 e um menor tempo de internação hospitalar no período de 2019. Não foi observada diferença de mortalidade na comparação entre os dois períodos. CONCLUSÃO: Os processos sistematizados de intervenção na gestão de unidades de terapia intensiva, de um hospital público da segunda maior cidade da Bahia com foco em educação permanente em serviço foram implementados. Os resultados encontrados na comparação dos dois períodos antes e depois da execução do referido pacote de gestão com foco em educação permanente mostraram redução de tempo de internação hospitalar e redução da reinternação em UTI sem impacto na mortalidade. Esses resultados sugerem a necessidade de realização de novos estudos para investigação de relação de causa e efeito entre essa simples intervenção e os desfechos observados. "Item Reversão de recomendações terapêuticas de guidelines sobre doença coronariana do colégio americano de cardiologia(2025-07-11) CALDAS, Alessandra Carvalho; CORREIA, Luís Cláudio Lemos; MATIAS, Denise Silva; VIANA, Mateus dos Santos; RABELO, Diego Ribeiro; GOES, Bruno Teixeira; BASTOS, Clara Maia; BARRETO SEGUNDO, João de DeusIntrodução: Reversão médica é um fenômeno descrito quando uma conduta médica estabelecida deixa de ser recomendada devido ao surgimento de melhores evidências a respeito de sua eficácia ou segurança. A cardiologia é a especialidade médica com maior número de reversões descritas, porém há escassos trabalhos demonstrando a probabilidade de reversão nos guidelines do ACC/AHA. A doença coronariana é a principal causa de mortalidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Objetivos: (1) Descrever a frequência de reversão médica nos guidelines de doença arterial coronária publicados pelo American College of Cardiologia/American Heart Association (ACC/AHA) e descrever a frequência de reversão médica nos diferentes estratos de níveis de evidência. Métodos: No período entre 1999 e 2019, foram analisados os guidelines de doença coronária estável, síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST e infarto com supradesnível do segmento ST. Condutas foram definidas como fortemente recomendadas, moderadamente recomendadas ou contraindicadas, conforme as respectivas definições de Classe I, II e III utilizadas por estes guidelines. A qualidade da evidência foi descrita pelos guidelines como alta, moderada ou baixa. O mais recente guideline de cada tópico foi comparado à primeira versão publicada, a fim de identificar reversão médica, definida pela mudança de uma recomendação forte ou moderada para contraindicada, ou simplesmente o desaparecimento de recomendação. Foram também registradas as mudanças de recomendação forte para moderada, assim como as razões de mudanças. Resultados: Foram identificadas 224 recomendações terapêuticas nos três tipos guidelines originais, sendo 66% fortes e 19% baseadas em evidências de alta qualidade, 42% em evidências de moderada qualidade e 39% de evidências de baixa qualidade. Foram identificadas 49 reversões médicas, representando uma frequência de 22% dentre todas as recomendações terapêuticas. Reversão médica foi observada em apenas uma de 45 (2%) condutas baseadas em evidência de alta qualidade, 24 de 100 (24%) condutas baseadas em evidência de moderada qualidade e 24 de 79 (30%) evidências de baixa qualidade. Conclusão: É alta a frequência de reverão médica no campo da doença arterial coronária, avaliada a partir de modificações nos guidelines americanos da cardiologia e também alta os níveis de evidência com qualidade moderada (B) e inferior (C) nas recomendações que sofreram reversão médica. Em guidelines de doença coronária do ACC/AHA, o fenômeno de reversão médica é comum em recomendação baseadas em moderada ou baixa qualidade de evidência, porém raro naquelas com alto nível de evidência.Item Preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade: estudo longitudinal prospectivo(2025-06-16) MACHADO, Claudia Costa Pinto Furtado; PINTO, Elen Beatriz