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Título: Fatores maternos associados à mortalidade fetal no brasil no período de 2011 a 2021
Autor(es): LOPES, Marina Rodrigues Reis
Palavras-chave: Mortalidade fetal
Cuidado Pré-Natal
Gravidez
Brasil
Data do documento: 2024
Resumo: Introdução: O óbito fetal é a morte do feto antes do nascimento, detectada pela ausência de sinais de vida, podendo ser associado a diversos fatores, inclusive de etiologia materna. A taxa de mortalidade fetal (TMF) é calculada a partir de óbitos após a 22ª semana de gestação ou fetos com peso igual ou superior a 500 gramas, e serve como indicador da qualidade da assistência pré-natal e ao parto. O Brasil, apesar dos esforços para melhorar a assistência materno-infantil, ainda apresenta uma alta TMF, refletindo desigualdades socioeconômicas e problemas no acesso aos serviços de saúde. Assim, é necessário constatar os fatores socioeconômicos e biológicos maternos que influenciam a mortalidade fetal, com o objetivo de melhorar o pré-natal e reduzir os óbitos fetais. Objetivo: Identificar os fatores socioeconômicos e biológicos maternos que tiveram influência sobre a mortalidade fetal no período de 2011 a 2021. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e descritivo, realizado com dados obtidos do Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC/SUS) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM/SUS), organizados em gráficos no Microsoft Excel® onde foram analisados e discutidos. Resultados: A taxa de mortalidade fetal (TMF) mostrou uma tendência estacionária entre 2011 e 2021. O ano de 2012 apresentou o maior índice, com cerca de 11,09 óbitos fetais por mil nascidos vivos e o ano de 2019 apresentou o menor índice, 10,21 óbitos por mil nascidos vivos. Entre 2011 e 2021, o Brasil registrou 339.905 óbitos fetais. O ano de 2015 teve o maior número de óbitos, com 32.994 casos, enquanto 2020 apresentou o menor número, com 28.993 óbitos. Gestações únicas registraram um aumento percentual de óbitos fetais a partir de 2013, enquanto gestações duplas tiveram um aumento de 0,7 pontos percentuais entre 2017 e 2019. Partos vaginais registraram quase o dobro de óbitos fetais comparados aos cesáreos. Em 2017, 67,5% dos óbitos foram de partos vaginais, com redução de 2 pontos percentuais em 2013. Em cesáreas, 28% dos óbitos foram registrados em 2011, com uma redução de 2 pontos em comparação a 2020. Houve um aumento nos óbitos fetais em cesáreas comparado aos partos vaginais, que se mantiveram estáveis. Mães com 8 a 11 anos de escolaridade formam o grupo com maior taxa de óbitos fetais, registrando um aumento de 14 pontos percentuais de óbitos entre 2011 e 2021. Mulheres de 20 a 24 anos apresentaram o maior percentual registrado em 2011 (24%) e o menor em 2020 (22,6%). A região Sudeste teve os maiores índices de mortalidade fetal durante todo o período analisado, seguida pelo Nordeste, Norte, Sul (com estabilidade) e, por último, o Centro-Oeste. Conclusão: O estudo identificou que os óbitos fetais estão associados a mulheres de 20 a 24 anos, com grau de escolaridade de 8 a 11 anos, residentes do Sudeste e que tiveram gestações únicas e partos vaginais. Conclui-se que a compreensão deste perfil materno pode ajudar a identificar as causas e melhorar as políticas públicas para redução da mortalidade fetal.
URI: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8951
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