Dissertações - PPMSH

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    Competências na abordagem da criança vítima de queimadura na graduação em medicina
    (2025-06-26) NEY, André Luís Chukr Mafra; MENEZES, Marta Silva; SILVA, Mary Gomes; ALELUIA, Iêda Maria Barbosa; MENDONÇA, Dilton Rodrigues; BARROS, Rinaldo Antunes
    "Introdução: O atendimento a crianças vítimas de queimaduras representa um desafio clínico significativo, especialmente diante da constatação de que muitos profissionais de saúde, em especial médicos generalistas, não recebem formação adequada para o manejo inicial desses pacientes. Essa lacuna compromete a qualidade do atendimento e o prognóstico dos casos pediátricos de queimaduras. Objetivo: Propor uma estratégia educacional para o desenvolvimento de competências específicas na abordagem de crianças vítimas de queimaduras, visando sua inserção na matriz curricular do curso de Medicina. Métodos: Trata-se de um estudo misto. Quantitativo: observacional, tipo corte transversal descritivo e com abordagem qualitativa, exploratório e analítico. Houve aplicação de questionários estruturados a docentes das áreas de clínica médica, pediatria e cirurgia de uma escola de medicina. As respostas foram analisadas por meio da técnica de análise temática, visando identificar competências essenciais, abordagens pedagógicas e a percepção sobre a importância do tema. Resultados: A análise das respostas permitiu a elaboração de um plano de ensino com base em metodologias ativas, simulações clínicas e prática supervisionada. Foram destacados como conteúdos essenciais: classificação e tipos de queimaduras, avaliação da extensão e gravidade, manejo da dor, exames complementares e orientação familiar. Conclusões: A inclusão estruturada do tema queimaduras pediátricas no currículo médico contribui significativamente para a formação de profissionais mais qualificados, preparados para o atendimento inicial eficaz e humanizado de crianças queimadas. Recomenda-se a validação da estratégia por
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    Avaliação funcional em pacientes com covid longa - testes funcionais versus o teste cardiopulmonar de exercício: uma revisão sistemática
    (2025-10-03) FERNANDES, Eduardo Lisbôa; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; DIAS, Cristiane Maria Carvalho Costa; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho; LACERDA, Filipe Ferrari Ribeiro de; VIANA, Patrícia Alcântara Doval de Carvalho
    Introdução: A COVID longa tem sido reconhecida como uma síndrome pós-viral com impacto funcional significativo, caracterizada por sintomas persistentes como fadiga, dispneia e intolerância ao esforço. No entanto, permanece incerta a concordância entre testes de campo e medidas obtidas pelo teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), considerado padrão-ouro para avaliação da capacidade funcional. Objetivo: Avaliar a associação entre os resultados de testes funcionais de campo e os parâmetros obtidos no TCPE em indivíduos com COVID longa. Metodologia: A pergunta estruturada seguiu o modelo PECO: Pacientes adultos com COVID longa (P), submetidos a testes funcionais de campo (E), comparados a parâmetros obtidos no TCPE (C), com desfecho relacionado à capacidade funcional e desempenho aeróbico (O). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase e LILACS, sem restrição de idioma, a partir do ano de 2021 até setembro de 2024. A seleção e extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. Os desfechos avaliados incluíram VO₂ pico/máx, resultado dos testes funcionais (como a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 minutos - TC6M) e escores em escalas clínicas. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta ROBINS-I. O protocolo foi registrado no PROSPERO sob o número CRD42024594043. Resultados: Quatorze estudos foram incluídos, totalizando 1.308 pacientes com diagnóstico de COVID longa. A faixa etária das amostras variou de 39 a 61 anos, com predominância do sexo feminino em 11 dos 14 estudos. O TC6M foi o mais utilizado, presente em 12 estudos. O Teste de Sentar e Levantar de 1 minuto e de 30 segundos (TSL1 e TSL30), o Teste da Escada (TE) e o Short Physical Performance Battery (SPPB) foram utilizados em menor frequência. O VO₂ pico/máx variou entre 17,8 e 31,6 mL/kg/min, enquanto o TC6M variou de 320 metros à 641 metros. Em três estudos, observou-se correlação positiva com coeficiente de correlação r variando de 0,34 a 0,628 entre VO₂ pico/máx e distância no TC6M. A avaliação do risco de viés, classificou 11 estudos com risco sério e 3 com risco moderado, sendo os domínios de confusão e seleção os mais frequentemente comprometidos. Conclusão: Os testes funcionais (em especial o TC6M) demonstraram potencial como ferramenta alternativa ao TCPE na avaliação da COVID longa, embora com evidências limitadas pela heterogeneidade e pelo alto risco de viés.
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    Instrumentos para a avaliação da dor em crianças e adolescentes com doença falciforme: uma revisão de escopo
    (2025-11-18) PITHON, Laís Oliveira; SÁ, Katia Nunes; GOES, Bruno Teixeira; PINHEIRO, Eulália Silva dos Santos; BAPTISTA, Abrahão Fontes; RABELO, Diego Ribeiro
    Introdução: A dor na doença falciforme (DF) é uma característica marcante desde a infância, com alta prevalência do tipo neuropática. A dor crônica é um fenômeno complexo que pode gerar impacto na vida das pessoas e requer uma avaliação multidimensional e interprofissional acurada, contemplando aspectos biopsicossociais. No entanto, a falta de uniformidade no uso dos instrumentos de avaliação para crianças e adolescentes com DF pode contribuir para tratamento excessivo ou insuficiente. Objetivo: Mapear as características dos instrumentos para avaliação da dor auto-relatados em crianças e adolescentes com DF e identificar ferramentas específicas para a população que permitam o rastreio da dor neuropática. Material e métodos: A revisão foi conduzida utilizando a estratégia Population, Concept e Context (PCC) para revisões de escopo e seguiu as recomendações do Guideline Preferred Reporting Item for Systematic Reviews and Meta-Analysis extension for Scoping Reviews. A busca foi realizada por dois pesquisadores independentes nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Um terceiro pesquisador foi consultado nos casos de divergência. A seleção se deu por títulos, resumos e leitura do texto na íntegra. Os dados extraídos foram autoria, ano, desenho do estudo, características da amostra e do instrumento de avaliação, além das evidências de propriedades clínicas e psicométricas de medidas. Resultados: Foram identificados 54 estudos, dos quais 18 foram incluídos nas análises. Das 18 ferramentas, foram identificadas cinco escalas de intensidade da dor, três escalas de faces, sendo três específicas para pessoas com DF e nove com versão em português. As dimensões mais avaliadas foram: saúde física, mental, emocional, social, aspectos funcionais e qualidade de vida. Em relação à dor, as variáveis mais comuns foram intensidade, localização, tipo de dor, qualidade da dor e impacto funcional. Conclusão:O estudo evidencia a presença de três ferramentas específicas (IPESCA, PedsQL™SCD, SCPBI-Y) e a ausência de um instrumento específico para a triagem da dor neuropática em crianças e adolescentes com DF.
