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Título: Fatores associados às dificuldades de acesso de adolescentes aos serviços de saúde sexual e de planejamento reprodutivo: estudo transversal seriado
Autor(es): BRITO, Milena Bastos
CASTRO, Martha Moreira Cavalcante
MANÇÚ, Tatiane de Souza
Palavras-chave: Comportamento Reprodutivo
Saúde do Adolescente
Saúde Sexual e Reprodutiva
Barreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde
Acesso aos Serviços de Saúde
Data do documento: 2024
Editor: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Resumo: Introdução: O início cada vez mais precoce da vida sexual é uma realidade entre adolescentes brasileiros. Porém, o acesso deles aos serviços de saúde sexual e planejamento reprodutivo ainda é ineficiente e restrito, fator que fica evidente frente aos índices de gravidez na adolescência registrados no país. Objetivo: identificar os fatores associados às dificuldades de acesso aos serviços de saúde sexual e de planejamento reprodutivo. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal seriado. A coleta de dados se deu com a aplicação de questionário aos adolescentes estudantes de três instituições públicas de ensino fundamental e médio de Salvador/Bahia, nos anos de 2019, 2020 e 2021. Os dados foram analisados a partir de cálculos de frequência absoluta e relativa, e análises bivariadas com teste qui-quadrado, teste exato de Fisher, p valor e índice de confiança de 95% e analise multivariada com regressão de Poisson. Tabelas de contingência também foram criadas para estimar a associação entre a variável de desfecho e as variáveis expositoras dicotômicas. Resultados: Participaram do estudo 303 adolescentes. Destes, 124 (41%) referiram dificuldades de acesso aos serviços de saúde sexual e de planejamento reprodutivo. Na análise múltipla, foi observado que os adolescentes que não trabalhavam e que não procuraram por serviços de saúde reprodutiva tiveram uma prevalência de dificuldade de acesso reduzida em 32% e 41%, respectivamente. E, os adolescentes que não possuem plano de saúde tiveram uma prevalência 1,45 vezes de dificuldade de acesso, quando comparados àqueles que possuíam plano de saúde. Quanto às características sociodemográficas, adolescentes que possuíam faixa etária de 15 a 19 anos de idade (79,3%), autodeclarados de raça/cor negra (87,7%), possuíam renda familiar abaixo de 2 salários mínimos (78,8%) e referiram ter tido dificuldades de acesso. Os adolescentes de ambos os sexos referiram não saber onde podiam conseguir um método contraceptivo gratuito, pois conseguiam com alguém ou compravam na farmácia, também as mães exerciam outras ocupações fora do lar, não possuíam um plano de saúde e tinham baixos níveis de acesso e uso desses serviços do SUS. Quanto as fontes de informações e conhecimentos sobre saúde sexual e de planejamento reprodutivo mais utilizados pelos(as) adolescentes sobre o tema foi a busca pelo “Google” relatado por 74,7% dos participantes que cursam o ensino fundamental e 79,6% do ensino médio. Conclusão: Os achados reforçam dificuldade de acesso a fontes de informações seguras e de qualidade sobre serviços de saúde sexual e de planejamento. Conclui-se, portanto, que há a necessidade de programas educativos voltados especialmente para o público adolescente e seus pais/responsáveis. Abrangendo todas as escolaridades e acolhendo-os antes mesmo do início de suas atividades sexuais.
URI: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8964
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