A saúde aprisionada: a (in)visibilidade do cuidado no sistema prisional brasileiro
| dc.contributor.advisor | DALTRO, Mônica Ramos | |
| dc.contributor.advisor-co | CASTELAR, Marilda | |
| dc.contributor.author | SOUTO, Verena Souza | |
| dc.contributor.referees | LISBOA, Milena Silva | |
| dc.contributor.referees | BICALHO, Pedro Paulo Gastalho de | |
| dc.contributor.referees | LEMOS, Flavia Cristina Silveira | |
| dc.contributor.referees | FRANÇA, Denise Carrascosa | |
| dc.contributor.referees | OLIVEIRA, Luiz Paulo Carvalho Pires de | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-29T17:04:42Z | |
| dc.date.available | 2026-04-29T17:04:42Z | |
| dc.date.issued | 2025-04-28 | |
| dc.date.submitted | 2025-04-28 | |
| dc.description.abstract | Introdução: Apesar da existência da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), o contexto prisional é de constantes violações de direitos que envolvem superlotação, violências, celas insalubres, proliferação de patologias, etc. Objetivos: o presente estudo se propõe a analisar as estratégias sociais, institucionais e psicossociais desenvolvidas para o cuidado da população carcerária através da discussão das políticas para o sistema prisional, se propondo também a descrever as práticas de enfrentamento para a COVID-19 e a conhecer a percepção e as vivências das/os profissionais de saúde sobre as estratégias de cuidado desenvolvidas para o sistema prisional. Metodologia: A pesquisa de campo foi realizada em três etapas de acordo com os objetivos específicos definidos, tendo seus resultados apresentados em formato de artigos. A pesquisa tem abordagem qualitativa e envolveu desenhos de estudos complementares: o primeiro, de natureza teórica, realizado mediante estudo bibliográfico por revisão integrativa de artigos científicos; o segundo, uma análise documental, na qual foram coletados e discutidos os documentos referentes ao contexto prisional durante a pandemia de COVID-19; por fim, o terceiro estudo é do tipo descritivo-exploratório, no qual foram entrevistadas/os dez gestoras/es e profissionais de saúde dos Serviços de Saúde das Unidades Prisionais de Salvador –BA. Resultados/Discussão: No primeiro artigo, foi possível identificar a existência de legislação e de políticas específicas de saúde para o Sistema Prisional, todavia, ele ainda é afetado por problemas estruturais que estão na base da violação dos direitos e da insuficiência de acesso à assistência em saúde da população prisional. No segundo artigo, foi possível identificar orientações e estratégias previstas nos documentos analisados para a condução de ações durante a pandemia dentro do Sistema Prisional. Mas, a despeito das estratégias pensadas, não houve uma ação coordenada como resposta à pandemia no sistema prisional, demonstrando a eficácia de um projeto necropolítico historicamente executado, mesmo no período de crise sanitária, o que expôs ainda mais a fragilidade do sistema de saúde e a vulnerabilidade da população carcerária. No terceiro artigo, constatou-se que as condições objetivas de trabalho das/os profissionais de saúde, como estrutura, relações de poder, segurança e condições de trabalho, estão diretamente relacionadas à oferta de serviços de saúde à população encarcerada, e se mostram como desafios importantes no acesso dessas pessoas à assistência em saúde. Isso revelou as contradições e os dilemas enfrentados pelas/os profissionais que promovem cuidado, em um ambiente atravessado pela precariedade e violência. Considerações Finais: O conjunto do trabalho explorou a complexa relação entre o sistema prisional brasileiro e a garantia do direito à saúde para a população carcerária, revelando um cenário de desafios e violações de direitos permeados pelas dinâmicas de poder e falhas estruturais. Essas questões condicionam o trabalho das/os profissionais de saúde e limitam o acesso da população carcerária aos serviços de saúde. Nesse contexto, é essencial o investimento em políticas públicas que desarticulem as estruturas de opressão racial e social que alimentam o encarceramento em massa. Mas também é necessária uma transformação profunda que passa pelo rompimento das lógicas de poder que estruturam o cárcere, objetivando a construção de um sistema que priorize a dignidade humana, o cuidado integral e a justiça social. | |