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    Positividade de alcoolemia e exames toxicológicos em necrópsias de auto de resistência em Salvador-Ba
    (2025-07-04) SANTOS, Daniela Maria Oliveira Cruz dos; LIMA, Bruno Gil de C.; BARRETO FILHO, Raul Coelho; SCHINDLER, Sandra Serapião; APÓSTOLOS, Robson Augusto Andrade Cardoso dos
    O Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.
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    Percepção visual subjetiva e de dor em pacientes submetidos a cirurgia de catarata sob anestesia tópica: um estudo transversal
    (2025-09-05) CARNEIRO, Franklin Oliveira Leão; CAMELIER, Aquiles Assunção; MARBACK, Eduardo Ferrari; PINHEIRO, Regina Helena Rathsam; VILLAS-BÔAS, Flavia da Silva; BARROS, Joao Jose Borges de
    O Brasil notifica mais de 6.000 óbitos por confronto policial a cada ano. Estudos na literatura indicam que o uso de álcool e drogas aumenta a chance de resistência. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência do uso de álcool e drogas nos casos de mortes por auto de resistência em Salvador-BA e testar a associação entre positividade de drogas e pólvora combusta em punhos. Métodos: Foram avaliados 501 laudos cadavéricos sobre mortes em confronto policial, para detectar a positividade de alcoolemia, maconha, cocaína e disparo de arma de fogo. Resultados: Um total de 246 (76,8%) indivíduos estavam sob efeito de alguma das substâncias pesquisadas. 500 (99,8%) eram homens, 543 (96,4%) eram negros, 470 (94,2%) eram solteiros. A mediana da idade foi 21 anos, com média de 22 anos (DP 6,5). A média da alcoolemia foi 1,38 dg/L (DP 3,5). A positividade para alcoolemia foi 28%; para maconha foi 52,4%, e para cocaína, 31%. A associação de maconha e cocaína foi a mais frequente: 25,8%. Dos indivíduos que não usaram álcool, 69% estavam positivos para drogas. A confirmação do disparo de arma de fogo foi identificada em 61% dos 210 indivíduos pesquisados com método confiável. Conclusão: Este estudo identificou incidência de 76,8% de uso de drogas em combinação com álcool em mortes por auto de resistência em Salvador-BA.
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    Evolução dos partos e desfechos perinatais após a indução de parto com misoprostol vaginal: um estudo transversal
    (2025-01-31) LESSA, Licemary Guimarães; LIMA, Bruno Gil de C.; OLIVEIRA, Rone Peterson C.; BRITTO, Renata Lopes; MACHADO, Marcia Sacramento Cunha
    Introdução: A Organização Mundial de Saúde define indução do parto como “o processo de estimulação artificial do útero para iniciar o trabalho de parto”. Objetivo: Comparar a evolução dos partos e desfechos perinatais em gestantes que foram submetidas a indução com misoprostol em trabalho de parto espontâneo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, observacional e retrospectivo, com análise de dados obtidos na Maternidade Climério de Oliveira, por meio de prontuários. A coleta foi realizada no período de janeiro a outubro de 2019. Resultados: Foram incluídas 323 gestantes, das quais 41,7% foram induzidas com misoprostol. Entre as gestantes que passaram pela indução protocolar com misoprostol, o tempo médio observado foi de 16,12 horas durante o período de indução e nas gestantes em trabalho de parto espontâneo, foi de 6,27 horas até o parto. A média de duração da estadia hospitalar foi maior para as gestantes que passaram pela indução. Conclusão: Os partos submetidos à indução não apresentaram aumento significativo de desfechos negativos no cuidado ao parto, em comparação aos partos espontâneos.
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    Uma década de mudanças na diálise peritoneal no Brasil: desafios e perspectivas no sistema público do Brasil
    (2025-01-28) MOURA NETO, José Andrade; CRUZ, Constança Margarida Sampaio; ANDRADE, Luís Gustavo Modelli de; QUEIROZ, Luiz Alberto Cravo Pinto de; SILVA, Cassiano Augusto Braga José Carolino Divino Filho; SOUZA, Edison Régio de Moraes; ALMEIDA, Antonio Raimundo Pinto de; DIVINO FILHO, José Carolino
    "Introdução: A Constituição Brasileira define a saúde como um direito universal e um dever do Estado. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso gratuito a cuidados integrais, incluindo terapias renais substitutivas (TRS), como diálise e transplante renal, para todos os brasileiros. Objetivo: Analisar as tendências de uso da diálise peritoneal (DP) no sistema público de saúde brasileiro ao longo de um período de 10 anos, examinando mudanças geográficas, demográficas e clínicas. Métodos: Utilizando dados do DATASUS e uma metodologia inovadora para avaliar pacientes em TRS, examinamos tendências na utilização de DP e características dos pacientes entre 2014 e 2023, incorporando informações do Censo de Diálise da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Resultados: O uso de DP diminuiu de 6,5% em 2014 para 4,3% em 2023. As reduções foram mais acentuadas nas regiões Norte e Nordeste, enquanto o uso aumentou no Centro-Oeste e diminuiu no Sudeste e Sul entre 2016 e 2023. A proporção de centros que oferecem DP caiu de 51,6% em 2014 para 37,9% em 2023. A idade dos pacientes e a proporção de indivíduos pardos ou negros em DP aumentaram, enquanto os níveis séricos de hemoglobina, paratormônio e fósforo permaneceram estáveis ao longo do tempo. Conclusões: Este estudo oferece insights para gestores de políticas públicas, com o objetivo de apoiar a DP e abordar necessidades de financiamento e treinamento, promovendo acesso equitativo às TRS no sistema público de saúde brasileiro."
