Uso do diodo emissor de luz azul em mucosa vaginal saudável: um ensaio clínico fase I
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Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Resumo
Introdução: A genitália feminina saudável apresenta um ecossistema que se
mantém em equilíbrio através das interações de fatores endógenos e exógenos,
podendo sofrer influência por situações como oscilações hormonais e intercurso
sexual. O Diodo Emissor de Luz (LED) é um dipositivo semicondutor que emite luz
em diferentes comprimentos de onda, variando a cor e os efeitos gerados. O uso
da luz azul em humanos é mais conhecido com finalidade antimicrobiana, já tendo
sido utilizado em região de face, mucosa gástica e em mucosa vaginal. Objetivo:
Testar a segurança e o efeito do LED azul 401 ± 5nm em mucosa vaginal saudável.
Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo clínico fase I onde foram incluídas 10
mulheres com idade entre 18 e 45 anos, com mucosa vaginal saudável, isto é, sem
sinais e sintomas de vulvovaginites, com achados de Citologia a Fresco típicos e
teste de hidróxido de potássio (KOH) negativo. Foram excluídas mulheres em uso
de marcapasso, com diagnóstico e/ou suspeita de neoplasias, dificuldade de
responder a anamnese, doenças neurológicas e/ou psiquiátricas, gestantes e
aquelas que iniciassem ou interrompessem uso de anticoncepcional oral (ACO)
durante o estudo. Inicialmente foi feita anamnese e em seguida exame físico e
coleta de secreção vaginal para realização de Teste de KOH e citologia a fresco.
As voluntárias que seguiram na pesquisa passaram por avaliação de potencial
hidrogeniônico (pH) vaginal e parte do material coletado foi enviado ao laboratótio
para citologia oncótica. As participantes foram submetidas a uma sessão de LED
azul 401 ± 5 nm, com especulo introduzido no canal vaginal, durante 30 minutos.
Entre 21 e 28 dias após a terapia, a depender do ciclo menstrual da participante, a
mesma foi novamente submetida a avaliação com anamnese, verificação de pH
vaginal e realização de coleta de secreção vaginal para análise de citologia
oncótica. Foi utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS)
versão 14.0 para análise dos dados obtidos. Resultados: Inicialmente foram
recrutadas 20 mulheres para participar do estudo, destas 10 foram excluídas por
não cumprirem os critérios de inclusão. Das 10 mulheres mantidas na pesquisa,
uma delas foi excluída na reavaliação por ter interrompido uso de ACO. A média de
idade da amostra foi de 27 ± 5,4 anos e a média de índice de massa corporal (IMC)
25,25 ± 3,05 kg/m2
. Não foram observadas modificações patogênicas na microflora
vaginal de nenhuma das participantes. Em relação ao pH vaginal, apenas 1 entre
as 9 mulheres mantidas no estudo apresentou redução do valor (5.0 – 4.0). Além
disso, não foram vistos efeitos adversos como dor ou calor em nenhuma das
mulheres durante ou após o uso da luz. Conclusão: O presente estudo
demonstrou que a utilização do LED azul 401 ± 5nm em mucosa vaginal de
mulheres jovens nao ocasionou mudanças patogênicas em microflora e em valores
de pH vaginal. Além disso, nao foi observado surgimento de efeitos adversos como
dor, aquecimento ou incômodo durante ou após uso da luz nas participantes.
Sugere-se assim a utilização do LED azul 401 ± 5npara verificação dos efeitos da
luz em agentes patogênicos vulvovaginais.
Descrição
Palavras-chave
Genitália feminina, Saudável, Terapia com luz de baixa intensidade