Avaliação da sobrecarga dos cuidadores de pessoas em cuidados paliativos a nível ambulatorial

Resumo

Introdução: A abordagem dos cuidados paliativos é holística e busca melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares, englobando não apenas o controle de sintomas, mas também suporte emocional, social e psicológico. Nesse contexto, os cuidadores assumem papel central, frequentemente expostos a situações de estresse e vulnerabilidade que podem comprometer sua saúde e qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a sobrecarga e caracterizar o perfil sociodemográfico de cuidadores de pessoas em cuidados paliativos atendidos em nível ambulatorial, além de desenvolver uma cartilha com orientações destinada a esse público. Estudo descritivo, de corte transversal, com abordagem quantitativa, realizado em um ambulatório de referência em oncologia, na cidade de Salvador, Bahia, com 105 cuidadores, selecionados por conveniência, que responderam a um questionário sociodemográfico e à Escala de Sobrecarga de Zarit. Resultados: Observou-se que 41% dos cuidadores apresentaram sobrecarga moderada, 21% moderada a severa e 1% severa, enquanto 37% não apresentaram sobrecarga. Variáveis como o fator de maior incômodo em prestar os cuidados, o número de horas e o tempo diário dedicado ao cuidado, bem como a percepção subjetiva de sobrecarga, foram associadas a maior intensidade de sobrecarga. Em relação ao perfil dos cuidadores, houve predominância do sexo feminino (80%), média de idade de 48,2 anos (DP ±12,6), vínculo de parentesco de filhos ou enteados (45,7%) e elevado tempo de dedicação ao cuidado (mediana de 12 horas diárias). Conclusão: A sobrecarga é uma questão presente em cuidadores de pessoas em cuidados paliativos. Foi confeccionado uma cartilha com sistematização das orientações aos cuidadores de pacientes em cuidados paliativos, disponibilizada gratuitamente à população.

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Palavras-chave

Cuidadores, Cuidados paliativos, Sobrecarga, Apoio social, Qualidade de vida

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