Os impactos dos efeitos adversos na continuidade do tratamento com o uso terapêutico do canabidiol em pacientes com síndrome de dravet uma revisão sistemática
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INTRODUÇÃO: A síndrome de Dravet é uma encefalopatia epiléptica grave, rara, genética e progressiva, causando inúmeras crises por dia, essas crises são de difícil controle, geralmente são utilizados: o ácido valproico e o clobazam, por serem remédios de primeira escolha terapêutica para o controle dessas crises epilépticas. Entretanto, os fármacos de primeira linha ainda não são o suficiente para proporcionar uma redução eficaz para que as crises epilépticas não interfiram na qualidade de vida da criança, por isso, o canabidiol aparenta ser uma oportunidade, no entanto, é necessário mensurar os seus impactos e a segurança no seu uso terapêutico, principalmente, os efeitos adversos dessa terapia promissora. OBJETIVO: Avaliar os impactos dos efeitos adversos na continuidade do tratamento com o uso terapêutico do canabidiol em pacientes com síndrome de Dravet, estimando a imprecisão do tratamento a partir da análise de segurança, principais efeitos adversos, benefícios e malefícios do tratamento. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de Revisão Sistemática da Literatura. Fora incluídos ensaios clínicos randomizados em inglês, encontrados nas plataformas PUBMED/MEDLINE, Web of Science, Scopus, Embase, Cochrane Library, LILACS e Scielo, com o uso dos descritores “Myoclonic Epilepsy Infantile or Dravet Syndrome” and “Cannabidiol”, “Myoclonic Epilepsy Infantile or Dravet Syndrome” and “Valproic Acid or Valproate”, “Myoclonic Epilepsy Infantile or Dravet Syndrome” and “Clobazam” usando o filtro Randomized Controlled trial. RESULTADOS: É percetível que os principais efeitos adversos são diarreia, sonolência e perda de apetite. Sendo que de 6% a 12% dos pacientes desistiram por causa da intensidade dos efeitos adversos. Além disso, foi perceptível que de 55% até 97% dos pacientes apresentaram efeitos adversos. O canabidiol é considerado um tratamento seguro e com dosagem ideal de 10 a 20 mg/kg/dia. Sendo pouco tolerável em dosagens iguais ou acima de 30 mg/kg/dia nos estudos. Ademais, o canabidiol promove uma redução signficativa das crises epilépticas, mas gera quadros de hepatotoxicidade que devem ser sempre avaliados por exames laboratoriais. Em relação à interação medicamentosa, ocorre, principalmente, com o uso associado do ácido valproico. CONCLUSÃO: Em síntese, é visível que o benefício do melhor controle das crises epilépticas compensa os principais maléficios que são os efeitos adversos e hepatoxicidade.
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Palavras-chave
Epilepsia Mioclônica, Canabidiol, Farmacologia