Fluxograma de assistência pré-hospitalar para pacientes com suspeita de hemorragia digestiva alta no serviço móvel de urgência

dc.contributor.advisorAGUIAR, Carolina Villa Nova
dc.contributor.advisor-coMATOS, Marcos Antônio Almeida
dc.contributor.authorMONTEIRO, Erik Lafitt Tavares
dc.contributor.refereesDIAS, Cristtane Marla Carvalho Costa
dc.contributor.refereesGOULARDINS, Jullana Barbosa
dc.contributor.refereesCUNHA, Andre Gusmão
dc.date.accessioned2026-04-22T11:22:38Z
dc.date.available2026-04-22T11:22:38Z
dc.date.issued2025
dc.description.abstractIntrodução: A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma condição gastrointestinal grave, com altas taxas morbidade, mortalidade e hospitalização em todo o mundo, especialmente em idosos com comorbidades como hipertensão arterial e uso de antinflamatórios não esteroidais ou aspirina. O manejo rápido e sistematizado é essencial para estabilização, controle do sangramento e prevenção de complicações. Embora existam sólidos protocolos hospitalares, existe lacuna na assistência préhospitalar desses pacientes. Este estudo propõe um fluxograma para orientar as equipes de atendimento inicial/pré-hospitalar de urgência a pacientes com suspeita de HDA. Objetivos: Compreender as práticas de assistência pré-hospitalar para pacientes com hemorragia digestiva atendidos no serviço móvel de urgência e elaborar um fluxograma de assistência pré-hospitalar para o atendimento a casos de hemorragia digestiva alta no âmbito do serviço público de urgência. Método: trata-se de um estudo observacional, de corte transversal e abordagem quantitativa, realizado por meio de pesquisa retrospectiva com dados secundários provenientes das ocorrências registradas pelo SAMU de Salvador (Bahia, Brasil) no ano de 2022. Foram incluídos todos os pacientes que acionaram o serviço pelo número 192 com sintomas sugestivos de hemorragia digestiva. Após refinamento dos registros, analisaram-se variáveis como idade, sexo, comorbidades, queixa clínica, anamnese, exame físico, sinais vitais, condutas orientadas e desfecho da ocorrência. A análise estatística foi realizada no software SPSS, com aplicação do Teste de Shapiro-Wilk para definição de normalidade e do Teste Qui-Quadrado de Pearson para associação entre variáveis, considerando p<0,05 como significativo. Na segunda etapa, desenvolveu-se um fluxograma de assistência pré-hospitalar para HDA, fundamentado nos achados do estudo, em diretrizes nacionais e internacionais, utilizando o método ABCDE. Resultados: Foram analisados 189 atendimentos pré-hospitalares registrados pelo SAMU de Salvador em 2022, com média de idade de 65,5 anos e predominância do sexo masculino (60,3%). As comorbidades mais comuns foram hipertensão arterial (34,9%) e etilismo (22,2%). Hematêmese foi a queixa principal (69,8%) e sinais de choque hipovolêmico ocorreram em 41,8%, sendo tratados principalmente com cristaloides (86,7%). A administração de IBPs foi observada em apenas 24% dos casos com HDA inferida. A mortalidade foi de 2,6%, com 95,2% dos pacientes removidos para unidades de referência. Os achados reforçam a importância de um fluxograma sistematizado para o manejo da HDA no ambiente pré-hospitalar, considerando o perfil clínico, as comorbidades, o uso de medicamentos ulcerogênicos e as limitações encontradas no registro e execução das condutas. Conclusão: O estudo evidencia a importância de um atendimento pré-hospitalar otimizado na hemorragia digestiva alta, com foco no reconhecimento precoce de sinais de gravidade, na adoção de condutas iniciais adequadas e no rápido encaminhamento dos pacientes. Os achados reforçam a necessidade de protocolos específicos, visando reduzir complicações e mortalidade.
dc.description.abstractotherlanguageIntroduction: Upper gastrointestinal bleeding (UGB) is a serious gastrointestinal condition associated with high rates of morbidity, mortality, and hospitalization worldwide, especially in elderly patients with comorbidities such as hypertension and the use of nonsteroidal anti-inflammatory drugs or aspirin. Rapid and systematic management is essential for stabilization, bleeding control, and complication prevention. Although solid hospital protocols exist, there is a gap in pre-hospital care for these patients. This study proposes a protocol to guide emergency pre-hospital care teams attending patients suspected of UGB. Objective: To evaluate pre-hospital care for patients with gastrointestinal bleeding attended by the mobile emergency service and to develop a pre-hospital care protocol for cases of upper gastrointestinal bleeding within the public emergency system. Method: This is an observational, crosssectional study with a quantitative approach, conducted through a retrospective analysis of secondary data obtained from emergency calls recorded by the Mobile Emergency Medical Service (SAMU) of Salvador (Bahia, Brazil) in 2022. All patients who contacted the service via the 192 emergency number with symptoms suggestive of gastrointestinal bleeding were included. After refining the records, variables such as age, sex, comorbidities, chief complaint, anamnesis, physical examination, vital signs, guided interventions, and outcome of the occurrence were analyzed. Statistical analysis was performed using SPSS software, applying the Shapiro–Wilk test to assess normality and Pearson’s Chi-square test to examine associations between variables, considering p<0.05 as statistically significant. In the second stage, a prehospital care flowchart for upper gastrointestinal bleeding (UGIB) was developed, based on the study findings and national and international guidelines, following the ABCDE method. Results: A total of 189 prehospital care events recorded by SAMU of Salvador in 2022 were analyzed. The mean age was 65.5 years, with a predominance of males (60.3%). The most common comorbidities were arterial hypertension (34.9%) and alcoholism (22.2%). Hematemesis was the main complaint (69.8%), and signs of hypovolemic shock occurred in 41.8% of cases, which were primarily managed with crystalloids (86.7%). Proton pump inhibitors (PPIs) were administered in only 24% of the cases in which UGIB was inferred. Mortality was 2.6%, and 95.2% of the patients were transferred to referral units. These findings highlight the importance of a systematic flowchart for the management of UGIB in the prehospital setting, taking into account the clinical profile, comorbidities, use of ulcerogenic drugs, and the limitations observed in both documentation and implementation of care procedures. Conclusion: The study underscores the importance of optimized prehospital care in Upper gastrointestinal bleeding, focusing on the early recognition of severity signs, the adoption of appropriate initial interventions, and the rapid referral of patients. The findings reinforce the need for specific protocols aimed at reducing complications and mortality.
dc.identifier.NameoftheGraduateProgramTecnologias em Saúde
dc.identifier.ResearchlinenameDesenvolvimento de Tecnologias em Saúde
dc.identifier.cdu61:004
dc.identifier.dissertationfalse
dc.identifier.numberofpages68
dc.identifier.urihttps://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10242
dc.language.isopt
dc.otherlanguage.isoen
dc.subjectHemorragia Gastrointestinal
dc.subjectVarizes Esofágicas e Gástricas
dc.subjectServiços Médicos de Emergência
dc.subjectAssistência pré-hospitalar
dc.subject.keywordotherlanguageGastrointestinal Bleeding
dc.subject.keywordotherlanguageEsophageal and Gastric Varices
dc.subject.keywordotherlanguageEmergency Medical Services
dc.subject.keywordotherlanguagePre-hospital Care
dc.titleFluxograma de assistência pré-hospitalar para pacientes com suspeita de hemorragia digestiva alta no serviço móvel de urgência
dc.typeDissertação

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