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    Implantação de um programa de gestão com foco em educação permanente em unidades de terapia intensiva
    (2025-01-23) OLIVEIRA JUNIOR, Lúcio Couto de; MENEZES, Marta Silva; BARROS, Rinaldo Antunes; LIMA FILHO, Humberto Castro; SILVA, Mary Gomes; MACEDO, Pedro Hamilton Guimarães; RAMOS, João Gabriel Rosa; CORREIA, Luís Cláudio Lemos
    "INTRODUÇÃO: As boas práticas de gestão hospitalar devem buscar eficiência na execução da atividade-fim e harmonia entre a área técnica e a gerencial. No Brasil, surgem desafios organizacionais, gerenciais e estruturais para manter uma equipe multidisciplinar de terapia intensiva motivada e atualizada cientificamente, garantindo a manutenção de um padrão de qualidade na assistência que impacte positivamente nos desfechos clínicos dos pacientes. Diante do exposto, tornam-se necessárias ações modificadoras do cenário em que é prestada a assistência ao doente crítico, principalmente em ambientes de recursos limitados. OBJETIVO: Testar a implementação de processos sistematizados de intervenção, com foco em educação permanente em serviço, em unidades de terapia intensiva, de um hospital público de referência da segunda maior cidade da Bahia (BA). METODOLOGIA: foi realizado um estudo observacional, tipo corte transversal analítico, com dois recortes temporais, de indicadores obtidos nas unidades de terapia intensiva existentes em Hospital Público do interior da Bahia referente aos anos de 2017 e 2019. As variáveis estudadas foram coletadas em etapas através do software de gestão EPIMED MONITOR: ETAPA 1: mensuradas as variáveis tempo de morte, permanência e reinternação na UTI a partir dos indicadores dos 12 meses de 2017. (época em que a execução do pacote de gestão não era feita da forma sistematizada). ETAPA 2: mensuradas as variáveis morte, tempo de permanência e reinternação nas UTIs a partir dos indicadores dos 12 meses de 2019, dois anos após o início da aplicação dos processos sistematizados de intervenção na gestão em execução nas UTI do hospital. ETAPA 3: após finalizada a coleta dos dados mensurados, foi estabelecida relação comparativa entre as variáveis mensuradas antes e depois da intervenção sistematizada com a aplicação da análise estatística. As variáveis numéricas foram verificadas pelos testes t independente (distribuição paramétrica), mann–whitney (distribuição não paramétrica) e kologomorov Smirnov (normalidade). As variáveis categóricas foram verificadas pelo teste qui-quadrado enquanto as dicotômicas pelo teste exato de Fischer. RESULTADOS: A frequência de óbito nas UTIs foi de 30,4% e no hospital foi de 44,1%. A mediana do tempo de permanecia nas UTIs foi de 5 dias e no hospital foi de 19 dias. Na análise inferencial da comparação dos indicadores/variáveis com os grupos de participantes no ano de 2017 com o ano de 2019, ocorreu um maior número de reinternação no período de 2017 e um menor tempo de internação hospitalar no período de 2019. Não foi observada diferença de mortalidade na comparação entre os dois períodos. CONCLUSÃO: Os processos sistematizados de intervenção na gestão de unidades de terapia intensiva, de um hospital público da segunda maior cidade da Bahia com foco em educação permanente em serviço foram implementados. Os resultados encontrados na comparação dos dois períodos antes e depois da execução do referido pacote de gestão com foco em educação permanente mostraram redução de tempo de internação hospitalar e redução da reinternação em UTI sem impacto na mortalidade. Esses resultados sugerem a necessidade de realização de novos estudos para investigação de relação de causa e efeito entre essa simples intervenção e os desfechos observados. "
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    Reversão de recomendações terapêuticas de guidelines sobre doença coronariana do colégio americano de cardiologia
    (2025-07-11) CALDAS, Alessandra Carvalho; CORREIA, Luís Cláudio Lemos; MATIAS, Denise Silva; VIANA, Mateus dos Santos; RABELO, Diego Ribeiro; GOES, Bruno Teixeira; BASTOS, Clara Maia; BARRETO SEGUNDO, João de Deus
    Introdução: Reversão médica é um fenômeno descrito quando uma conduta médica estabelecida deixa de ser recomendada devido ao surgimento de melhores evidências a respeito de sua eficácia ou segurança. A cardiologia é a especialidade médica com maior número de reversões descritas, porém há escassos trabalhos demonstrando a probabilidade de reversão nos guidelines do ACC/AHA. A doença coronariana é a principal causa de mortalidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Objetivos: (1) Descrever a frequência de reversão médica nos guidelines de doença arterial coronária publicados pelo American College of Cardiologia/American Heart Association (ACC/AHA) e descrever a frequência de reversão médica nos diferentes estratos de níveis de evidência. Métodos: No período entre 1999 e 2019, foram analisados os guidelines de doença coronária estável, síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST e infarto com supradesnível do segmento ST. Condutas foram definidas como fortemente recomendadas, moderadamente recomendadas ou contraindicadas, conforme as respectivas definições de Classe I, II e III utilizadas por estes guidelines. A qualidade da evidência foi descrita pelos guidelines como alta, moderada ou baixa. O mais recente guideline de cada tópico foi comparado à primeira versão publicada, a fim de identificar reversão médica, definida pela mudança de uma recomendação forte ou moderada para contraindicada, ou simplesmente o desaparecimento de recomendação. Foram também registradas as mudanças de recomendação forte para moderada, assim como as razões de mudanças. Resultados: Foram identificadas 224 recomendações terapêuticas nos três tipos guidelines originais, sendo 66% fortes e 19% baseadas em evidências de alta qualidade, 42% em evidências de moderada qualidade e 39% de evidências de baixa qualidade. Foram identificadas 49 reversões médicas, representando uma frequência de 22% dentre todas as recomendações terapêuticas. Reversão médica foi observada em apenas uma de 45 (2%) condutas baseadas em evidência de alta qualidade, 24 de 100 (24%) condutas baseadas em evidência de moderada qualidade e 24 de 79 (30%) evidências de baixa qualidade. Conclusão: É alta a frequência de reverão médica no campo da doença arterial coronária, avaliada a partir de modificações nos guidelines americanos da cardiologia e também alta os níveis de evidência com qualidade moderada (B) e inferior (C) nas recomendações que sofreram reversão médica. Em guidelines de doença coronária do ACC/AHA, o fenômeno de reversão médica é comum em recomendação baseadas em moderada ou baixa qualidade de evidência, porém raro naquelas com alto nível de evidência.