Carneiro; SOUSA, Mayra Castro de Matos; DIAS, Cristiane Maria Carvalho Costa; MAIA, Helena Maria Silveira Fraga; NASCIMENTO, Carla Ferreira do; ALMEIDA, Lorena Rosa Santos deIntrodução: Queda é a segunda principal causa de morte por ferimentos não intencionais no mundo e as consequentes lesões são uma ameaça ao envelhecimento ativo. Estudos longitudinais que abordam os fatores de risco relacionados a quedas na população idosa e robusta são escassos. Ampliar a investigação dos fatores de risco para quedas na população idosa com diferentes condições de saúde pode favorecer o planejamento de medidas especificas voltadas para a prevenção e redução da ocorrência de quedas nessa população. Objetivo: Investigar os preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade. Casuística e métodos: Coorte prospectiva, cujo desfecho primário foi a incidência de quedas ao longo de um ano após entrada no estudo. A população-alvo do estudo foi composta por indivíduos idosos com idade > 65, robustos, de acordo com os critérios do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 20 (IVCF-20), e residentes na comunidade. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e as seguintes escalas: Indice da qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI), Timed Up Go Test (TUG), Escala de Confiança no Equilíbrio (ABC), Escala Comportamental para Risco de Queda (FaB Brasil), Montreal Cognitive Assessment Basic (MoCA-B), e testado a força muscular através da aferição da força de preensão palmar. As variáveis que apresentaram associação com a ocorrência de quedas na análise univariada (p< 0,20) foram inseridas em um modelo multivariado de Regressão de Cox. Curvas de sobrevida de Kaplan Meier foram construídas para as variáveis categóricas e sua associação com variável de desfecho (queda em um ano) analisada pelo Teste de Log Rank. Resultados: Foram analisados 94 idosos robustos, a maioria do sexo feminino, com alto nível educacional e cognição preservada, sem comprometimento na mobilidade funcional, moderadamente ativos, com alta confiança no equilíbrio e que apresentavam um comportamento protetor em relação ao risco de quedas. A incidência de queda foi de 28,7%. No modelo multivariado, histórico de infecção por COVID-19 e vulnerabilidade clínico-funcional permaneceram como preditoras significativas de ocorrência de quedas. Conclusão: Esse estudo prospectivo demonstrou que a vulnerabilidade clínico-funcional e o histórico de infecção por COVID-19 foram preditores independentes de quedas em idosos robustos, residentes na comunidade.Item Prevalência de HTLV-1 em gestantes e alterações gestacionais no intercurso da infecção na Bahia(2025-04-05) Jacielma de Oliveira Freire; GRASSI, Maria Fernanda Rios; Boa Sorte, Ney Cristian Amaral; Souza, Laio Magno Santos de; OLIVEIRA, Carolina Rosadas de; DALL'Agnol, Hivana Patrícia Melo Barbosa; MORAES, Clarice Neuenschwander Lins deIntrodução: A infecção pelo HTLV em gestantes tem alta prevalência na Bahia. As vias de transmissão são semelhantes às do HIV, embora a falta de tratamento específico para o HTLV promova ainda maior preocupação com a via de transmissão vertical e necessidade de reconhecimento de características da gestação que colaborem com estratégias de prevenção. Objetivos: Determinar a prevalência da infecção por HTLV-1 em gestantes da Bahia e as alterações gestacionais associadas à infecção. