Estratificação de Lesões Mamárias Suspeitas (BIRADS ® 4) por Critérios de Ressonância Magnética: Desempenho do Estudo Contrastado Dinâmico e Sequência Ponderada em Difusão.
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Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Resumo
Fundamento: ainda que a ressonância magnética (RM) tenha indicações estabelecidas para o
rastreamento e diagnóstico do câncer de mama, a sua acurácia em estratificar lesões
consideradas suspeitas (categoria 4), por critérios do American College of Radiology Breast
Imaging Reporting and Data System (ACR BI-RADS®), ainda não foi determinada. Objetivo
primário: investigar se a RM pode adequadamente subcategorizar as lesões suspeitas por
critérios do ACR BI-RADS®, em moldes similares àqueles prescritos para mamografia e
ultrassonografia. Objetivos secundários: avaliar o ganho incremental proporcionado pela
sequência ponderada em difusão ao estudo contrastado dinâmico (ECD); analisar a
performance da difusão em diferenciar as lesões de acordo com a classe patológica de risco;
avaliar a concordância entre os examinadores. Métodos: a amostra foi composta por 83
participantes, que apresentaram 103 lesões, e foram examinados entre novembro de 2009 e
dezembro de 2013. Dois radiologistas reanalisaram os exames e subcategorizaram os achados
em 4A, 4B e 4C, registrando ainda os valores do coeficiente de difusão aparente (apparent
diffusion coefficient – ADC). As variáveis foram estratificadas e submetidas a análises
univariadas, sendo posteriormente inseridas em dois modelos multivariados preditivos, que
foram utilizados para a construção de curvas de característica de recepção do operador
(receiver operating characteristic – ROC), as quais foram comparadas pela área sob a curva
(area under the curve – AUC). Os valores preditivos positivos (VPPs) de cada subcategoria e
dos pontos de corte do ADC foram calculados. A concordância interexaminador foi testada
pela estatística kappa. Resultados: quarenta e quatro achados suspeitos (42,7%) foram
comprovadamente malignos. Todas as variáveis preditoras foram significativas em análises
univariadas (p < 0,01), exceto por idade (p = 0,08), e as medidas de ADC foram eficazes em
diferenciar lesões por classe patológica de risco [F (2; 44,95) = 11, 07 e p < 0,01]. Os modelos
de regressão logística sem e com valores de ADC não demonstraram diferença
estatisticamente significativa (p = 0,09), mas aquele que os incluiu foi considerado mais
adequado (AUC = 0,89; IC 95%: 0,82 – 0.95 contra AUC = 0,85; IC 95%: 0,78 – 0,93). Os
VPPs aumentaram progressivamente em cada subcategoria do BI-RADS® (4A = 0,15; 4B =
0,37; 4C = 0,84), com valores de ADC < 1,10 x 10-3mm2/s demonstrando VPP também
elevado (0,77). A concordância entre os examinadores foi substancial: kappa = 0,80 (IC 95%:
0,70 – 0,90; p < 0,01). Conclusão: a estratificação de risco para achados suspeitos (categoria
4) pode ser realizada de maneira satisfatória por RM com ECD padrão, com indícios de
melhor performance após introdução dos valores de ADC.
Descrição
Palavras-chave
diagnóstico, ressonância magnética, câncer de mama, difusão, patologia