Uso de morfina para alívio da dispneia em pacientes paliativos uma revisão sistemática

Resumo

Indivíduos com doenças respiratórias graves frequentemente enfrentam sintomas angustiantes, como a dispneia crônica, que prejudica sua qualidade de vida. O uso de morfina no alívio da dispneia em pacientes graves tem sido estudado, mas a sua eficácia e segurança permanecem controversas. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia e a segurança do uso de morfina no alívio da dispneia em pacientes em cuidados paliativos. A metodologia utilizada foi uma revisão sistemática de literatura com base em ensaios clínicos randomizados, publicados entre 2019 e 2022, com acesso ao texto completo e avaliados por meio da ferramenta PRISMA. A busca foi realizada na base de dados PubMed, com critérios específicos de inclusão e exclusão. A análise incluiu 4 estudos, totalizando 348 pacientes, com doses de morfina administradas por via oral variando entre 5 mg e 16 mg, com frequência de 1 a 4 vezes ao dia. Embora alguns estudos mostrem uma pequena melhora nos escores de dispneia, a maioria não encontrou diferença estatisticamente significativa em relação ao placebo. Os efeitos adversos mais comuns foram constipação, náuseas e vômitos. Conclui-se que, apesar de alguma evidência de benefício, a eficácia e a segurança da morfina no alívio da dispneia em pacientes graves ainda são incertas, e mais estudos com maior qualidade metodológica são necessários para uma compreensão mais clara do seu papel no tratamento de pacientes com doenças respiratórias graves.

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Palavras-chave

Morfina, Dispneia, Cuidados Paliativos

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