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva, sendo infecção pelo HTLV (quimiluminescência confirmado por Western Blotting-WB) como fator de exposição. A primeira coorte foi formada por gestantes testadas no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN-BA) identificadas pelo cruzamento dos bancos Gerenciador de Ambiente Laboratorial - GAL, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC, Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM no período de 2017-2022. A segunda coorte avaliou gestantes atendidas em uma maternidade escola de Salvador. Foram determinadas prevalência, taxa de testagem e as características da díade gestante/ recém-nascido no parto. Resultados: Na Bahia, 64.821 gestantes foram identificadas para o estudo. A prevalência de HTLV-1 entre gestantes foi de 0,7% (442/64821). O principal subtipo foi o HTLV-1 com 383 casos, tendo prevalência de 0,6%, seguido da coinfecção HTLV-1 e 2, 41 casos (0,1%), 11 (0,02%) sem subtipo identificado, 7 (0,01%) para HTLV-2 e 106 (0,2%) com WB indeterminado. Observouse uma variação de prevalência entre as regiões, com taxas de 0% a 7,82%, formando aglomerados em algumas áreas (sendo as maiores prevalências nas regiões de saúde de Valença, Salvador e Ilhéus). A taxa de testagem global na Bahia foi de 6,93%. Foi observado variação no número de partos e abortamentos (p<0,01), com predominância de mais gestações nas portadoras de HTLV. A avalição das gestantes da maternidade indicou que gestantes infectadas tiveram maior prevalência de distúrbios metabólicos (11,5 vezes), hipertensão/eclâmpsia (5,6 vezes), asma e restrição de crescimento intrauterino (9 vezes) em comparação com não infectadas. Infecções (6,6 vezes), doenças sexualmente transmissíveis (13 vezes), incompetência cervical e ruptura prematura de membranas (3 vezes) foram mais frequentes entre as não infectadas. Gestantes infectadas apresentaram mais parto prematuro e resultados adversos, principalmente em distúrbios metabólicos, mas sem significância estatística. Também foram observadas lacunas no acesso a intervenções preventivas, como diagnóstico pré-gestacional e informações sobre a fórmula láctea. Conclusão: A prevalência de HTLV-1 entre gestantes na Bahia apresentou grande variação regional. Embora as diferenças nos resultados alterações gestacionais não tenham sido significativas, as complicações associadas ao HTLV-1 exigem maior atenção. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à melhoria do acesso ao diagnóstico precoce e a intervenções preventivas, além da continuidade da pesquisa sobre estratégias terapêuticas para reduzir a transmissão vertical e melhorar os resultados maternos e neonatais.Item Concordância entre cirurgiões e anestesiologistas sobre as abordagens anestésicas nas cirurgias urogenitais pediátricas: Um estudo observacional(2025-05-19) SOUSA, Diego Abel Leite; BARROSO JÚNIOR, Ubirajara de Oliveira; OLIVEIRA, Antônio Carlos Cerqueira; SANTOS, Paulo Sérgio Santana dos; BARROS, Rinaldo AntunesINTRODUÇÃO: As cirurgias urogenitais pediátricas estão entre as mais realizadas no mundo, e ainda não existe ampla concordância sobre as técnicas anestésicas para a sua realização. Apesar de evidências sobre diversos efeitos adversos e possíveis efeitos neurotóxicos da anestesia geral, ainda existem opiniões diversas entre especialistas. As práticas parecem sinalizar que anestesiologistas e urologistas possam não estar em plena concordância quanto a escolha da técnica anestésica para seus pacientes. OBJETIVOS: Observar a concordância entre urologistas e anestesiologistas, atuantes no território brasileiro, quanto às técnicas anestésicas de preferência para as cirurgias urogenitais pediátricas. Adicionalmente, descrever a satisfação atual com a prática anestésica e a utilização da ultrassonografia como método auxiliar da anestesia regional desses pacientes. MÉTODO: Estudo de corte transversal, com abordagem de todos os anestesiologistas e urologistas atuantes e inscritos nas respectivas sociedades nacionais de classe. Foram coletados dados relacionados ao perfil profissional da amostra, preferências por anestesia geral ou regional, opiniões a respeito da anestesia para a cirurgia uropediátrica genital, satisfação pessoal e uso da ultrassonografia como auxílio à técnica. A análise estatística utilizou-se dos testes de Qui-quadrado e exato de Fisher, além da regressão logística para controle de variáveis confundidoras. RESULTADOS: O banco de dados foi composto de 428 participantes. Após análise multivariada, ser urologista(p=0,01), não