JESUS, Lorena Almeida deREIS, Sabrina da Silva dosMAMEDE, Carlos André Gomes Silva2025-12-192025-12-192025https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10044Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) que é definida como a perda involuntária de urina quando a pressão na bexiga excede a pressão uretral, na ausência de contração do músculo detrusor. O treinamento muscular do assolho pélvico (TMAP) pode ser realizado de forma supervisionado contando com a presença do fisioterapeuta para auxiliar e orientar na execução dos exercícios, ou de forma não supervisionada, realizada em domicílio com base nas instruções repassadas. Objetivo: Comparar o treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado para o tratamento da incontinência urinária de esforço em mulheres. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática produzida de acordo com o PRISMA. Os artigos foram coletados nas bases de dados: Pubmed, PEDro e BVS. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que descrevem a comparação entre exercícios supervisionados e não supervisionados em mulheres com IUE. Foram excluídos estudos duplicados que vinculam com outros tipos de incontinência urinária ou outras patologias do assoalho pélvico (AP). As variáveis analisadas foram: ano, autor, idioma, local de publicação, instrumentos utilizados, população, quantidade, idade, tempo, prescrição de exercício supervisionado, prescrição de exercício não supervisionado, intervenção supervisionado, intervenção não supervisionado, periodização e resultados. Para avaliar a qualidade metodológica dos estudos foi utilizado a escalas PEDro e a ROB 2. Resultados: A amostra avaliada incluiu seis estudos, totalizando 282 mulheres com IUE. A Escala de Oxford foi o principal instrumento de avaliação de força muscular do AP, acompanhada de questionários como o ICIQ-SF, I-QOL, UDI-6, IIQ-7, PFBQ e o teste do absorvente. As prescrições variaram em frequência e número de contrações. A maioria das intervenções supervisionadas ocorreu em ambiente ambulatorial. As principais limitações metodológicas incluíram ausência de cegamento e falhas no controle de variáveis. Conclusão: Tanto o TMAP supervisionado quanto o não supervisionado podem ser eficazes no controle da IUE, mas a presença e a orientação contínua do fisioterapeuta favorecem o desempenho muscular e o comprometimento terapêutico. Portanto, o TMAP supervisionado deve ser considerado a modalidade de escolha para mulheres com IUE, especialmente na fase inicial do tratamento, podendo ser complementado posteriormente com exercícios domiciliares de manutenção.ptTreinamento dos músculos do assoalho pélvicoAssoalho pélvicoSupervisionadoExercício em casaIncontinência urinária de esforçoMulheresComparação do treinamento muscular do assoalho pélvico supervisionado e não supervisionado em mulheres com incontinência urinária de esforço: revisão sistemáticaArticle