Síndrome Respiratória Aguda por Covis-19 e por Influenza no Brasil: evolução de 2020 a 2024

Resumo

Introdução: A Síndrome Respiratória Aguda grave consiste em um quadro de síndrome gripal associado a pelo menos um sinal de alarme, como dispneia, dor torácica, cianose central ou saturação de oxigênio inferior a 95%, sendo uma complicação de alta morbimortalidade de doenças virais como a Covid-19 e a Influenza. Objetivo: Avaliar a evolução da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil no período de 2020 a 2024. Metodologia: Estudo transversal de dados secundários colhidos no SIVEP-Gripe sobre número de casos e óbitos de SRAG por Sars-cov-2 ou por Influenza, além de dados populacionais pelo IBGE, para traçar os medidores de incidência, letalidade e mortalidade nos resultados. Resultados: A incidência de SRAG entre as etiologias analisadas se apresentou em sentidos opostos, tendo uma redução de 95,75% por Covid, enquanto aumento de 90,9% por Influenza. O Covid-19 apresentou a maior taxa de letalidade para a SRAG durante todos os anos analisados, quando comparado à Influenza, apresentando significativa redução nos anos pós-pandêmicos. Tanto a incidência quanto a mortalidade da SRAG apresentaram picos durante a pandemia e queda acentuada após esse período. Conclusão: Foi concluído que a SRAG foi muito moldada por sua etiologia nesse período, principalmente à custa do Covid-19, uma vez que sua incidência e letalidade foram consoantes com a incidência e mortalidade da síndrome no Brasil nesses anos, abrindo margem para interpretações e hipóteses, como o impacto da vacinação para a Covid-19 e mutações no Sars-cov-2, finalizando a série histórica com uma queda nos índices da Covid-19 e um aumento da Influenza, reforçando a importância de se atentar para o melhor controle sanitário da síndrome pela prevenção dessas etiologias.

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Palavras-chave

Síndrome respiratória aguda grave, Covid-19, Influenza, Pandemia

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