RITT, Luiz Eduardo FontelesFERNANDES, Eduardo Lisbôa2026-01-282026-01-282025-10-032025-10-03https://repositorio.bahiana.edu.br/handle/123456789/10060Introdução: A COVID longa tem sido reconhecida como uma síndrome pós-viral com impacto funcional significativo, caracterizada por sintomas persistentes como fadiga, dispneia e intolerância ao esforço. No entanto, permanece incerta a concordância entre testes de campo e medidas obtidas pelo teste cardiopulmonar de exercício (TCPE), considerado padrão-ouro para avaliação da capacidade funcional. Objetivo: Avaliar a associação entre os resultados de testes funcionais de campo e os parâmetros obtidos no TCPE em indivíduos com COVID longa. Metodologia: A pergunta estruturada seguiu o modelo PECO: Pacientes adultos com COVID longa (P), submetidos a testes funcionais de campo (E), comparados a parâmetros obtidos no TCPE (C), com desfecho relacionado à capacidade funcional e desempenho aeróbico (O). As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Embase e LILACS, sem restrição de idioma, a partir do ano de 2021 até setembro de 2024. A seleção e extração dos dados foram realizadas por dois revisores independentes. Os desfechos avaliados incluíram VO₂ pico/máx, resultado dos testes funcionais (como a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 minutos - TC6M) e escores em escalas clínicas. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta ROBINS-I. O protocolo foi registrado no PROSPERO sob o número CRD42024594043. Resultados: Quatorze estudos foram incluídos, totalizando 1.308 pacientes com diagnóstico de COVID longa. A faixa etária das amostras variou de 39 a 61 anos, com predominância do sexo feminino em 11 dos 14 estudos. O TC6M foi o mais utilizado, presente em 12 estudos. O Teste de Sentar e Levantar de 1 minuto e de 30 segundos (TSL1 e TSL30), o Teste da Escada (TE) e o Short Physical Performance Battery (SPPB) foram utilizados em menor frequência. O VO₂ pico/máx variou entre 17,8 e 31,6 mL/kg/min, enquanto o TC6M variou de 320 metros à 641 metros. Em três estudos, observou-se correlação positiva com coeficiente de correlação r variando de 0,34 a 0,628 entre VO₂ pico/máx e distância no TC6M. A avaliação do risco de viés, classificou 11 estudos com risco sério e 3 com risco moderado, sendo os domínios de confusão e seleção os mais frequentemente comprometidos. Conclusão: Os testes funcionais (em especial o TC6M) demonstraram potencial como ferramenta alternativa ao TCPE na avaliação da COVID longa, embora com evidências limitadas pela heterogeneidade e pelo alto risco de viés.ptCOVID longaTestes funcionaisTeste cardiopulmonar de exercícioCapacidade funcionalAvaliação funcionalReabilitação pós-COVIDAvaliação funcional em pacientes com covid longa - testes funcionais versus o teste cardiopulmonar de exercício: uma revisão sistemáticaDissertaçãoLong COVIDFunctional testscardiopulmonary exercise testingfunctional capacityfunctional assessmentpost-COVID rehabilitation45Medicina e Saúde HumanaCárdio Pulmonarhttps://orcid.org/0009-0002-9548-1320https://orcid.org/0000-0001-9320-7999https://orcid.org/0000-0003-1944-3154http://lattes.cnpq.br/3607324681815394http://lattes.cnpq.br/9183032111664739http://lattes.cnpq.br/995716563217172561