Reversão de recomendações terapêuticas de guidelines sobre doença coronariana do colégio americano de cardiologia

dc.contributor.advisorCORREIA, Luís Cláudio Lemos
dc.contributor.advisor-coMATIAS, Denise Silva
dc.contributor.authorCALDAS, Alessandra Carvalho
dc.contributor.refereesVIANA, Mateus dos Santos
dc.contributor.refereesRABELO, Diego Ribeiro
dc.contributor.refereesGOES, Bruno Teixeira
dc.contributor.refereesBASTOS, Clara Maia
dc.contributor.refereesBARRETO SEGUNDO, João de Deus
dc.date.accessioned2025-12-19T13:57:49Z
dc.date.available2025-12-19T13:57:49Z
dc.date.issued2025-07-11
dc.date.submitted2025-07-11
dc.description.abstractIntrodução: Reversão médica é um fenômeno descrito quando uma conduta médica estabelecida deixa de ser recomendada devido ao surgimento de melhores evidências a respeito de sua eficácia ou segurança. A cardiologia é a especialidade médica com maior número de reversões descritas, porém há escassos trabalhos demonstrando a probabilidade de reversão nos guidelines do ACC/AHA. A doença coronariana é a principal causa de mortalidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Objetivos: (1) Descrever a frequência de reversão médica nos guidelines de doença arterial coronária publicados pelo American College of Cardiologia/American Heart Association (ACC/AHA) e descrever a frequência de reversão médica nos diferentes estratos de níveis de evidência. Métodos: No período entre 1999 e 2019, foram analisados os guidelines de doença coronária estável, síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST e infarto com supradesnível do segmento ST. Condutas foram definidas como fortemente recomendadas, moderadamente recomendadas ou contraindicadas, conforme as respectivas definições de Classe I, II e III utilizadas por estes guidelines. A qualidade da evidência foi descrita pelos guidelines como alta, moderada ou baixa. O mais recente guideline de cada tópico foi comparado à primeira versão publicada, a fim de identificar reversão médica, definida pela mudança de uma recomendação forte ou moderada para contraindicada, ou simplesmente o desaparecimento de recomendação. Foram também registradas as mudanças de recomendação forte para moderada, assim como as razões de mudanças. Resultados: Foram identificadas 224 recomendações terapêuticas nos três tipos guidelines originais, sendo 66% fortes e 19% baseadas em evidências de alta qualidade, 42% em evidências de moderada qualidade e 39% de evidências de baixa qualidade. Foram identificadas 49 reversões médicas, representando uma frequência de 22% dentre todas as recomendações terapêuticas. Reversão médica foi observada em apenas uma de 45 (2%) condutas baseadas em evidência de alta qualidade, 24 de 100 (24%) condutas baseadas em evidência de moderada qualidade e 24 de 79 (30%) evidências de baixa qualidade. Conclusão: É alta a frequência de reverão médica no campo da doença arterial coronária, avaliada a partir de modificações nos guidelines americanos da cardiologia e também alta os níveis de evidência com qualidade moderada (B) e inferior (C) nas recomendações que sofreram reversão médica. Em guidelines de doença coronária do ACC/AHA, o fenômeno de reversão médica é comum em recomendação baseadas em moderada ou baixa qualidade de evidência, porém raro naquelas com alto nível de evidência.
dc.description.abstractotherlanguageIntroduction: Medical reversal is a phenomenon described when an established medical approach is no longer recommended due to the emergence of better evidence regarding its efficacy or safety. Cardiology is the medical specialty with the highest number of reversals described, but there are few studies demonstrating the likelihood of reversal in the ACC/AHA guidelines. Coronary heart disease is the leading cause of mortality in developed and developing countries. Objectives: (1) To describe the frequency of medical reversal in the coronary artery disease guidelines published by the American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) and to describe the frequency of medical reversal in the different strata of levels of evidence. Methods: Between 1999 and 2019, guidelines for stable coronary artery disease, non-ST-segment elevation acute coronary syndrome, and ST-segment elevation myocardial infarction were analyzed. Conducts were defined as strongly recommended, moderately recommended, or contraindicated, according to the respective Class I, II, and III definitions used by these guidelines. Quality of evidence was described by the guidelines as high, medium, or low. The most recent guideline for each topic was compared to the first published version in order to identify medical reversal, defined as the change from a strong or moderate recommendation to contraindicated, or simply the disappearance of a recommendation. Changes from strong to moderate recommendation were also recorded, as well as the reasons for the changes. Results: A total of 224 therapeutic recommendations were identified in the three original types of guidelines, of which 66% were strong and 19% were based on high-quality evidence, 42% on moderate-quality evidence, and 39% on low-quality evidence. Forty-nine medical reversals were identified, representing a frequency of 22% among all therapeutic recommendations. Medical reversal was observed in only one of 45 (2%) procedures based on high-quality evidence, 24 of 100 (24%) procedures based on moderatequality evidence, and 24 of 79 (30%) based on low-quality evidence. Conclusion: The frequency of medical reversal in the field of coronary artery disease is high, as assessed by modifications to the American cardiology guidelines, and the levels of evidence with moderate (B) and lower (C) quality in the recommendations that underwent medical reversal are also high. In ACC/AHA coronary artery disease guidelines, the phenomenon of medical reversal is common in recommendations based on moderate or low-quality evidence, but rare in those with a high level of evidence. Conclusion: The frequency of medical reversal in the field of coronary artery disease is high, as assessed by changes in the American cardiology guidelines, and the levels of evidence with moderate (B) and lower (C) quality in the recommendations that underwent medical reversal are also high. In ACC/AHA coronary artery disease guidelines, the phenomenon of medical reversal is common in recommendations based on moderate or low quality of evidence, but rare in those with a high level of evidence.
dc.identifier.NameoftheGraduateProgramMestrado e Doutorado em Medicina e Saúde Humana
dc.identifier.Nameoftheareaof​​concentrationClínica Médica
dc.identifier.ResearchlinenameMétodos Diagnósticos e Terapêuticos em Doenças Cardiovasculares
dc.identifier.cdu616.132.2-002
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/9735120051439207
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/1731139801144559
dc.identifier.latteshttp://lattes.cnpq.br/0206676282362079
dc.identifier.numberofpages42
dc.identifier.urihttps://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10024
dc.language.isopt
dc.subjectReversão médica
dc.subjectDoença arterial coronariana estável
dc.subjectSíndrome coronariana aguda
dc.subjectInfarto agudo do miocárdio
dc.subjectQualidade de evidência
dc.subjectForça de recomendação
dc.subject.keywordotherlanguageMedical reversal
dc.subject.keywordotherlanguageStable coronary artery disease
dc.subject.keywordotherlanguageAcute coronary syndrome
dc.subject.keywordotherlanguageAcute myocardial infarction
dc.subject.keywordotherlanguageQuality of evidence
dc.subject.keywordotherlanguageStrength of recommendation
dc.titleReversão de recomendações terapêuticas de guidelines sobre doença coronariana do colégio americano de cardiologia
dc.typeThesis

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