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    Preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade: estudo longitudinal prospectivo
    (2025-06-16) MACHADO, Claudia Costa Pinto Furtado; PINTO, Elen Beatriz Carneiro; SOUSA, Mayra Castro de Matos; DIAS, Cristiane Maria Carvalho Costa; MAIA, Helena Maria Silveira Fraga; NASCIMENTO, Carla Ferreira do; ALMEIDA, Lorena Rosa Santos de
    Introdução: Queda é a segunda principal causa de morte por ferimentos não intencionais no mundo e as consequentes lesões são uma ameaça ao envelhecimento ativo. Estudos longitudinais que abordam os fatores de risco relacionados a quedas na população idosa e robusta são escassos. Ampliar a investigação dos fatores de risco para quedas na população idosa com diferentes condições de saúde pode favorecer o planejamento de medidas especificas voltadas para a prevenção e redução da ocorrência de quedas nessa população. Objetivo: Investigar os preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade. Casuística e métodos: Coorte prospectiva, cujo desfecho primário foi a incidência de quedas ao longo de um ano após entrada no estudo. A população-alvo do estudo foi composta por indivíduos idosos com idade > 65, robustos, de acordo com os critérios do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 20 (IVCF-20), e residentes na comunidade. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e as seguintes escalas: Indice da qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI), Timed Up Go Test (TUG), Escala de Confiança no Equilíbrio (ABC), Escala Comportamental para Risco de Queda (FaB Brasil), Montreal Cognitive Assessment Basic (MoCA-B), e testado a força muscular através da aferição da força de preensão palmar. As variáveis que apresentaram associação com a ocorrência de quedas na análise univariada (p< 0,20) foram inseridas em um modelo multivariado de Regressão de Cox. Curvas de sobrevida de Kaplan Meier foram construídas para as variáveis categóricas e sua associação com variável de desfecho (queda em um ano) analisada pelo Teste de Log Rank. Resultados: Foram analisados 94 idosos robustos, a maioria do sexo feminino, com alto nível educacional e cognição preservada, sem comprometimento na mobilidade funcional, moderadamente ativos, com alta confiança no equilíbrio e que apresentavam um comportamento protetor em relação ao risco de quedas. A incidência de queda foi de 28,7%. No modelo multivariado, histórico de infecção por COVID-19 e vulnerabilidade clínico-funcional permaneceram como preditoras significativas de ocorrência de quedas. Conclusão: Esse estudo prospectivo demonstrou que a vulnerabilidade clínico-funcional e o histórico de infecção por COVID-19 foram preditores independentes de quedas em idosos robustos, residentes na comunidade.
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    Prevalência de HTLV-1 em gestantes e alterações gestacionais no intercurso da infecção na Bahia
    (2025-04-05) Jacielma de Oliveira Freire; GRASSI, Maria Fernanda Rios; Boa Sorte, Ney Cristian Amaral; Souza, Laio Magno Santos de; OLIVEIRA, Carolina Rosadas de; DALL'Agnol, Hivana Patrícia Melo Barbosa; MORAES, Clarice Neuenschwander Lins de
    Introdução: A infecção pelo HTLV em gestantes tem alta prevalência na Bahia. As vias de transmissão são semelhantes às do HIV, embora a falta de tratamento específico para o HTLV promova ainda maior preocupação com a via de transmissão vertical e necessidade de reconhecimento de características da gestação que colaborem com estratégias de prevenção. Objetivos: Determinar a prevalência da infecção por HTLV-1 em gestantes da Bahia e as alterações gestacionais associadas à infecção. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva, sendo infecção pelo HTLV (quimiluminescência confirmado por Western Blotting-WB) como fator de exposição. A primeira coorte foi formada por gestantes testadas no Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN-BA) identificadas pelo cruzamento dos bancos Gerenciador de Ambiente Laboratorial - GAL, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC, Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM no período de 2017-2022. A segunda coorte avaliou gestantes atendidas em uma maternidade escola de Salvador. Foram determinadas prevalência, taxa de testagem e as características da díade gestante/ recém-nascido no parto. Resultados: Na Bahia, 64.821 gestantes foram identificadas para o estudo. A prevalência de HTLV-1 entre gestantes foi de 0,7% (442/64821). O principal subtipo foi o HTLV-1 com 383 casos, tendo prevalência de 0,6%, seguido da coinfecção HTLV-1 e 2, 41 casos (0,1%), 11 (0,02%) sem subtipo identificado, 7 (0,01%) para HTLV-2 e 106 (0,2%) com WB indeterminado. Observouse uma variação de prevalência entre as regiões, com taxas de 0% a 7,82%, formando aglomerados em algumas áreas (sendo as maiores prevalências nas regiões de saúde de Valença, Salvador e Ilhéus). A taxa de testagem global na Bahia foi de 6,93%. Foi observado variação no número de partos e abortamentos (p<0,01), com predominância de mais gestações nas portadoras de HTLV. A avalição das gestantes da maternidade indicou que gestantes infectadas tiveram maior prevalência de distúrbios metabólicos (11,5 vezes), hipertensão/eclâmpsia (5,6 vezes), asma e restrição de crescimento intrauterino (9 vezes) em comparação com não infectadas. Infecções (6,6 vezes), doenças sexualmente transmissíveis (13 vezes), incompetência cervical e ruptura prematura de membranas (3 vezes) foram mais frequentes entre as não infectadas. Gestantes infectadas apresentaram mais parto prematuro e resultados adversos, principalmente em distúrbios metabólicos, mas sem significância estatística. Também foram observadas lacunas no acesso a intervenções preventivas, como diagnóstico pré-gestacional e informações sobre a fórmula láctea. Conclusão: A prevalência de HTLV-1 entre gestantes na Bahia apresentou grande variação regional. Embora as diferenças nos resultados alterações gestacionais não tenham sido significativas, as complicações associadas ao HTLV-1 exigem maior atenção. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas voltadas à melhoria do acesso ao diagnóstico precoce e a intervenções preventivas, além da continuidade da pesquisa sobre estratégias terapêuticas para reduzir a transmissão vertical e melhorar os resultados maternos e neonatais.
