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Título: Variantes genéticas germinativas causadoras de síndromes de predisposição ao câncer na Bahia
Autor(es): SALLES, Cristina
AGUIAR, Carolina Villa Nova
TORALLES, Maria Betania Pereira
CARVALHO, Acácia Fernandes Lacerda de
OLIVEIRA, Polyanna Carôzo de
COELHO, Fernanda Oliveira
RIBEIRO, Nádia Regina Caldas
MIGUEL, Diego Santana Chaves Geraldo
Palavras-chave: Síndromes de Predisposição ao Câncer
HBOC
HNPCC
Poliposes Colônicas
Neurofibromatose
Esclerose Tuberosa
Data do documento: 2024
Editor: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Resumo: INTRODUÇÃO: O câncer é a segunda maior causa de morte em nível mundial, com um impacto significativo nas esferas socioeconômica e de saúde pública. Trata-se de uma doença predominantemente genômica, cujos casos são, em sua maioria, resultantes do acúmulo de mutações somáticas. Contudo, em determinados pacientes, a fisiopatogenia do câncer se inicia pela herança de variantes genéticas germinativas que conferem ao indivíduo um risco elevado de desenvolver neoplasias malignas. Nestes casos, o diagnóstico é caracterizado por Síndromes Hereditárias de Predisposição ao Câncer. A investigação do perfil de variantes germinativas em uma população miscigenada, com uma rica diversidade étnica e histórica, apresenta grande relevância para o avanço do conhecimento científico. OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo principal descrever as variantes genéticas germinativas patogênicas ou provavelmente patogênicas associadas às principais síndromes de predisposição ao câncer no estado da Bahia. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, observacional e descritivo, realizado com dados genômicos de 3.100 indivíduos de alto risco para síndromes de predisposição ao câncer, encaminhados para avaliação genética germinativa entre 2017 e 2023. Os participantes foram analisados por sequenciamento de nova geração, abrangendo 37 genes com alta ou moderada penetrância. As variantes genéticas identificadas foram classificadas conforme as diretrizes do American College of Medical Genetics. RESULTADOS: A amostra foi composta predominantemente por indivíduos do sexo feminino, representando 87,8% da população estudada, com idade média de 50 anos (desvio-padrão de 15 anos). A maioria dos casos foi encaminhada para avaliação por oncologistas, mastologistas e geneticistas. Dos 3.100 indivíduos sequenciados, 358 (~12%) apresentaram variantes patogênicas ou provavelmente patogênicas (P/PP) em 21 dos 37 genes avaliados. Dentre esses, 239 (~8%) foram diagnosticados com síndromes de predisposição ao câncer de mama, 89 (~3%) com síndromes de predisposição ao câncer colorretal e 30 (~1%) com facomatoses. Onze variantes clinicamente relevantes, nunca antes descritas, foram identificadas. CONCLUSÃO: Este é o maior estudo realizado até o momento sobre o perfil epidemiológico de variantes genéticas germinativas associadas a síndromes hereditárias de predisposição ao câncer no estado da Bahia. Os dados apresentados têm importância crucial para a definição do perfil epidemiológico regional, proporcionando subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e direcionadas a essa população, além de fomentar a prática da medicina de precisão baseada em evidências científicas.
URI: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8969
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