MAGALHÃES, Suzane Bandeira deSILVA, Catarina do Carmo Dias2026-04-222026-04-222025-07-222025-07-22https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10238Introdução: Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) existem processos que influenciam na tomada de decisão a respeito do direcionamento e formas de comunicação para os cuidados paliativos. Na literatura é possível encontrar alguns desses marcadores que atravessam essa temática, sendo alguns deles a dificuldade de acesso da população aos serviços de saúde, principalmente pela População Negra, a distanásia, obstinação terapêutica, além do processo da formação do profissional, trazendo junto a isso o caráter da identidade pressuposta, podendo atravessá-los no ambiente de trabalho. Sabendo disso, o trabalho apresentado tem sua relevância a partir do momento em que esses indicadores anteriormente citados afetam negativamente os pacientes e suas famílias no que diz respeito ao acesso a esse tipo de cuidado. Objetivo: Compreender a percepção dos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva sobre os cuidados paliativos oncológicos na saúde da população negra. Método: Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa exploratória e observacional, com abordagem etnográfica. Foi feita uma revisão bibliográfica em conjunto com coleta de dados através de entrevistas e diário de campo durante as etapas da pesquisa. O estudo obedeceu às normas e regras da Resolução 466/12 da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa por lidar diretamente com seres humanos. Resultados e discussão: A relação entre as demandas e especificidades das tomadas de decisão em relação ao paciente grave e o encaminhamento e as formas de comunicação para os cuidados paliativos é atravessada por marcadores sociais, como raça e classe. Os profissionais que atuam nas tomadas de decisão afirmam que a discussão de cuidados paliativos ainda carrega muitos estigmas, não sendo feita também a discussão interseccional de raça e da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra nos momentos de discussão de caso, sendo que, no local de trabalho, em uma amostra dos anos 2018-2023, de um total de 2.972 pacientes internados, 2.688 faziam parte da população negra. Considerações Finais: Os estudos na área de Cuidados Paliativos, apesar de terem avançado muito, se encontram ainda permeados por barreiras sociais, estruturais, éticas e culturais, conjunto esse que impede o cuidado adequado para o paciente em final de vida. Compreendendo a complexidade desse assunto, é necessário entender de quem se cuida. A população da cidade de Salvador-BA é composta majoritariamente pela população negra e é de extrema urgência que se tenha um olhar atento e uma escuta ativa para com as demandas da população para que assim se construa uma sociedade com mais equidade nos acessos aos serviços de saúde.ptCuidados PaliativosUTISaúde da População Negra.Saúde da população negra e cuidados paliativos oncológicos em Salvador/BA: A percepção dos profissionais em uma unidade de terapia intensivaDissertaçãoPalliative CareICUBlack Population Health.93Psicologia e Saúde HumanaPsicologia e SaúdeProcesso saúde-doença e vivências de vulnerabilidades e de cronicidadesFAPESBhttps://orcid.org/0000-0002-4402-4739https://lattes.cnpq.br/9609464381248136https://lattes.cnpq.br/4088958249806548614.253false