Impactos do uso de canabidiol em pacientes pediátricos com epilepsia refratária – uma revisão sistemática
| dc.contributor.advisor | MIRANDA, Marlene Barreto Santos | |
| dc.contributor.author | SILVA, João Vitor Freitas | |
| dc.date.accessioned | 2026-03-27T13:12:08Z | |
| dc.date.available | 2026-03-27T13:12:08Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.abstract | Introdução: A epilepsia refratária em pacientes pediátricos representa um desafio clínico significativo, com impactos profundos no desenvolvimento neuropsicomotor e na qualidade de vida. O canabidiol (CBD) emergiu como uma alternativa terapêutica promissora para casos resistentes aos tratamentos convencionais. Objetivo: Avaliar os impactos do uso de canabidiol sobre a frequência e intensidade das crises epilépticas e o perfil de segurança em pacientes pediátricos com epilepsia refratária, com base em evidências de ensaios clínicos randomizados. Metodologia: Foi conduzida uma revisão sistemática da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed, Scielo e Cochrane Library. Foram incluídos quatro ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo que investigaram o uso de CBD em crianças e adolescentes com epilepsia refratária, principalmente as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut. Resultados: Foram identificados 19 estudos, resultando em 4 após aplicação dos critérios de elegibilidade. Os estudos analisados demonstraram de forma consistente que o CBD, como terapia adjuvante em doses de 10 a 20 mg/kg/dia, promoveu uma redução estatisticamente significativa na frequência de crises convulsivas em comparação com o placebo. O perfil de segurança foi considerado aceitável, sendo os efeitos adversos mais comuns sonolência, diarreia e perda de apetite, geralmente de intensidade leve a moderada. Embora não avaliado por instrumentos formais, houve relatos de melhora subjetiva no desenvolvimento neuropsicomotor e na interação social. Conclusão: As evidências confirmam que o canabidiol pode ser considerado uma opção terapêutica eficaz e segura para a redução de crises em pacientes pediátricos com epilepsias graves e refratárias, representando um avanço importante no manejo clínico desta população. Contudo, pesquisas futuras são imperativas para avaliar a segurança e a eficácia do canabidiol a longo prazo, elucidar seus plenos mecanismos de ação, identificar biomarcadores de resposta e medir seu impacto sobre o neurodesenvolvimento e a qualidade de vida, consolidando sua aplicação clínica. | |
| dc.description.abstractotherlanguage | Introduction: Refractory epilepsy in pediatric patients represents a significant clinical challenge, with profound impacts on neuropsychomotor development and quality of life. Cannabidiol (CBD) has emerged as a promising therapeutic alternative for cases resistant to conventional treatments. Objective: To evaluate the impacts of cannabidiol use on the frequency and intensity of epileptic seizures and its safety profile in pediatric patients with refractory epilepsy, based on evidence from randomized clinical trials. Methods: A systematic literature review was conducted, with searches in the PubMed, Scielo, and Cochrane Library databases. Four randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trials investigating the use of CBD in children and adolescents with refractory epilepsy, primarily Dravet and LennoxGastaut syndromes, were included. Results: 4 articles were included after the application of the eligibility criteria. The analyzed studies consistently demonstrated that CBD, as an adjunctive therapy at doses of 10 to 20 mg/kg/day, led to a statistically significant reduction in the frequency of convulsive seizures compared to placebo. The safety profile was considered acceptable, with the most common adverse effects being somnolence, diarrhea, and decreased appetite, generally of mild to moderate intensity. Although not assessed by formal instruments, subjective improvements in neuropsychomotor development and social interaction were reported. Conclusion: The evidence confirms that cannabidiol can be an effective and safe therapeutic option for seizure reduction in pediatric patients with severe and refractory epilepsies, representing a major advance in the clinical management of this population. However, future research is imperative to evaluate the long-term safety and efficacy of cannabidiol, elucidate its full mechanisms of action, identify biomarkers of response, and measure its impact on neurodevelopment and quality of life, thereby solidifying its clinical application. | |
| dc.identifier.dissertation | false | |
| dc.identifier.numberofpages | 27 | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10190 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.otherlanguage.iso | en | |
| dc.subject | Canabidiol | |
| dc.subject | Epilepsia Refratária | |
| dc.subject | Revisão sistemática | |
| dc.subject | Síndrome de Dravet | |
| dc.subject | Síndrome de Lennox-Gastaut | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Cannabidiol | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Refractory Epilepsy | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Systematic Review | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | Dravet Syndrome | |
| dc.subject.keywordotherlanguage | LennoxGastaut Syndrome | |
| dc.title | Impactos do uso de canabidiol em pacientes pediátricos com epilepsia refratária – uma revisão sistemática |
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