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Título: Agulhamento a seco e compressão isquêmica no tratamento da dor relacionada a pontos gatilhos miofasciais uma revisão sistemática
Autor(es): BORGHESE FILHO, Giancarlo
Palavras-chave: Agulhamento a seco
Compressão isquêmica
Ponto gatilho
Dor miofascial.
Data do documento: Jun-2024
Resumo: Introdução: A dor musculoesquelética constitui uma das principais causas de incapacidade impactando de forma significativa a qualidade de vida e funcionalidade dos indivíduos afetados. Entre as causas está a presença de pontos-gatilho miofasciais (PGMs). Diferentes intervenções têm sido propostas para o tratamento desses PGMs, incluindo o agulhamento a seco (AS) e a compressão isquêmica (CI). Objetivo: Comparar os efeitos entre o agulhamento a seco (AS) e a compressão isquêmica (CI) na dor em pacientes com pontos gatilhos miofasciais (PGMs). Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática por meio da busca de estudos nas bases de dados PubMed, LILACS, PEDro e Cochrane library ensaios clínicos randomizados comparando um grupo que foi submetido ao AS e outro a CI. Para inclusão, os estudos deviam conter amostra de adultos com dor associada à presença de PGMs, comparando exclusivamente o AS e a CI, avaliando a intensidade da dor pela escala visual analógica (EVA) ou pela escala numérica da dor (EVN). Foram excluídos estudos com pacientes com histórico de trauma, fibromialgia, outras doenças neurológicas ou ortopédicas. Foram extraídos: tamanho da amostra, protocolo de AS e CI, frequência das intervenções, tempos de acompanhamento e escalas de avaliação da dor. Os estudos foram avaliados quanto a sua qualidade metodológica utilizando a escala PEDro. Resultados: Foram encontrados 1.021 estudos, após o processo de seleção e triagem, foram incluídos um total de 5 estudos. Os estudos comparados revelam diferenças nos efeitos do AS e da CI ao longo do tempo. A CI mostra maior efeito a curto prazo e tende a se estabilizar ao longo do tempo, enquanto o AS apresenta benefícios mais duradouros e sustentados. Quatro estudos apresentaram boa qualidade metodológica, enquanto um estudo foi classificado como de qualidade regular. Conclusão: O agulhamento a seco proporciona efeitos mais duradouros, enquanto a compressão isquêmica oferece alívio imediato, mas se estabiliza com o tempo, sugerindo que ambas as técnicas podem ser complementares. Apesar da alocação aleatória e o cegamento dos avaliadores em quatro estudos, a ausência de cegamento dos terapeutas e pacientes, além da falta de alocação secreta, introduziu vieses que comprometem a validade dos resultados. Futuros estudos devem abordar essas limitações para fortalecer a qualidade das evidências.
URI: https://repositorio.bahiana.edu.br:8443/jspui/handle/bahiana/8850
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