Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8976
Título: Diodo emissor de luz no tratamento da síndrome geniturinária em sobreviventes de câncer de mama: ensaio clínico randomizado
Autor(es): GARBOGGINI, Patrícia Virgínia Silva Lordêlo
SANTOS, Carina Oliveira dos
OLIVEIRA, Daniela Galvão Barros de
Palavras-chave: Neoplasia de mama
Vaginite atrófica
Fototerapia
Menopausa
Lasers
Data do documento: 2024
Editor: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Resumo: Introdução: A Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) em sobreviventes do câncer de mama (CM) está associada aos efeitos colaterais do tratamento desta neoplasia. O Diodo Emissor de Luz (LED) é um instrumento potencialmente capaz de estimular os tecidos epiteliais. Objetivo: Analisar os efeitos do LED azul na SGM, evolução de sintomas, qualidade de vida, função sexual e segurança. Avaliar a concordância entre examinadores do índice de maturação vaginal (IMV). Material e métodos: Ensaio clínico randomizado 1:1, duplo-cego, sobreviventes de CM estadio 0-III, de 18-65 anos, com pelo menos um sinal e sintoma de SGM. Excluídas grávidas, uso de reposição hormonal, infecção vaginal, compreensão prejudicada, impossibilidade de posicionamento ou metástase. Consistiu em 5 sessões semanais de 8 minutos de LED 405nm ou sham associados cinesioterapia do assoalho pélvico. A resposta ao tratamento foi realizada pela comparação de dados de antes e após 3 semanas, 2 e 3 meses pelo IMV, Índice de Saúde Vaginal (ISV) e dos questionários ICIQ-SF, FACT-B+4, FSFI, FGSIS, QSF e Likert. Amostra estimada de 74 pacientes, (acrescido de 10% para possiveis perdas). Resultado: 80 pacientes foram triadas, 77 randomizadas e 63 completaram o tratamento, 34 no grupo de LED e 29 no controle. As médias de idade foram 53, (±8,6) e 50,4 anos (±8,2), no grupo LED e sham, (p = 0,175). Não houve diferença nas características sociodemográficas ou nas clínicas sendo o ISV=15,9 (±3,9) e 14,8 (±3,5) , (p = 0,25) no grupo LED e grupo sham. A mediana do IMV basal foi de 44 (0-54) e 21,5 (0-21) (p = 0,543). Observou-se uma redução do pH e do ICIQ-SF, aumento do FGSIS e índice de saúde vaginal na 1ª reavaliação, no grupo LED em comparação com o controle. Também identificado incremento da qualidade de vida em alguns domínios do FACT-B, e de sintomas por escala visual numérica, no grupo LED, porém, sem diferença nos testes intergrupos. Em ambos os grupos houve um predomínio de pacientes satisfeitas ou muito satisfeitas. O IMV apresentou índice de concordância intraclasse de 0,94 para medidas médias e 0,89 para medidas individuais. Conclusão: O diodo emissor de luz azul mostrou-se seguro e bem tolerado sem eventos adversos relevantes, porém,com impacto positive sobre a SGM, no entanto, sem efeito duradouro até a Terceira reavaliação com o protocolo utilizado. O índice de maturação vaginal mostrou-se um parâmetro consistente de avaliação entre examinadores.
URI: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8976
Aparece nas coleções:Teses de Doutorado



Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.