MOREIRA, Maria Clara Marques da Costa2025-09-162025-09-162025https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/bahiana/9642Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte, a terceira principal causa de incapacidade e uma das principais causas de demência em todo o mundo. Os indivíduos com diabetes são especialmente suscetíveis às consequências de doenças cerebrais de pequenos vasos e a hiperglicemia confere maior risco de ocorrência de AVC. Este risco aumentado é frequentemente observado em indivíduos com diabetes e está associado a resultados clínicos mais desfavoráveis. Objetivo: identificar se existem diferenças nas características sociodemográficas e clínicas entre pacientes diabéticos e não diabéticos após acidente vascular cerebral internados em uma Unidade de AVC. Métodos: Este estudo analítico observacional de corte transversal foi realizado com pacientes internados com AVC isquêmico na Unidade de AVC do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS – Salvador, Bahia). A coleta de dados foi feita a partir de questionários e escalas aplicadas durante a internação. As variáveis sociodemográficas e clínicas foram coletadas por meio de questionários estruturados, incluindo idade, sexo, escolaridade, renda e comorbidades. Os dados clínicos foram retirados dos prontuários, assim como a gravidade do AVC avaliada pela escala “National Institute Of Health Stroke Scale” (NIHSS), o nível de incapacidade funcional foi avaliado utilizando a escala de Rankin Modificada (mRS) e para analisar a restrição da mobilidade foi utilizada a Escala de Mobilidade Hospitalar (EMH). Foi realizada uma análise descritiva e para verificar a associação entre as variáveis do estudo, foram utilizados: teste t (distribuição normal), teste de Mann-Whitney (demais variáveis numéricas) e Qui-quadrado para as variáveis categóricas, além de uma análise multivariada para controlar a influência de variáveis como a idade. CAEE: 78442724.0.0000.5544. Resultados: A amostra foi composta por 100 pacientes, sendo 35 do grupo diabético e 65 do grupo não diabético. A mediana da idade foi de 67 anos no grupo diabético e 64 anos no grupo não diabético, sem diferença significativa. A prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica foi maior no grupo diabético, (p=0,005). A duração da internação foi similar, com mediana de 6 dias em ambos os grupos. Quanto à gravidade do AVC, o grupo diabético apresentou um escore médio do NIHSS maior (8) em comparação com o grupo não diabético (4,5), porém sem significância estatística. Na análise multivariada, o grupo dos diabéticos obteve maior escore na Escala de Mobilidade Hospitalar (OR:1,15; IC95%: 1,03-1,29; p= 0,013) e apresentou maior prevalência de dislipidemia (56,3%) do que o grupo não diabético (43,8%), com diferença significativa (p = 0,017). Não foram observadas diferenças significativas quanto à taxa de trombólise, transformação hemorrágica, território vascular acometido e outras complicações. As repercussões funcionais, avaliadas pelas escalas de Rankin Modificada apresentaram medianas de 4 para ambos os grupos, sem diferença significativa. Conclusão:Em indivíduos internados em uma unidade de AVC em um hospital público, observou-se que indivíduos diabéticos apresentaram uma maior prevalência de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, e um maior comprometimento da mobilidade hospitalar quando comparado a indivíduos não diabéticos.ptAcidente Vascular CerebralDiabetes MellitusEpidemiologiaImpacto primárioEstudos transversaisRepercussões clínicas e funcionais entre indivíduos diabéticos e não diabéticos após acidente vascular cerebral