CAMELIER, Aquiles AssunçãoMACHADO, Maria Eduarda Teixeira Fernandes2026-03-302026-03-3020252025https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10203Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) configura-se como uma das principais causas de morbimortalidade no mundo, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, inflamação crônica das vias respiratórias e impacto expressivo na qualidade de vida. Sua magnitude epidemiológica e o custo social associado reforçam a necessidade de aprimorar os métodos de avaliação clínica e funcional, especialmente no que se refere à mensuração de sintomas e à estratificação dos pacientes. Nesse contexto, instrumentos como o COPD Assessment Test (CAT) e a escala Modified Medical Research Council (mMRC) são amplamente empregados, embora ainda existam divergências quanto à equivalência entre seus pontos de corte. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo identificar, a partir da escala mMRC, o ponto de corte mais adequado para a escala CAT, utilizando a área sob a curva ROC (Receiver Operating Characteristic). De forma específica, buscou-se avaliar a concordância entre os instrumentos considerando os pontos de corte tradicionais (mMRC ≥2 e CAT ≥10) e um novo limiar proposto, além de analisar o impacto dessas variações na classificação dos pacientes segundo o sistema GOLD-ABE. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, analítico, baseado em dados secundários provenientes de um banco de dados de 167 pacientes com diagnóstico prévio de DPOC, acompanhados em um centro de referência em Pneumologia do Estado da Bahia e avaliados em um Laboratório de Fisiologia do Exercício de uma universidade estadual. Foram incluídos indivíduos com idade ≥40 anos, estáveis clinicamente e diagnosticados conforme as diretrizes GOLD. As informações coletadas incluíram variáveis sociodemográficas, clínicas, funcionais e de sintomas obtidas por meio dos questionários CAT e mMRC, ambos validados para o português do Brasil. A análise estatística foi realizada no software SPSS (versão 30.0), empregando-se testes paramétricos e não paramétricos, além da curva ROC para determinação do ponto de corte ótimo do CAT, considerando significância estatística de p < 0,05. Resultados: A curva ROC demonstrou excelente capacidade discriminativa do CAT em relação à mMRC (AUC = 0,819; IC95%: 0,753–0,875; p < 0,0001), identificando o ponto de corte CAT = 14 como o de melhor desempenho, com sensibilidade de 73,96% e especificidade de 76,06%. A adoção desse novo ponto reduziu a superestimação de pacientes classificados como sintomáticos, resultando em reclassificação mais equilibrada entre os grupos GOLD. Conclusão Conclui-se que o ponto de corte CAT >14 apresenta melhor acurácia para predizer dispneia significativa (mMRC ≥2), sugerindo maior coerência entre os instrumentos e aprimorando a estratificação sintomática de pacientes com DPOC. Os achados reforçam a importância de revisões críticas nos critérios utilizados pelas diretrizes internacionais, contribuindo para uma abordagem mais precisa e individualizada no manejo clínico da doença.ptDoença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Dispneia. Avaliação de sintomas. Escalas de medida. CAT. mMRC.Acurácia de dois testes diagnósticos na classificação da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): uma comparação entre as escalas GOLD e mMRC.Chronic Obstructive Pulmonary Disease (DPOC). Dyspnea. Symptom assessment. Measurement scales. CAT. mMRC.56