BAHIA, Fabianna Márcia MaranhãoLIMA, Marina Possídio de Andrade2026-04-132026-04-132025https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10229Introdução: A infecção pelo HIV permanece um desafio global de saúde pública. A terapia antirretroviral (TARV) possibilitou o controle da replicação viral e a redução da mortalidade. O dolutegravir (DTG), inibidor de integrase de segunda geração, apresenta alta eficácia, barreira genética à resistência e boa tolerabilidade, sendo recomendado no Brasil como terapia de primeira linha e switch para pacientes estáveis. Existem poucos estudos sobre os efeitos do uso prolongado, especialmente sobre eficácia virológica, adesão e tolerabilidade de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) após ajuste do tratamento incluindo DTG. Objetivo: Avaliar o impacto virológico e a tolerabilidade a longo prazo após o switch para esquemas contendo Dolutegravir em pessoas vivendo com HIV acompanhadas no CEDAP, Salvador – Bahia, no período de 2018 a 2023. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, realizado no CEDAP (Salvador - BA), envolvendo 240 pacientes que realizaram switch para esquemas baseados em DTG em 2018 e foram acompanhados por cinco anos. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, imunológicas (CD4+), virológicas (CV-HIV), antropométricas (peso, IMC), além da adesão ao tratamento. Os dados foram analisados no SPSS 14.0. As variáveis categóricas foram apresentadas em frequências e percentuais, e variáveis quantitativas em média e desvio padrão. As associações entre variáveis categóricas foram avaliadas pelo teste Qui-Quadrado ou McNemar, e entre variáveis quantitativas pelo teste t de Student ou t pareado, considerando p < 0,05 como nível de significância. O estudo foi aprovado pelo CEP – SESAB. Resultados: A amostra incluiu 240 pacientes, com média de idade de 47,1±11,2 anos, predominância do sexo masculino (68,3%) e 85,4% procedentes de Salvador. O tempo médio de diagnóstico de HIV foi de 10,5±5,3 anos e de uso de TARV até o switch foi de 9,0±4,9 anos. Após o switch para dolutegravir, a carga viral detectável aumentou de 2,1% em 2019 para 10,4% em 2023 (p<0,01), a taxa de não adesão variou de 19,2% em 2018 para 20,8% em 2023 (p>0,05), e a média de retiradas de ARV reduziu de 11,3 em 2018 para 10,4 em 2023 (p<0,01). Durante o seguimento, 11 (4,6%) pacientes apresentaram reação adversa ao DTG com necessidade de substituição do esquema pelo médico assistente. O peso médio aumentou de 73,0 kg em 2018 para 74,6 kg em 2023 (p<0,05), com elevação significativa no primeiro ano pós switch em 2019 (74,2 kg, p<0,01). Conclusão: O switch para esquemas contendo dolutegravir em pacientes com HIV foi bem tolerado e associado a alterações clínicas moderadas ao longo de cinco anos de seguimento. Observou-se alterações no controle virológico e na adesão com redução nas médias de retiradas de medicamentos e tendência ao ganho de peso, contribuindo para a caracterização do perfil clínico e evolutivo de pacientes em uso prolongado de TARV.O estudo destaca a importância de estratégias para melhoria da adesão e monitoramento de efeitos metabólicos em pacientes em uso de DTG.ptHIVDolutegravirTerapia antirretroviralsupressão virológicatolerabilidade.Impacto virológico e tolerabilidade após o switch para Dolutegravir em pessoas vivendo com HIV no período de 2018 a 2023, Salvador - BahiaHIVDolutegravirAntiretroviral therapyViral suppressionTolerability40Medicina e Saúde Humana