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    Concordância entre cirurgiões e anestesiologistas sobre as abordagens anestésicas nas cirurgias urogenitais pediátricas: Um estudo observacional
    (2025-05-19) SOUSA, Diego Abel Leite; BARROSO JÚNIOR, Ubirajara de Oliveira; OLIVEIRA, Antônio Carlos Cerqueira; SANTOS, Paulo Sérgio Santana dos; BARROS, Rinaldo Antunes
    INTRODUÇÃO: As cirurgias urogenitais pediátricas estão entre as mais realizadas no mundo, e ainda não existe ampla concordância sobre as técnicas anestésicas para a sua realização. Apesar de evidências sobre diversos efeitos adversos e possíveis efeitos neurotóxicos da anestesia geral, ainda existem opiniões diversas entre especialistas. As práticas parecem sinalizar que anestesiologistas e urologistas possam não estar em plena concordância quanto a escolha da técnica anestésica para seus pacientes. OBJETIVOS: Observar a concordância entre urologistas e anestesiologistas, atuantes no território brasileiro, quanto às técnicas anestésicas de preferência para as cirurgias urogenitais pediátricas. Adicionalmente, descrever a satisfação atual com a prática anestésica e a utilização da ultrassonografia como método auxiliar da anestesia regional desses pacientes. MÉTODO: Estudo de corte transversal, com abordagem de todos os anestesiologistas e urologistas atuantes e inscritos nas respectivas sociedades nacionais de classe. Foram coletados dados relacionados ao perfil profissional da amostra, preferências por anestesia geral ou regional, opiniões a respeito da anestesia para a cirurgia uropediátrica genital, satisfação pessoal e uso da ultrassonografia como auxílio à técnica. A análise estatística utilizou-se dos testes de Qui-quadrado e exato de Fisher, além da regressão logística para controle de variáveis confundidoras. RESULTADOS: O banco de dados foi composto de 428 participantes. Após análise multivariada, ser urologista(p=0,01), não estar atualizado no tema (p=0,03) e não possuir titulação acadêmica (p=0,02) foram fatores significativos para a preferência pela anestesia geral nesses pacientes. Urologistas preferiram bloqueios mais superficiais para cirurgias distais, e anestesia geral isolada para cirurgias mais proximais, ao passo que anestesiologistas preferiram técnicas mais invasivas para cirurgias distais e bloqueio caudal nas cirurgias proximais. A maior parte dos urologistas (56,2%) encontra-se satisfeita com a prática atual, contra 43,7% dos anestesiologistas (p=0,039). CONCLUSÃO: As discrepâncias entre os profissionais estudados podem estar relacionadas a falhas de treinamento e comunicação entre as especialidades. É possível que a variabilidade de atitudes médicas e satisfação encontradas possa ser mais bem ajustada com práticas de educação continuada e comunicação mais eficaz.
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    Sistema renina angiotensina aldosterona em mulheres que utilizam e não utilizam contraceptivo hormonal injetável trimestral
    (2025-04-14) OLIVEIRA, Alice Miranda de; PETTO, Jefferson; LIMA, Bruno Gil de Carvalho; GARDENGHI, Giulliano; CORREIA, Helena França
    Introdução: Estudos apontam que o uso do contraceptivo oral combinado está associado ao aumento da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) devido a presença do etinilestradiol em sua composição. No entanto, a influência das progestinas injetáveis no SRAA ainda carece de investigação. Objetivo: Testar a hipótese de que o contraceptivo hormonal injetável trimestral, composto por acetato de medroxiprogesterona, aumenta a atividade do sistema renina angiotensina aldosterona. Método: Estudo observacional de corte transversal, composto por 62 mulheres com idade entre 18 e 30 anos, eutróficas, irregularmente ativas, em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona) há pelo menos 6 meses ou que não fizessem uso de nenhum tipo de contraceptivo hormonal há pelo menos 6 meses. A amostra foi dividida em: Grupo contraceptivo hormonal injetável (GCHI) com n=23 e Grupo sem contraceptivo hormonal injetável (GSCHI) com n=39. No primeiro momento as voluntárias foram submetidas a um exame físico e responderam um questionário padrão. Posteriormente foram encaminhadas para coleta sanguínea das variáveis laboratoriais: atividade e concentração da renina plasmática, enzima conversora da angiotensina 1 (ECA 1) e aldosterona. Os dados foram analisados pelo Teste t student bidirecional, com significância < 0,05. Resultados: O GCHI apresentou valores médios de atividade da renina plasmática menores do que o GSCHI, respectivamente 0,4 ± 0,17 vs 1 ± 0,6 (p= <0,01). Os valores médios da concentração da renina plasmática, ECA 1 e aldosterona não diferiram entre os grupos (respectivamente, p= 0,21; 0,66; 0,09). Conclusão: Mulheres em uso de contraceptivo hormonal injetável trimestral não apresentam maior atividade do SRAA que suas congêneres que não utilizam esse fármaco.
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    O efeito da endometrite crônica na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade do embrião em ciclos de fertilização in vitro: um estudo de caso-controle
    (2025-05-09) SANTANA, Jamille Ribeiro de; BRITO, Milena Bastos; CECCHINO, Gustavo Nardini; FERNANDES, Atson Carlos de Souza; COSTA, Gustavo Nunes de Oliveira; SILVA, Taynná El Cury
    Introdução: A Endometrite Crônica (EC) é uma doença inflamatória persistente no endométrio, causada por agentes bacterianos ou corpos estranhos, como dispositivos intrauterinos. Essa condição produz uma alteração edematosa na camada superficial do endométrio, prejudica a receptividade endometrial e pode resultar em infertilidade, falhas recorrentes de implantação e/ou perdas gestacionais. Objetivo: investigar se a presença de EC influencia na maturação oocitária e no desenvolvimento e qualidade embrionária em pacientes submetidas à fertilização in vitro (FIV) com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de caso-controle pareado, que incluiu 70 pacientes entre 28 e 46 anos de idade, submetidas a ciclos de FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoide no período entre abril de 2018 e setembro de 2023, e à biópsia endometrial com teste molecular para detecção de EC. As pacientes foram divididas em dois grupos: presença de EC (caso; n=35) e ausência de EC (controle; n=35). Os oócitos, zigotos e embriões foram classificados de acordo com o Consenso de Istambul e o Sistema de classificação de blastocistos de Gardner. Os embriões do terceiro dia (D3) foram classificados em boa ou baixa qualidade, conforme o Consenso da ASEBIR (Asociación para el Estudio de la Biología de la Reproducción). A qualidade dos blastocistos foi categorizada pelo sistema simplificado de pontuação de embriões SART. Resultados: Foram coletados 472 oócitos no grupo sem EC e 435 oócitos no grupo com EC (p = 0,343). A maturação dos oócitos em metáfase II foi de 73% no grupo de mulheres sem EC e 72% no grupo de mulheres com EC (p = 0,544). As taxas de fertilização foram de 83% e 81% (p = 0,767), respectivamente. A proporção de embriões no D3 nos dois grupos foi idêntica (99%; p = 0,158). Desses embriões de D3, 81% do grupo sem EC apresentaram boa qualidade, enquanto isto aconteceu em 74% no grupo com EC (p = 0,227). A taxa de blastocistos formados (5º e 6º dia) foi de 60% no grupo sem EC e 53% no grupo com EC (p = 0,040). Entre os blastocistos formados, 42% de boa qualidade no grupo controle versus 40% no grupo casos (p = 0,535), enquanto 48% versus 47% apresentaram qualidade moderada (p = 0,995), e 9% e 12% qualidade ruim (p = 0,607), respectivamente. Conclusão: a EC demonstrou não comprometer a maturação oocitária nem a ualidade e o desenvolvimento embrionário no contexto de FIV com ICSI.