estar atualizado no tema (p=0,03) e não possuir titulação acadêmica (p=0,02) foram fatores significativos para a preferência pela anestesia geral nesses pacientes. Urologistas preferiram bloqueios mais superficiais para cirurgias distais, e anestesia geral isolada para cirurgias mais proximais, ao passo que anestesiologistas preferiram técnicas mais invasivas para cirurgias distais e bloqueio caudal nas cirurgias proximais. A maior parte dos urologistas (56,2%) encontra-se satisfeita com a prática atual, contra 43,7% dos anestesiologistas (p=0,039). CONCLUSÃO: As discrepâncias entre os profissionais estudados podem estar relacionadas a falhas de treinamento e comunicação entre as especialidades. É possível que a variabilidade de atitudes médicas e satisfação encontradas possa ser mais bem ajustada com práticas de educação continuada e comunicação mais eficaz.Item Sistema renina angiotensina aldosterona em mulheres que utilizam e não utilizam contraceptivo hormonal injetável trimestral(2025-04-14) OLIVEIRA, Alice Miranda de; PETTO, Jefferson; LIMA, Bruno Gil de Carvalho; GARDENGHI, Giulliano; CORREIA, Helena FrançaIntrodução: Estudos apontam que o uso do contraceptivo oral combinado está associado ao aumento da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) devido a presença do etinilestradiol em sua composição. No entanto, a influência das progestinas injetáveis no SRAA ainda carece de investigação. Objetivo: Testar a hipótese de que o contraceptivo hormonal injetável trimestral, composto por acetato de medroxiprogesterona, aumenta a atividade do sistema renina angiotensina aldosterona. Método: Estudo observacional de corte transversal, composto por 62 mulheres com idade entre 18 e 30 anos, eutróficas, irregularmente ativas, em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona) há pelo menos 6 meses ou que não fizessem uso de nenhum tipo de contraceptivo hormonal há pelo menos 6 meses. A amostra foi dividida em: Grupo contraceptivo hormonal injetável (GCHI) com n=23 e Grupo sem contraceptivo hormonal injetável (GSCHI) com n=39. No primeiro momento as voluntárias foram submetidas a um exame físico e responderam um questionário padrão. Posteriormente foram encaminhadas para coleta sanguínea das variáveis laboratoriais: atividade e concentração da renina plasmática, enzima conversora da angiotensina 1 (ECA 1) e aldosterona. Os dados foram analisados pelo Teste t student bidirecional, com significância < 0,05. Resultados: O GCHI apresentou valores médios de atividade da renina plasmática menores do que o GSCHI, respectivamente 0,4 ± 0,17 vs 1 ± 0,6 (p= <0,01). Os valores médios da concentração da renina plasmática, ECA 1 e aldosterona não diferiram entre os grupos (respectivamente, p= 0,21; 0,66; 0,09). Conclusão: Mulheres em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral não apresentam maior atividade do SRAA que suas congêneres que não utilizam esse fármaco.Item O efeito da endometrite crônica na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade do embrião em ciclos de fertilização in vitro: um estudo de caso-controle(2025-05-09) SANTANA, Jamille Ribeiro de; BRITO, Milena Bastos; CECCHINO, Gustavo Nardini; FERNANDES, Atson Carlos de Souza; COSTA, Gustavo Nunes de Oliveira; SILVA, Taynná El CuryIntrodução: A Endometrite Crônica (EC) é uma doença inflamatória persistente no endométrio, causada por agentes bacterianos ou corpos estranhos, como dispositivos intrauterinos. Essa condição produz uma alteração edematosa na camada superficial do endométrio, prejudica a receptividade endometrial e pode resultar em infertilidade, falhas recorrentes de implantação e/ou perdas gestacionais. Objetivo: investigar se a presença de EC influencia na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade embrionária em pacientes submetidas à fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de caso-controle pareado, que incluiu 70 pacientes entre 28 e 46 anos de idade, submetidas a ciclos de FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoide no período entre abril de 2018 e setembro de 2023, e à biópsia endometrial com teste molecular para detecção de EC. As pacientes foram divididas em dois grupos: presença de EC (caso; n=35) e ausência de EC (controle; n=35). Os oócitos, zigotos e embriões foram classificados de acordo com o Consenso de Istambul e o Sistema de classificação de blastocistos de Gardner. Os embriões do terceiro dia (D3) foram classificados em boa ou baixa qualidade, conforme o Consenso da ASEBIR (Asociación para el Estudio de la Biología de la Reproducción). A qualidade dos blastocistos foi categorizada pelo sistema simplificado de pontuação de embriões SART. Resultados: Foram coletados 472 oócitos no grupo sem EC e 435 oócitos no grupo com EC (p = 0,343). A maturação dos oócitos em metáfase II foi de 73% no grupo de mulheres sem EC e 72% no grupo de mulheres com EC (p = 0,544). As taxas de fertilização foram de 83% e 81% (p = 0,767), respectivamente. A proporção de embriões no D3 nos dois grupos foi idêntica (99%; p = 0,158). Desses embriões de D3, 81% do grupo sem EC apresentaram boa qualidade, enquanto isto aconteceu em 74% no grupo com EC (p = 0,227). A taxa de blastocistos formados (5º e 6º dia) foi de 60% no grupo sem EC e 53% no grupo com EC (p = 0,040). Entre os blastocistos formados, 42% de boa qualidade no grupo controle versus 40% no grupo casos (p = 0,535), enquanto 48% versus 47% apresentaram qualidade moderada (p = 0,995), e 9% e 12% qualidade ruim (p = 0,607), respectivamente. Conclusão: a EC demonstrou não comprometer a maturação oocitária nem a ualidade e o desenvolvimento embrionário no contexto de FIV com ICSI.Item Impacto da valvoplastia pulmonar por balão em pacientes portadores de estenose pulmonar valvar em hospital terciário de Salvador – Bahia(2025-06-11) AROUCA, Aline do Aido Varanda; LADEIA, Ana Marice Teixeira; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; CÂMARA, Edmundo José Nassri; RONDON, Atila VictalIntrodução: A estenose valvar pulmonar (EPV) é uma cardiopatia congênita caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo na via de saída do ventrículo direito, representando 8-10% das malformações cardíacas congênitas. A valvoplastia pulmonar por balão (VPB) é consagrada como terapia de primeira linha para esta condição, porém seus efeitos sobre a função ventricular direita não são completamente elucidados. Objetivo: Descrever o comportamento da função ventricular direita e variáveis valvares após valvoplastia pulmonar percutânea por balão em pacientes pediátricos portadores de estenose valvar pulmonar em um serviço de referência no nordeste brasileiro. Métodos: Estudo longitudinal observacional retrospectivo do tipo antes e depois incluindo 39 pacientes submetidos à VPB entre 2013 e 2023. Foram avaliadas variáveis ecocardiográficas da função ventricular direita (área fracional, onda S' do anel tricúspide, TAPSE), gradientes transvalvares pulmonares (médio, máximo e pico a pico) e repercussões sobre as valvas pulmonares e tricúspide nos períodos pré e pós-procedimento. Resultados: Observou-se predomínio do sexo feminino (56,4%), com mediana de idade de 1 ano. A função ventricular direita manteve-se preservada após o procedimento, sem alterações estatisticamente significativas nos parâmetros convencionais (p=1,00), embora tenha sido observada tendência de redução na avaliação longitudinal (r=-0,3). Os gradientes transvalvares tiveram redução significativa (gradiente pico a pico: -46,05 mmHg; p<0,0001; ²=0,8024). Houve aumento significativo na prevalência de insuficiência pulmonar pós-procedimento (p<0,0001), porém sem associação com a magnitude da queda do gradiente. Não foram observadas alterações significativas na função tricúspide ou na hipertrofia ventricular direita no período valiado. Conclusão: A valvoplastia pulmonar por balão esteve associada a redução dos gradientes transvalvares,, sem alteração da função ventricular direita