Saúde mental na atenção primária em ambulatório docente assistencial – Busca de estratégia para melhoria do cuidado

dc.contributor.advisorMENEZES, Marta Silva
dc.contributor.advisor-coSILVA, Mary Gomes
dc.contributor.authorSILVA, Bruno Reis da
dc.contributor.refereesAGUIAR, Carolina Villa Nova
dc.contributor.refereesFEITOSA, Caroline Alves
dc.contributor.refereesJESUS, Washington Luiz Abreu de
dc.date.accessioned2026-04-22T17:18:18Z
dc.date.available2026-04-22T17:18:18Z
dc.date.issued2025-03-31
dc.date.submitted2025-03-31
dc.description.abstractIntrodução: A saúde mental é uma das principais preocupações, no âmbito mundial, no campo da saúde pública, com destaque para um cenário marcado pelo aumento significativo de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e outros distúrbios relacionados. A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que cerca de 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental em 2019, um número que aumentou substancialmente durante a pandemia de COVID-19. Nesse contexto, devido ao crescente reconhecimento de seu impacto na qualidade de vida os serviços da Atenção Primaria à Saúde têm empreendido esforços para oferecer estratégias acessíveis e eficazes, por ser o ponto de entrada nos sistemas de saúde que desempenha papel fundamental na promoção de um cuidado mais holístico e centrado no paciente. Objetivo: Propor uma estratégia para aprimorar a gestão do cuidado oferecido a pacientes com indícios de transtornos mentais em um ambulatório de Atenção Primária à Saúde docente-assistencial. Método: Trata-se de uma pesquisa observacional, tipo corte transversal, analítico, com dados secundários. Foi realizada a análise de dados dos prontuários de pacientes atendidos no ambulatório docente assistencial da comunidade (AC) da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), atendidos entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023. Das 2131 ocorrências de atendimento no período estabelecido, para o cálculo amostral foi utilizado o OpenEpi (disponível em www.openepi.com), em que foi estimado amostra de 326 consultas, considerando um intervalo de confiança de 95%, destes foram coletados dados de 292 consultas. A amostra foi do tipo probabilística. Como critérios de inclusão foram elegíveis pacientes maiores de 18 anos que apresentassem queixa ou diagnosticados com ansiedade, depressão, insônia e/ou transtornos de personalidade. Os dados foram analisados no Programa SPSS (Statistical Package for the Social Science), sendo utilizados frequências e percentuais para apresentação das variáveis categóricas e, média, desvio padrão e/ou mediana e intervalo interquartil para variáveis continuas, a depender do padrão de normalidade, que foi avaliado através do teste Shapiro Wilk. Para comparação de médias independentes foi aplicado o teste T e Student e de qui-quadrado para comparar proporções das variáveis categóricas. O nível de significância estatística adotado foi valor de p < 0,05. Resultados: A partir dos resultados foi possível verificar uma prevalência significativa de transtornos mentais, atingindo 24,7% dos pacientes. Os transtornos mais comuns foram a ansiedade (44,4%), depressão (23,7%) e distúrbios de personalidade (5,5%). O estudo revelou, ainda, uma predominância do sexo feminino (90%) no grupo com transtornos mentais, corroborando com a literatura. A análise sociodemográfica mostrou uma diferença estatisticamente significativa na média de idade entre os grupos, sendo o grupo com transtornos mentais mais jovem (52 ± 14,6) em comparação ao grupo sem transtornos (58 ± 15,8), p = 0,003. Conclusão: Conclui-se que a Atenção Primária à Saúde deve estar plenamente apta ao acompanhamento dos transtornos mentais, oferecendo capacitação as equipes de saúde para lidar com essa demanda crescente. Assim propõe-se a implementação de um modelo educacional que poderá contribuir significativamente para a melhoria do seguimento destes pacientes, tendo em vista o público alvo (graduandos, residentes e preceptoria), na perspectiva de melhoria da qualidade de vida dos pacientes atendidos.
dc.description.abstractotherlanguageIntroduction: Mental health is a major global concern in public health, characterized by a significant increase in mental disorders such as anxiety, depression, and other related disorders. The World Health Organization (WHO) reports that approximately 1 billion people were living with a mental disorder in 2019, a number that increased substantially during the COVID-19 pandemic. In this context, due to the growing recognition of its impact on quality of life, Primary Health Care services have been striving to offer accessible and effective strategies, given their fundamental role as the entry point to healthcare systems, promoting holistic and patient-centered care. Objective: To propose a strategy to enhance the management of care provided to patients with indications of mental disorders in a teaching-assistance Primary Health Care outpatient clinic. Method: This was an observational, cross-sectional, analytical study using secondary data. Data analysis was conducted on medical records from patients attended at the Community Teaching Assistance Clinic (AC) of the Bahiana School of Medicine and Public Health (EBMSP) between January 2022 and January 2023. Out of the 2,131 attendance occurrences during this period, the OpenEpi software (available at www.openepi.com) was used for sample calculation, estimating a sample of 326 consultations considering a 95% confidence interval. Data from 292 consultations were collected using probabilistic sampling. Inclusion criteria were patients over 18 years old presenting complaints or diagnoses of anxiety, depression, insomnia, and/or personality disorders. Data were analyzed using the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), employing frequencies and percentages to present categorical variables, and mean, standard deviation, median, and interquartile range for continuous variables, depending on normality patterns assessed by the Shapiro-Wilk test. Independent means were compared using Student's t-test, and the chi-square test was used to compare proportions of categorical variables. The adopted statistical significance level was p < 0.05. Results: The findings indicated a significant prevalence of mental disorders, affecting 24.7% of patients. The most common disorders were anxiety (44.4%), depression (23.7%), and personality disorders (5.5%). The study also revealed a predominance of females (90%) in the group with mental disorders, corroborating the existing literature. Sociodemographic analysis demonstrated a statistically significant difference in mean age between groups, with the group having mental disorders being younger (52 ± 14.6 years) compared to the group without disorders (58 ± 15.8 years), p = 0.003. Conclusion: Primary Health Care must be fully prepared to manage mental disorders, providing adequate training for healthcare teams to meet this increasing demand. Therefore, implementing an educational model is proposed, which could significantly contribute to improving patient follow-up, targeting students, residents, and preceptors, thus enhancing the quality of life of attended patients.
dc.identifier.NameoftheGraduateProgramTecnologias em Saúde
dc.identifier.Nameoftheareaof​​concentrationTecnologias em Saúde
dc.identifier.ResearchlinenameAvaliação em Tecnologias em Saúde
dc.identifier.cdu616.089
dc.identifier.dissertationfalse
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/5673761570489132
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/1338107366256762
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/8623911635592932
dc.identifier.numberofpages80
dc.identifier.urihttps://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10246
dc.language.isopt
dc.subjectSaúde Mental. Gestão da Saúde da População. Atenção Primária à Saúde
dc.subject.keywordotherlanguageMental Health. Population Health Management. Primary Health Care.
dc.titleSaúde mental na atenção primária em ambulatório docente assistencial – Busca de estratégia para melhoria do cuidado
dc.typeDissertação

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