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    Impacto da valvoplastia pulmonar por balão em pacientes portadores de estenose pulmonar valvar em hospital terciário de Salvador – Bahia
    (2025-06-11) AROUCA, Aline do Aido Varanda; LADEIA, Ana Marice Teixeira; RITT, Luiz Eduardo Fonteles; CÂMARA, Edmundo José Nassri; RONDON, Atila Victal
    Introdução: A estenose valvar pulmonar (EPV) é uma cardiopatia congênita caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo na via de saída do ventrículo direito, representando 8-10% das malformações cardíacas congênitas. A valvoplastia pulmonar por balão (VPB) é consagrada como terapia de primeira linha para esta condição, porém seus efeitos sobre a função ventricular direita não são completamente elucidados. Objetivo: Descrever o comportamento da função ventricular direita e variáveis valvares após valvoplastia pulmonar percutânea por balão em pacientes pediátricos portadores de estenose valvar pulmonar em um serviço de referência no nordeste brasileiro. Métodos: Estudo longitudinal observacional retrospectivo do tipo antes e depois incluindo 39 pacientes submetidos à VPB entre 2013 e 2023. Foram avaliadas variáveis ecocardiográficas da função ventricular direita (área fracional, onda S' do anel tricúspide, TAPSE), gradientes transvalvares pulmonares (médio, máximo e pico a pico) e repercussões sobre as valvas pulmonares e tricúspide nos períodos pré e pós-procedimento. Resultados: Observou-se predomínio do sexo feminino (56,4%), com mediana de idade de 1 ano. A função ventricular direita manteve-se preservada após o procedimento, sem alterações estatisticamente significativas nos parâmetros convencionais (p=1,00), embora tenha sido observada tendência de redução na avaliação longitudinal (r=-0,3). Os gradientes transvalvares tiveram redução significativa (gradiente pico a pico: -46,05 mmHg; p<0,0001; ²=0,8024). Houve aumento significativo na prevalência de insuficiência pulmonar pós-procedimento (p<0,0001), porém sem associação com a magnitude da queda do gradiente. Não foram observadas alterações significativas na função tricúspide ou na hipertrofia ventricular direita no período valiado. Conclusão: A valvoplastia pulmonar por balão esteve associada a redução dos gradientes transvalvares,, sem alteração da função ventricular direita no período imediato. O desenvolvimento de insuficiência pulmonar representou consequência frequente, porém independente da magnitude do efeito hemodinâmico. O remodelamento ventricular completo possivelmente requer período mais prolongado, justificando a ausência de alterações significativas na hipertrofia ventricular direita e na função tricúspide no seguimento inicial.
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    Perfil epidemiológico dos casos de tentativa de suicídio por intoxicação exógena em adolescentes nas regiões brasileiras no período 2018 a 2023: estudo ecológico
    (2025-05-22) BULHÕES, Juliana Dorea Pereira de; ANDRADE, Bruno Bezerril de; DUARTE, Beatriz Barreto; SILVA, Luciana Rodrigues; AGUIAR, Wania Marcia de; LIMA, Bruno Gil de Carvalho
    "Introdução: O suicídio é uma das principais causas de morte entre adolescentes no mundo todo, com tentativas de suicídio sendo fortes preditores de suicídios consumados. O envenenamento exógeno é um dos métodos mais frequentemente usados, mas no Brasil existe uma limitação nas pesquisas epidemiológicas em larga escala abordando essa questão. Objetivo: Descrever as características socioepidemiológicas, tendências temporais e disparidades regionais e delinear o impacto da pandemia de COVID-19 nas tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros de 2018 a 2023. Métodos: Este estudo ecológico de base populacional analisou o perfil epidemiológico e as tendências temporais das tentativas de suicídio por envenenamento exógeno relatadas entre adolescentes no Brasil. Os casos foram analisados por características demográficas, agentes tóxicos, atendimento recebido e distribuição geográfica nas regiões brasileiras. Cenário: Dados nacionais sobre pacientes notificados com tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes de 10 a 19 anos, coletados nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Participantes: Este estudo ecológico de base populacional analisou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) sobre tentativas de suicídio por envenenamento exógeno notificadas entre adolescentes de 10 a 19 anos de 2018 a 2023. Exposição: Tentativas de suicídio por envenenamento exógeno conforme registrado no banco de dados do SINAN. Resultados: O desfecho primário foi a incidência de tentativas de suicídio relatadas por envenenamento exógeno. Estatísticas descritivas resumiram os dados, e tendências temporais foram analisadas usando a Decomposição de Tendências Sazonais baseada em LOESS (STL) e o teste de Mann-Kendall e aplicada análise de séries temporais interrompidas (ITSA) para mensurar o impacto da COVID-19 nas notificações. Taxas de incidência cumulativas por 100.000 habitantes foram calculadas para comparações regionais. Entre 142.251 casos analisados, a maioria ocorreu em mulheres (81,2% no grupo de 10 a 14 anos; 89,6% no grupo de 15 a 19 anos). Os agentes tóxicos mais frequentemente relatados foram medicamentos (87,0% em 10 a 14 anos; 84,4% em 15 a 19 anos), e a maioria das exposições ocorreu em casa (89,8%). Um pico de casos foi observado em 2019, seguido por um declínio em 2020 durante a pandemia de COVID-19, com uma tendência crescente a partir de 2021. A análise de tendências mostrou um aumento significativo nas tentativas de suicídio na maioria das regiões e em ambas as faixas etárias, com um aumento particularmente pronunciado no grupo de 10 a 14 anos. A análise do ITSA mostrou a subnotificação na pandemia de COVID-19. Conclusão: A alta carga de tentativas de suicídio por envenenamento exógeno entre adolescentes brasileiros destaca a necessidade de políticas de saúde mental fortalecidas, farmacovigilância aprimorada e estratégias de prevenção direcionadas. A COVID-19 impactou negativamente o sistema de notificação e o número de notificações. As disparidades regionais significativas e a incidência crescente entre adolescentes mais jovens ressaltam a urgência de expandir os serviços de saúde mental e restringir o acesso a agentes tóxicos para mitigar o risco de suicídio nessa população vulnerável.
