Gravidez na adolescência no Brasil: perfil epidemiológico (2012 A 2021)

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Introdução: A gravidez na adolescência é um desafio de interesse público em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Essa situação acarreta significativos encargos biológicos, psicológicos e sociais com repercussões na saúde da mãe e da criança.Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico da gravidez na adolescência no Brasil no período de 2012 a 2021. Método: Estudo transversal descritivo, ecológico, com abordagem quantitativa proveniente da base de dados secundários do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. Resultados: foram registradas 4.834.379 adolescentes grávidas no período analisado. A maioria das gestações ocorreram em meninas de 15 a 19 anos (95,2%), de cor parda (64,6%), solteiras (64,2%), com 8 a 11 anos de instrução materna (64,9%). Quanto as características da gestação e parto, 98,7% foram gravidez única, apresentando 7 ou mais consultas pré-natais (55,3%), com duração de 37 a 41 semanas (80,6%), tipo de parto vaginal (60,1%) e peso do recém nascido ao nascer entre 3000g a 3999g (60,8%). As regiões Nordeste e Sudeste são as que possuem mais casos de gestação na adolescência. Durante os 10 anos estudados, observou-se uma diminuição importante do número de casos no Brasil. Conclusão: A gravidez na adolescência é um fenômeno complexo que requer uma abordagem holística considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais. Portanto, a analise do perfil epidemiológico dessas adolescentes, contribui para a compreensão mais ampla de possíveis condicionantes deste fenômeno na população estudada e de suas vulnerabilidades, como também para o planejamento de ações voltadas para a abordagem e superação dos problemas de saúde relacionados a esta condição.

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Palavras-chave

Gravidez na adolescência, Perfil epidemiológico, Populações vulneráveis

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