no período imediato. O desenvolvimento de insuficiência pulmonar representou consequência frequente, porém independente da magnitude do efeito hemodinâmico. O remodelamento ventricular completo possivelmente requer período mais prolongado, justificando a ausência de alterações significativas na hipertrofia ventricular direita e na função tricúspide no seguimento inicial.Item Perfil epidemiológico dos casos de tentativa de suicídio por intoxicação exógena em adolescentes nas regiões brasileiras no período 2018 a 2023: estudo ecológico(2025-05-22) BULHÕES, Juliana Dorea Pereira de; ANDRADE, Bruno Bezerril de; DUARTE, Beatriz Barreto; SILVA, Luciana Rodrigues; AGUIAR, Wania Marcia de; LIMA, Bruno Gil de Carvalho"Introdução: O suicídio é uma das principais causas de morte entre adolescentes no mundo todo, com tentativas de suicídio sendo fortes preditores de suicídios consumados. O envenenamento exógeno é um dos métodos mais frequentemente usados, mas no Brasil existe uma limitação nas pesquisas epidemiológicas em larga escala abordando essa questão. Objetivo: Descrever as características socioepidemiológicas, tendências temporais e disparidades regionais e delinear o impacto da pandemia de COVID-19 nas tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros de 2018 a 2023. Métodos: Este estudo ecológico de base populacional analisou o perfil epidemiológico e as tendências temporais das tentativas de suicídio por envenenamento exógeno relatadas entre adolescentes no Brasil. Os casos foram analisados por características demográficas, agentes tóxicos, atendimento recebido e distribuição geográfica nas regiões brasileiras. Cenário: Dados nacionais sobre pacientes notificados com tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes de 10 a 19 anos, coletados nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Participantes: Este estudo ecológico de base populacional analisou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) sobre tentativas de suicídio por envenenamento exógeno notificadas entre adolescentes de 10 a 19 anos de 2018 a 2023. Exposição: Tentativas de suicídio por envenenamento exógeno conforme registrado no banco de dados do SINAN. Resultados: O desfecho primário foi a incidência de tentativas de suicídio relatadas por envenenamento exógeno. Estatísticas descritivas resumiram os dados, e tendências temporais foram analisadas usando a Decomposição de Tendências Sazonais baseada em LOESS (STL) e o teste de Mann-Kendall e aplicada análise de séries temporais interrompidas (ITSA) para mensurar o impacto da COVID-19 nas notificações. Taxas de incidência cumulativas por 100.000 habitantes foram calculadas para comparações regionais. Entre 142.251 casos analisados, a maioria ocorreu em mulheres (81,2% no grupo de 10 a 14 anos; 89,6% no grupo de 15 a 19 anos). Os agentes tóxicos mais frequentemente relatados foram medicamentos (87,0% em 10 a 14 anos; 84,4% em 15 a 19 anos), e a maioria das exposições ocorreu em casa (89,8%). Um pico de casos foi observado em 2019, seguido por um declínio em 2020 durante a pandemia de COVID-19, com uma tendência crescente a partir de 2021. A análise de tendências mostrou um aumento significativo nas tentativas de suicídio na maioria das regiões e em ambas as faixas etárias, com um aumento particularmente pronunciado no grupo de 10 a 14 anos. A análise do ITSA mostrou a subnotificação na pandemia de COVID-19. Conclusão: A alta carga de tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros destaca a necessidade de políticas de saúde mental fortalecidas, farmacovigilância aprimorada e estratégias de prevenção direcionadas. A COVID-19 impactou negativamente o sistema de notificação e o número de notificações. As disparidades regionais significativas e a incidência crescente entre adolescentes mais jovens ressaltam a urgência de expandir os serviços de saúde mental e restringir o acesso a agentes tóxicos para mitigar o risco de suicídio nessa população vulnerável.