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    Viabilidade e segurança da radiofrequência não ablativa, terapia de ondas de choque radiais e terapias combinadas no manejo da disfunção erétil
    (2023) Carlos André Gomes Silva Mamede
    Introdução: A Radiofrequência Não Ablativa (RFNA) promove calor por ondas eletromagnéticas. A Terapia por Ondas de Choque Radiais (TOCR) consiste na emissão de ondas acústicas com alta pressão. Acredita-se que a combinação destes recursos pode induzir a liberação do fator de crescimento endotelial, a síntese de óxido nítrico e a proliferação de antígeno de célula nuclear. Objetivo: O presente trabalho objetiva testar a segurança e a viabilidade da radiofrequência, ondas de choque e terapias combinadas no tratamento da disfunção erétil. Material e Métodos: Trata-se de resultados preliminares de um ensaio clínico randomizado com formação de três grupos: Grupo Radiofrequência Não Ablativa (GRF), Grupo Terapia por Ondas de Choque (GTOC) e Grupo Terapia Combinada (GTC). Após a assinatura do TCLE, o paciente foi avaliado por um pesquisador treinado e respondeu um questionário de dados sociodemográficos e anamnese básica e preencheu questionários autoaplicáveis: Índice Internacional de Função Erétil (IIFE) e Questionário de Qualidade de Ereção (QEQ). Após aplicação dos questionários, foi realizada a Ultrassonografia com Doppler de Pênis (UDDP) por um médico radiologista experiente. O exame foi realizado no pênis dos pacientes e os parâmetros utilizados no UDDP para fornecer um diagnóstico vascular geral incluem a Velocidade Sistólica de Pico (VSP), Velocidade Diastólica Final (VDF), Índice Resistivo (RI) e diâmetro da artéria cavernosa, todas as medidas foram coletadas tanto do corpo cavernoso direito quanto esquerdo. As medidas da UDDP foram realizadas após a aplicação de uma injeção indutora. No GRF foi realizado a aplicação da radiofrequência com o aparelho Neartek da fabricante Ibramed a uma temperatura de 39ºC por dois minutos. No GTOC foi utilizado o THORK Shock Wave da fabricante Ibramed com os seguintes parâmetros: frequência de 12Hz, energia de 180mJ e 2.000 disparos em cada lado do pênis. Já os participantes alocados no GTC os dois procedimentos foram executados em um mesmo atendimento. Nos três grupos, os participantes foram submetidos a 12 sessões, duas vezes por semana. Resultados: Durante o estudo, 23 pacientes foram acompanhados sem perdas no seguimento e nem relatos de dor ou desconforto. Dentre eles, 9 estavam no grupo GRF, 6 no grupo GTOC e 8 no grupo GTC. A pesquisa não mostrou diferença estatística entre essas três opções de tratamento na resposta hemodinâmica, na qualidade da ereção e na função erétil. Conclusão: Este estudo mostrou que a RFNA, TOCR e Terapias Combinadas são técnicas viáveis e seguras por não haver relatos de efeitos adversos ou algum tipo de incômodo, dor ou desconforto.
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    Transtornos psiquiátricos em pacientes em hemodiálise crônica em clínica na Bahia: a influência da pandemia
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) LANDIM, Daniela de Queiroz Moura; CRUZ, Constança Margarida Sampaio
    A Doença Renal Crônica é um relevante problema na saúde pública no Brasil, com elevada prevalência e alta morbimortalidade. Por diversos fatores ligados à doença e ao seu tratamento, existe uma alta taxa de distúrbios psiquiátricos associados à essa doença. Nos últimos anos o mundo enfrentou uma realidade sem precedentes, com o isolamento social como medida protetora de vida para a nova pandemia do COVID-19. Evidências sugerem que esse isolamento possa ter aumentado a prevalência, antes já elevada, dos distúrbios psiquiátricos nos pacientes renais crônicos. Admite-se que o diagnóstico precoce e preciso dos transtornos psiquiátricos em unidades de diálise possa contribuir na elaboração de estratégias de tratamento, diminuindo a morbidade e mortalidade causadas pelos transtornos. Objetivo: Determinar a prevalência de distúrbios psiquiátricos em pacientes em hemodiálise crônica, durante a pandemia de COVID-19, avaliando uma possível associação do diagnóstico de COVID-19 e de algumas variáveis clínicas e sociodemográficas com a ocorrência desses transtornos psiquiátricos. Metodologia: Estudo de corte transversal realizado em uma clínica de nefrologia na Bahia, entre março e julho de 2023. A amostra foi de 119 pacientes escolhidos por randomização simples. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e clínicas associadas à ocorrência de transtornos psiquiátricos em pacientes com Doença Renal Crônica. Os pacientes foram avaliados pelo Mini International Neuropsychiatric Interview (M.I.N.I.), entrevista padronizada de diagnóstico de transtornos psiquiátricos, de fácil e rápida aplicabilidade, validada internacionalmente. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (57,1%) e morava em área urbana (83,2%). Quarenta e oito pacientes (40,3%) tinham menos do que 3 anos em hemodiálise. A quantidade de pacientes que tiveram COVID-19 (48,7%) e que não tiveram (51,3%) foi semelhante na amostra. Apenas 34,5% dos pacientes tinham Kt/V menor do que 1,2. Sessenta e dois pacientes (52,1%) apresentaram pelo menos um transtorno psiquiátrico. Os mais comuns foram Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) (42%) e Episódio Depressivo Maior (EDM) (18,5%). Não houve associação do diagnóstico de COVID19 com qualquer distúrbio psiquiátrico. Entre os 58 pacientes que tiveram COVID-19, os homens tiveram uma chance menor de desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,30; IC 95% [0,10-0,91]) e de desenvolver, especificamente, TAG (OR=0,28; IC 95% [0,09-0,84]). Dentre esses pacientes, os que tinham < 3 anos em tratamento dialítico tiveram mais distúrbios psiquiátricos diagnosticados (58,1%; p=0,017) e os pacientes com > 5 anos de tratamento tiveram uma chance significantemente menor do que os outros pacientes em desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,17; IC 95% [0,05-0,61]) e de desenvolver TAG (OR=0,10; IC 95% [0,02-0,39]). Conclusões: A prevalência global de transtornos psiquiátricos é alta, de 52,1%, e os transtornos mais comuns foram TAG e EDM. O diagnóstico de COVID-19 não mostrou associação positiva com qualquer distúrbio psiquiátrico. Entre os pacientes que tiveram COVID-19, as mulheres tiveram mais distúrbio psiquiátrico, assim como, especificamente, tiveram mais TAG e os pacientes que tinham mais do que 5 anos de tratamento tiveram uma chance significantemente menor de desenvolver algum transtorno psiquiátrico (OR=0,17; IC 95% [0,05-0,61]) ou TAG (OR=0,10; IC 95% [0,02-0,39]).
