Caracterização do perfil clínico e epidemiológico no contexto de agregação familiar em indivíduos infectados por htlv-1 na cidade de Salvador, Bahia

dc.contributor.advisorARAÚJO, Thessika Hialla Almeida
dc.contributor.authorGARCIA, Mariana Monteiro
dc.date.accessioned2026-04-13T12:33:26Z
dc.date.available2026-04-13T12:33:26Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: A infecção pelo vírus linfotrópico da célula T humana do tipo 1 (HTLV-1) pode ocorrer por via sexual, vertical, especialmente pela amamentação, ou por transfusão de hemoderivados contaminados. Em áreas endêmicas, observa-se uma disseminação intrafamiliar, perpetuando a infecção silenciosamente ao longo de gerações. No entanto, são escassos os estudos que investigam a agregação familiar do HTLV-1, sobretudo no que diz respeito à composição familiar e às vias de transmissão envolvidas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil socioepidemiológico e clínico-laboratorial de indivíduos infectados pelo HTLV-1 com pelo menos um familiar também positivo para o vírus, correlacionando esses aspectos com a provável via de transmissão. Metodologia: Estudo transversal baseado na análise de prontuários de pacientes com familiares infectados pelo HTLV-1 atendidos em um centro de referência. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos e laboratoriais. O critério de inclusão envolveu ter exames com confirmação laboratorial da infecção e ter mais de um familiar positivo matriculado no centro. Casos com prontuário incompleto ou sem confirmação da infecção foram excluídos. Após análise descritiva, a amostra foi dividida conforme a via de transmissão (sexual ou vertical), e comparações entre os grupos foram realizadas pelos testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher (variáveis categóricas), e pelos testes U de Mann-Whitney e T de Student (variáveis numéricas), considerando p<0,05 como significativo. Resultados: Foram incluídos 176 núcleos familiares, totalizando 399 indivíduos. Houve predomínio do sexo feminino (62%) e a mediana de idade foi de 48 anos (IIQ: 34–61). A maioria dos participantes estava em relacionamento estável (57%) e referiu ter sido amamentado (73%) e, entre as mulheres, 88% relataram ter amamentado o filho. A análise entre grupos demonstrou associação significativa entre idade avançada e via de transmissão sexual, enquanto menor frequência de sintomas neurológicos e urinários foi associada à via vertical (p < 0,05). Em 80% dos núcleos, havia dois membros infectados. Conclusão: Os achados evidenciam a necessidade de estratégias integradas de prevenção, rastreamento e educação em saúde em áreas endêmicas.
dc.description.abstractotherlanguageIntroduction: Infection with the human T-cell lymphotropic virus type 1 (HTLV-1) can occur through sexual contact, vertical transmission—especially via breastfeeding—or transfusion of contaminated blood products. In endemic areas, intrafamilial spread is observed, silently perpetuating the infection across generations. However, few studies have investigated the familial aggregation of HTLV-1, particularly regarding family composition and the transmission routes involved. Objective: This study aimed to characterize the socio-epidemiological and clinical-laboratory profile of individuals infected with HTLV-1 who had at least one family member also positive for the virus, correlating these aspects with the probable route of transmission. Methods: This was a cross-sectional study based on the analysis of medical records from patients with family members infected with HTLV-1, followed at a reference center. Sociodemographic, clinical, and laboratory data were collected. Inclusion criteria comprised laboratory confirmation of infection and at least one additional HTLV-1–positive family member registered at the center. Cases with incomplete records or without laboratory confirmation were excluded. After descriptive analysis, the sample was divided according to the route of transmission (sexual or vertical), and comparisons between groups were performed using Pearson’s chi-square and Fisher’s exact tests for categorical variables, and the Mann-Whitney U and Student’s t-tests for numerical variables. A p-value <0.05 was considered statistically significant. Results: A total of 176 family units were included, encompassing 399 individuals. Females predominated (62%), and the median age was 48 years (IQR: 34–61). Most participants were in stable relationships (57%), reported having been breastfed (73%), and among women, 88% reported having breastfed their child. Group analysis showed a significant association between older age and sexual transmission, whereas a lower frequency of neurological and urinary symptoms was associated with vertical transmission (p < 0.05). In 80% of families, two members were infected. Conclusion: The findings highlight the need for integrated strategies for prevention, screening, and health education in endemic areas.
dc.identifier.NameoftheGraduateProgramMedicina e Saúde Humana
dc.identifier.numberofpages47
dc.identifier.urihttps://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10227
dc.language.isopt
dc.subjectInfecção pelo HTLV-1. Agregação Familiar. Transmissão Familiar. Transmissão sexual.
dc.subject.keywordotherlanguageHTLV-1 infection. Familial aggregation. Familial transmission. Sexual transmission.
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