Tendência da mortalidade por infarto agudo do miocárdio na Bahia: um estudo de série temporal

Resumo

Introdução. O infarto agudo do miocárdio apresenta altas taxas de mortalidade no mundo e no Brasil, sendo, assim, um problema de saúde pública. É estimado que, no Brasil ocorram mais de 300 mil casos anuais, sendo que a cada 5 casos um venha a óbito. Na Bahia, embora exista uma vasta quantidade de informações a respeito do tema, ainda há uma lacuna de publicações científicas que analisem em profundidade o tema no contexto do estado. Objetivos. Analisar a tendência da mortalidade por Infarto Agudo do Miocárdio na Bahia no período de 2008 a 2023 segundo variáveis biológicas e sociodemográficas. Metodologia. Foi realizado um estudo descritivo observacional de série temporal, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no período de 2008 a 2023. Foram analisados os óbitos por IAM em adultos (> 30 anos), caracterizados por variáveis sociodemográficas e biológicas. Realizou-se análise descritiva das variáveis no Excel e regressão linear simples para avaliar tendência no SPSS versão 23.0. A significância estatística foi considerada quando p-valor<0,05. Resultado. No período estudado, foram registrados 76.344 óbitos por IAM na Bahia. Os coeficientes de mortalidade foram maiores na população masculina, na região Norte e no grupo com 80 anos e mais. Já a distribuição proporcional apresentou maior concentração dos óbitos por essa doença em homens, de cor parda, casados, de baixa escolaridade e residentes da macrorregião Leste. Conclusão. O infarto agudo do miocárdio afeta significativamente a população do estado da Bahia, sendo verificado, por meio da análise de tendência nesse estudo, que há um perfil epidemiológico de maior risco, homens maiores de 80 anos, reforçando, portanto, a necessidade de políticas públicas eficientes e direcionadas aos grupos de risco.

Descrição

Palavras-chave

infarto agudo do miocárdio, mortalidade, óbitos.

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