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    Análise comparativa da eficácia de intervenções para indiviuos com o transtorno do espectro autista: uma revisão sistemática com metanálise
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) ARAUJO, Ivan de Sousa; PONDÉ, Milena Pereira
    Contexto. A gravidade dos sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta considerável variabilidade entre os indivíduos, assim como as habilidades de funcionamento adaptativo e a quantidade de suporte necessário nas atividades diárias, que podem variar de níveis mínimos a substanciais. Em função dessas variações, este estudo tem como objetivo avaliar, por meio de uma revisão sistemática com o uso de uma ferramenta de meta-análise em rede, a hierarquia das intervenções não farmacológicas utilizadas no tratamento do TEA, visando identificar qual das intervenções terapêuticas apresenta maior eficácia no tratamento desse transtorno. Adicionalmente, foram comparadas as intervenções com base na quantidade de horas semanais, a fim de determinar se o aumento na carga horária impacta a efetividade do tratamento. Métodos. Foi conduzida uma revisão sistemática com meta-análise em rede, seguindo o protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses). As bases de dados MEDLINE e PsycINFO foram utilizadas para a triagem dos estudos, além do acesso ao ClinicalTrials.gov para identificar ensaios clínicos não publicados. A pesquisa foi realizada em outubro de 2023, sem restrições de idioma ou data de publicação. Foram utilizados os descritores "ASD", "autism", "autism spectrum disorder" em combinação com os nomes das psicoterapias incluídas. Duas meta-análises em rede foram conduzidas: uma comparando a eficácia das psicoterapias e outra comparando intervenções de diferentes cargas horárias semanais. Também foi realizada uma meta-regressão para avaliar a sensibilidade das análises. O risco de viés foi avaliado com base no Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions. O software R com o pacote "gemtc" foi utilizado para cálculos de meta-análise em rede e criação de gráficos. O estudo foi registrado no PROSPERO sob o código ID42023440965. Resultados. Foram identificados 135 ensaios clínicos, dos quais 75 foram considerados elegíveis. No total, os artigos publicados entre 2009 e 2023 envolveram 1127 pacientes, comparando seis intervenções psicoterapêuticas com o tratamento usual (TAU) ou entre si. A maioria dos pacientes era do sexo masculino. Os resultados mostraram que a PRT mostrou-se como intervenção de melhor resultado (-3,9, IC 95% -6,6, -1,1), enquanto a terapia ABA tradicional teve os piores resultados (2,2, IC 95% -0,38, 4,6). Em relação às horas de terapia, nenhum grupo obteve melhora significativa quando comparado ao TAU. A carga de 25 horas semanais apresentou discreto benefício (-1,1, IC 95% -4,4, 2,2), mas sem diferença estatisticamente significativa. Conclusão. A PRT mostrou-se como intervenção com melhor em comparação com o TAU (- 3,9, IC 95% -6,6, -1,1). A terapia ABA tradicional apresentou os piores resultados (2,2, IC 95% -0,38, 4,6). O aumento da carga horária das terapias (por exemplo, 25 horas semanais) não resultou em melhora significativa da eficácia, sendo necessário estudos mais robustos contribuir para o conhecimento desta temática.
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    Impacto do perfil alimentar no microbioma de gestantes com tuberculose latente
    (Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2024) DOURADO, Ana Paula Costa Faria; ANDRADE, Bruno de Bezerril; PEREIRA, Mariana Araújo
    Introdução: A tuberculose latente (TBL) em gestantes pode trazer riscos adicionais paraa mãe e o feto. O microbioma intestinal, influenciado pelo perfil alimentar, desempenha um papel crucial na saúde imunológica e geral. A literatura existente ainda é escassa quanto à influência específica da dieta no microbioma de gestantes com TBL, evidenciando uma lacuna significativa no conhecimento. Métodos: Este estudo de coorte longitudinal (PRACHITi) foi realizado entre 2016 e 2019 no Hospital Sassoon,Índia. Foram coletados dados clínicos, epidemiológicos, laboratoriais, dietéticos e amostras de fezes para análise do microbioma de 129 gestantes com TBL. As análises estatísticas incluíram visualizações com mapas de calor e tabelas de características populacionais, utilizando o software R. Resultados: As participantes foram classificadas em três grupos dietéticos: dieta balanceada (n=32), dieta rica em carboidratos (n=45) e dieta rica em proteínas (n=52). Não houve diferenças significativas em variáveis como idade, uso de tabaco, estado nutricional e anemia entre os grupos. A análise do microbioma revelou que dietas balanceadas e ricas em proteínas apresentaram uma abundância de Firmicutes e Bacteroidetes, enquanto dietas ricas em carboidratos mostraram predominância de Actinobactérias. Em dietas balanceadas, foi observada a presença de bactérias benéficas como Bifidobactérias, Prevotellaceae, Ruminococcaceae e Lachnospiraceae, associadas a funções vitais como fermentação de carboidratos complexos, produção de ácidos graxos de cadeia curta e respostas imunes. Por outro lado, dietas ricas em carboidratos apresentaram uma menor diversidade microbiana e perfis potencialmente prejudiciais. Gestantes com dieta balanceada apresentaram bebês com peso adequado ao nascer de forma estatisticamente significante, se comparado aos outros grupos, p=0.05 Conclusão: Os resultados demonstraram que uma dieta balanceada está associada a uma maior diversidade microbiana e perfis benéficos, enquanto dietas ricas em carboidratos podem ser prejudiciais. Assim, intervenções dietéticas personalizadas são essenciais no manejo de gestantes com TBL, promovendo uma alimentação saudável que pode melhorar a saúde materna e neonatal. Conclui-se que o perfil alimentar é crucial na modulação domicrobioma intestinal e na promoção da saúde materno-infantil, destacando a importância de orientações nutricionais específicas no cuidado pré-natal para essa população.