| dc.description.abstractotherlanguage | Introduction: Despite the existence of the National Policy for Comprehensive Health Care for People Deprived of Liberty in the Prison System (PNAISP), the prison context is marked by constant violations of rights, including overcrowding, violence, unsanitary cells, and the proliferation of diseases. Objectives: This study aims to analyze the social, institutional, and psychosocial strategies developed for the care of the incarcerated population by discussing policies for the prison system. It also seeks to describe the measures taken to address COVID-19 and to understand the perceptions and experiences of health professionals regarding care strategies developed for the prison system. Methodology: The field research was conducted in three stages aligned with specific objectives, with results presented in article format. The research adopts a qualitative approach and encompasses complementary study designs: the first, theoretical in nature, involved a bibliographic study through an integrative review of scientific articles; the second consisted of a documentary analysis of materials related to the prison context during the COVID-19 pandemic; and the third study was descriptive-exploratory, involving interviews with ten health managers and professionals from prison health services in Salvador, Bahia. Results/Discussion: The first article identified the existence of specific legislation and health policies for the prison system; however, structural problems persist, leading to violations of rights and insufficient access to healthcare for incarcerated individuals. The second article analyzed guidelines and strategies outlined in official documents for addressing the pandemic within the prison system. However, despite the strategies devised, there was no coordinated action in response to the pandemic in the prison system, demonstrating the effectiveness of a necropolitical project historically implemented, even during the public health crisis. This further exposed the fragility of the healthcare system and the vulnerability of the incarcerated population. The third article revealed that the working conditions of health professionals—such as infrastructure, power dynamics, security, and workplace conditions—are directly related to the provision of health services to incarcerated individuals and pose significant challenges to accessing healthcare in prisons. These findings unveiled contradictions and dilemmas faced by health professionals providing care in environments marked by precariousness and violence. Final Considerations: This body of work explored the complex relationship between the Brazilian prison system and the guarantee of the right to health for incarcerated individuals, revealing a scenario of challenges and rights violations shaped by power dynamics and structural failures. These issues condition the work of health professionals and limit incarcerated individuals' access to healthcare services. In this context, it is essential to invest in public policies that dismantle the racial and social structures of oppression fueling mass incarceration. Furthermore, profound transformation is required to break the power dynamics that structure the prison system, aiming to build a framework that prioritizes human dignity, comprehensive care, and social justice. | |
| dc.identifier.NameoftheGraduateProgram | Mestrado e Doutorado em Medicina e Saúde Humana | |
| dc.identifier.Nameoftheareaofconcentration | Neurociências | |
| dc.identifier.Researchlinename | Epidemiologia e Aspectos clínicos, diagnóstico, terapêuticos e subjetivos de doenças neurológicas e Saúde Mental | |
| dc.identifier.cdu | 61 | |
| dc.identifier.dissertation | false | |
| dc.identifier.lattes | https://lattes.cnpq.br/8275952865057393 | |
| dc.identifier.lattes | http://lattes.cnpq.br/5770576514922680 | |
| dc.identifier.lattes | http://lattes.cnpq.br/6265387307982077 | |
| dc.identifier.numberofpages | 181 | |
| dc.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0003-0639-1551 | |
| dc.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0002-5579-0914 | |
| dc.identifier.orcid | https://orcid.org/0000-0003-1628-6739 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10247 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.subject | Encarceramento | |
| dc.subject | Práticas de Cuidado | |
| dc.subject | Sistema Prisional | |
| dc.subject | Direito à Saúde | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Incarceration | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Care Practices | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Prison System | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Right to Health | |
| dc.title | A saúde aprisionada: a (in)visibilidade do cuidado no sistema prisional brasileiro | |
| dc.type | Thesis |
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