Preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade: estudo longitudinal prospectivo
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Resumo
Introdução: Queda é a segunda principal causa de morte por ferimentos não intencionais no mundo e as consequentes lesões são uma ameaça ao envelhecimento ativo. Estudos longitudinais que abordam os fatores de risco relacionados a quedas na população idosa e robusta são escassos. Ampliar a investigação dos fatores de risco para quedas na população idosa com diferentes condições de saúde pode favorecer o planejamento de medidas especificas voltadas para a prevenção e redução da ocorrência de quedas nessa população. Objetivo: Investigar os preditores de quedas em idosos robustos residentes na comunidade. Casuística e métodos: Coorte prospectiva, cujo desfecho primário foi a incidência de quedas ao longo de um ano após entrada no estudo. A população-alvo do estudo foi composta por indivíduos idosos com idade > 65, robustos, de acordo com os critérios do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 20 (IVCF-20), e residentes na comunidade. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e as seguintes escalas: Indice da qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI), Timed Up Go Test (TUG), Escala de Confiança no Equilíbrio (ABC), Escala Comportamental para Risco de Queda (FaB Brasil), Montreal Cognitive Assessment Basic (MoCA-B), e testado a força muscular através da aferição da força de preensão palmar. As variáveis que apresentaram associação com a ocorrência de quedas na análise univariada (p< 0,20) foram inseridas em um modelo multivariado de Regressão de Cox. Curvas de sobrevida de Kaplan Meier foram construídas para as variáveis categóricas e sua associação com variável de desfecho (queda em um ano) analisada pelo Teste de Log Rank. Resultados: Foram analisados 94 idosos robustos, a maioria do sexo feminino, com alto nível educacional e cognição preservada, sem comprometimento na mobilidade funcional, moderadamente ativos, com alta confiança no equilíbrio e que apresentavam um comportamento protetor em relação ao risco de quedas. A incidência de queda foi de 28,7%. No modelo multivariado, histórico de infecção por COVID-19 e vulnerabilidade clínico-funcional permaneceram como preditoras significativas de ocorrência de quedas. Conclusão: Esse estudo prospectivo demonstrou que a vulnerabilidade clínico-funcional e o histórico de infecção por COVID-19 foram preditores independentes de quedas em idosos robustos, residentes na comunidade.
Descrição
Palavras-chave
"Envelhecimento, Desempenho funcional, Sono, Queda