Comparação da glicemia de 1 hora e de 2 horas no teste oral de tolerância à glicose no diagnóstico das disglicemias em mulheres com excesso de peso
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Resumo
Introdução: O diabetes é uma doença metabólica crônica, ocorrendo quando há excesso de glicose no sangue, que, a longo prazo, leva a consideráveis prejuízos para todo o corpo, sendo o tipo 2 associado à obesidade. O diagnóstico do diabetes é laboratorial, seja através da glicemia de jejum ou do Teste Oral de Tolerância à Glicose (TTGO). Recentemente, algumas sociedades incluíram a glicemia de 1 hora no TOTG como parâmetro diagnóstico do DM. Considerando a crescente prevalência mundial da doença e a necessidade de diagnóstico precoce, a pesquisa busca avaliar se a aferição em 1 hora em mulheres com excesso de peso pode oferecer maior sensibilidade e praticidade sem perda de acurácia. Objetivo: O trabalho teve como objetivo comparar os resultados das glicemias de 1h e 2h no TTGO no diagnóstico de pré-diabetes e diabetes em mulheres com excesso de peso, descrevendo as frequências diagnósticas e as características clínicas e laboratoriais das pacientes com resultados concordantes e discordantes. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e analítico, realizado no Ambulatório de Estudo do Peso em Excesso (PEPE) do Ambulatório Docente Assistencial da Bahiana (ADAB), em Salvador, Bahia. Foram revisados prontuários de 113 mulheres com mais de 18 anos atendidas entre 2009 e 2024, sem diagnóstico prévio de diabetes. As informações foram coletadas a partir de dados clínicos, antropométricos e laboratoriais, e analisadas estatisticamente pelo programa SPSS. Resultados: Os resultados demonstraram que a frequência de diagnóstico de pré-diabetes e diabetes foi maior quando utilizada a glicemia de 1 hora (38,1% e 10,6%, respectivamente) em comparação à de 2 horas (34,5% e 5,3%). A concordância diagnóstica entre os dois momentos do teste foi moderada para pré-diabetes - os dois momentos do teste diagnosticaram, juntos, 27 indivíduos (23,9%), com coeficiente Kappa de 0,465 e p = 0,000 - e desprezível para diabetes - simultaneamente, os dois momentos do teste diagnosticaram 2 indivíduos (1,8%), com coeficiente Kappa de 0,163 e p = 0,063. Embora 52 pacientes tenham apresentado valores dentro da faixa de normalidade tanto no tempo de 1 hora quanto no de 2 horas, 11 desses indivíduos apresentaram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) acima de 5,7%. Pacientes com discordância entre os tempos (n=28) apresentaram maior idade, glicemia de jejum, glicemias de 1h e 2h e hemoglobina glicada, além de maior prevalência de dislipidemia e pré-diabetes prévia. Conclusão: Conclui-se que a glicemia de 1h no TTGO apresentou maior sensibilidade e frequência diagnóstica para pré-diabetes e diabetes em comparação à de 2h, mostrando-se um método superior para a população estudada. Além disso, esse parâmetro pode aprimorar o rastreamento e o diagnóstico precoce, contribuir para a prevenção de complicações e otimizar o tempo e a eficiência no atendimento em saúde.
Descrição
Palavras-chave
Disglicemias, Teste Oral de Tolerância à Glicose, Comparação, Mulheres, Excesso de peso.