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https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8975
Título: | Avaliação de atividade de doença em arterite de Takayasu |
Autor(es): | SANTIAGO, Mittermayer Barreto PEDREIRA, Ana Luisa Souza |
Palavras-chave: | Arterite de Takayasu Interleucina-6 Angiotomografia Atividade de doença |
Data do documento: | 2024 |
Editor: | Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública |
Resumo: | Introdução: Avaliar atividade de doença em arterite de Takayasu (AT) é um grande desafio e não existe um consenso na definição de atividade inflamatória (AI). Estudos prévios sugerem que a interleucina 6 (IL-6) é uma citocina central na fisiopatologia da AT e o biomarcador que melhor reflete a AI na parede do vaso. Neste estudo, comparamos níveis de IL-6 com critérios de atividade pelo Indian Takayasu Clinical Arteritis Score (ITAS) e avaliação por angiotomografia computadorizada (ATC). Métodos: Através de um estudo de corte transversal, foram avaliados pacientes com AT entre janeiro de 2022 a julho de 2023 oriundos de um ambulatório de referência em Salvador-Bahia. Todos os pacientes preencheram os critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) de 2022 para AT. Foi realizada avaliação clínica, laboratorial e de imagem. Níveis de IL-6 foram medidos por ELISA e proteína C reativa (PCR) convencional por nefelometria. ATC de toda a aorta e ramos foi realizada e incluída para análise se o intervalo de realização foi menor que um ano do momento da coleta de sangue. Definiu-se AI pelo ITAS.A se o escore foi > 5 e por ATC, se espessamento com realce pelo contraste foi encontrado em qualquer segmento arterial. Análise por regressão linear comparou níveis de IL-6 da amostra com AI-ATC e AI-ITAS. Resultados: Um total de 43 pacientes foi estudado. A idade média foi de 42 anos (±13), com 39 mulheres (90,7%), classificação angiográfica de Numano tipo V em 28 pacientes (65,1%) e mediana da PCR de 12.3mg/L (6,8-27,4). Uso de prednisona ocorreu em 18 (41,8%) dos pacientes, metotrexato em 22 (51.2%) e antiTNF em 2 (4.6%). Vinte pacientes preencheram os critérios para atividade pelo ITAS (AI-ITAS) (46.5%) e 8 pacientes (18.6%) pela ATC. A média de IL-6 em pacientes com AI-ATC foi de 8,5 ± 5,6pg/ml, sendo 4,7pg/ml maior do que nos indivíduos não ativos pela ATC, (p:0,01). Não houve associação com os níveis de IL-6 e AI-ITAS. Conclusão: Valores séricos de IL-6 foram estatisticamente maiores em pacientes com atividade pela ATC. Apesar de não existir padrão ouro para definição de atividade de doença, a combinação de IL-6 e parâmetros de imagem configura uma ferramenta promissora na definição de AI em AT e pode auxiliar no manejo desses pacientes. |
URI: | https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8975 |
Aparece nas coleções: | Teses de Doutorado |
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